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Cartas de amor aos mortos - Ava Dellaira

domingo, 22 de junho de 2014 | 2 comentários
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Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 344
Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.
Avaliação: 5/5 estrelas (favorito)

Cartas de amor aos mortos é o lançamento da Editora Seguinte, com direito a comentário na capa de Stephen Chbosky, autor de As vantagens de ser invisível. Quando vi a notícia do lançamento, fiquei empolgado pela leitura. A oportunidade de conhecer a história veio na hora certa de uma maneira nada convencional (consegui solicitar uma cópia antecipada com a editora). Assim que chegou, a ansiedade só aumentou. Enquanto lia, me apaixonava cada vez mais pela história. O final não poderia ter sido diferente, e mesmo assim, terminamos com um gostinho de quero mais.

"Querido Kurt Cobain,

Hoje a sra. Buster passou nossa primeira tarefa de inglês: escrever uma carta para uma pessoa que já morreu. (...) Acho que ela queria que a gente escrevesse para um ex-presidente ou alguém do tipo, mas preciso conversar com alguém. Eu não poderia conversar com um presidente. Mas posso conversar com você.

(...) Você era o músico favorito da minha irmã, May. Desde que ela morreu, tem sido difícil ser eu mesma, porque não sei exatamente quem sou." (DELLAIRA, 2014, p. 7)

Tudo começou com uma tarefa de inglês. A sra. Buster, professora pede aos seus alunos que escrevessem uma carta para alguém famoso que  já havia falecido. Laurel, uma de suas alunas, escolhe Kurt Cobain. Por dois motivos: ele era um cantor por qual sua irmã, May, gostava; segundo: ele morrera jovem, assim como sua irmã.

O que era uma simples carta se tornou uma série delas. Através destas, podemos conhecer Laurel, uma jovem que acabara de mudar de escola. Tímida, ela sofre pela morte da irmã, May, que ocorrera recentemente. Sua família enfraquecera abruptamente: a mãe se mudara para longe, com o intuito de se recuperar. O pai se torna distante. Laurel passa a viver com ele e sua tia Amy. Desolada, ela passa os dias solitária e tristonha. Em meio ao turbilhão da entrada no ensino médio, Laurel faz novas amizades e acaba se apaixonando por um garoto misterioso, Sky. Mas o passado ainda a atormenta.

Ava ganha pontos logo no inicio pela originalidade em contar a história. Como dito anteriormente, o que era uma simples tarefa de inglês (que nunca fora entregue) se torna um caderno cheio. Não é apenas para Kurt que Laurel manda suas cartas; para Judy Garland, Amelia Earhart, Amy Winehouse, dentre outros. É como se através das cartas Laurel pudesse ser mais verdadeira e contar o ponto mais intimo e interior de si mesma. A história de vida de cada um deles se mistura ao cotidiano da menina de maneira suave e delicada. A narrativa de Ava se mostra logo no inicio repleta de sentimentalismo; mas não a ponto de enjoar por ser melancólica. É sentimental na medida em que conhecemos a relação de Laurel e May, sua irmã. Laurel tinha grande apreço e admiração pela irmã. May era linda, estilosa, extrovertida. Laurel queria ser igual a ela. Só que ela havia morrido.

Livros assim já me encantaram profundamente. É um encanto em que comprova o modo que os autores conseguem conduzir a história em não deixar ficar apenas na tristeza e no luto. Fora assim com O céu está em todo lugar e Diga aos lobos que estou em casa. Temos o luto, mas também temos a luta mas temos motivos para seguir em frente. Por mais que perder alguém seja difícil, há pessoas em nossas vidas que fazem as pessoas não caírem em profunda depressão. No caso de Cartas de amor aos mortos, o encargo fica para Natalie, Hannah, amigas de Laurel, mas também de Sky, o garoto misterioso. Ava construiu uma personagem repleta de conflitos interiores, de dúvidas que toda adolescente passa. Temos um exemplo de vida, mas que de repente, por motivos do destino, perdemos.

Conforme adentramos mais na história, conheci mais os sentimentos de Laurel. Chega um determinado ponto que queria pegar Laurel no colo, como se ela fosse uma criança pequena, indefesa em meio a um mundo de perigos e tentações. Os personagens secundários tem sua importância, assim como os momentos e situações pelos quais eles passam. Situações do dia-a-dia de qualquer jovem. Momentos de certa maneira decisivos ou que fazemos refletir nós mesmos. Ava chega ao desfecho tecendo uma história comovente, capaz de arrancar lágrimas, mas sorrisos de alegria. Sorrisos de que a vida pode ser difícil, mas ela sempre guarda algo de bom. Afinal, depois da chuva, sempre virá o sol.

Laços de Sangue - Richelle Mead

terça-feira, 17 de dezembro de 2013 | 1 comentário
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Titulo: Laços de Sangue
Autora: Richelle Mead
Série: Bloodlines #1
Editora: Seguinte
Páginas: 432
Ano: 2013
Avaliação: 5/5 estrelas
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Os vampiros ainda estão dando o que falar. Livros da temática ainda são lançados todos dias, com os seres sanguinários e mortos-vivos mais famosos. Dentre eles, encontram-se os da Richelle Mead, cujo são conhecidos pela série Academia de Vampiros, que terá direito a uma adaptação cinematográfica no próximo ano. Após o fim do último livro lançado no Brasil nesse ano, chega em terras brasileiras o primeiro volume de uma série spin-off, Bloodlines.
 
Laços de Sangue abre os novos trabalhos de Richelle. Alguns personagens já não nossos conhecidos, mas o cenário muda:  agora tudo ocorre no mundo humano, o que torna tudo mais perigoso. Sidney não está numa situação tão boa. Ela, alquimista, fora pega ajudando a dampira Rose Hathaway fugir da prisão. Tal aliança gerou uma traição grave, já que dampiros e vampiros são criaturas terríveis, e que ameaçam aqueles que os alquimistas tentam proteger: os humanos. Sem escolha, ela é obrigada a aceitar uma missão: proteger Jill Dragomil, princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Caso ela seja capturada e assassinada, a rainha Lissa ficará sem nenhum parente vivo para dar sequência a linhagem. Devido a isso, Sidney é obrigada a esconder Jill numa cidade do interior, na Califórnia, e estudar numa escola de humanos. Juntamente com seu guardião Eddie, Sidney passa a conviver em meio a adolescentes e jovens. Para passar o tempo, ela aceita o cargo de assistente de sua professora de História, sra. Terwillinger. Além disso, acaba tendo que conviver com Adrian, um vampiro que gera os sentimentos mais contraditórios em Sidney. Para completar, surge a febre entre os estudantes umas tatuagens que geram "super poderes", mas que pode gerar riscos para eles. E Sidney será obrigado a manter a paz na escola, bem como desvendar os mistérios que cercam a vida dos humanos.
 
Quando li O Beijo das Sombras, um ano atrás, não me envolvi com a história de maneira tão positiva. Demorei um pouco para realmente curti a história (para ser sincero, só fui curti realmente a série no segundo livro). Já com Laços de Sangue, foi amor a primeira vista. Apesar de ter parado por um bom tempo a leitura por outros motivos, os momentos em que li o livro foram extremamente prazerosos. A narrativa da autora é extremamente fluida, rápida, sem pormenores. Tanto foi que eu não percebia o tempo passar enquanto lia o livro.
 
Laços de Sangue se passa após os acontecimentos do último livro de Academia de Vampiros, Último Sacrifício. Como só li a série até o terceiro volume, tomei conhecimento de alguns fatores que ocorrem nos livros seguintes. Mesmo assim, isso não interferiu na leitura e nem fez eu gostar menos ou mais da história em si. Encontramos personagens mais antigos que não tinham tanta presença em AV, mas que acabam tendo uma maior participação em Laços de Sangue.
 
Sidney é uma boa protagonista. Destemida, mas as vezes um tanto teimosa, cumpriu seu papel como deveria. De certa maneira, me lembrou Rose, principalmente pela sua coragem. Não foi a melhor protagonista que já conheci, mas mesmo assim vale a pena ser conhecida. No entanto, um dos pontos mais positivos de Laços de Sangue é a relação dela com Adrian. Os diálogos que ocorriam entre os dois tornaram a história extremamente prazerosa. Eram bem humorados e cheios de sarcasmo, principalmente por  Adrian, que se achava o ~bãm-bãm-bãm da parada~. 
 
Os mistérios que permeiam Laços de Sangue não são os mais bombásticos nem misteriosos. Mesmo assim, eles me envolveram de maneira positiva, lançando aos poucos as respostas até se encontrar com um desfecho. O desfecho também não foi bombástico, sendo apenas o ápice conhecido de sempre. Em Laços de Sangue as palavras fluem, a trama se desenvolve, e na minha opinião, poderia se passar por um livro único, e não como uma série. Não sei o que esperar de O Lírio Dourado, segundo volume da série. Para aqueles que curtem um livro sobrenatural, com uma linguagem simples, Laços de Sangue é a pedida!

A Seleção - Kiera Cass

quarta-feira, 4 de setembro de 2013 | 1 comentário
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Título: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Série: The Selection #1
Editora: Seguinte
Páginas: 368
Ano: 2012
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.
Classificação: 5/5 estrelas

Desde o sucesso de Jogos Vorazes, as distopias tem tomado conta das prateleiras de livrarias. Todos os meses, livros com esse gênero são lançados, de todos os formatos, estilos e autores. Além disso, entre muitos deles, há aqueles que tem a sorte de ganhar adaptações, sejam cinematográficas, ou na televisão. A Seleção quase que entra na segunda opção, mas não foi dessa vez. Teve um projeto divulgado pela CW, emissora de televisão (responsável por The Vampire Diaries e Gossip Girl), o elenco foi divulgado, o piloto foi gravado (não tenho certeza), mas por algum motivo que desconheço foi cancelada antes mesmo de ir ao ar.

A Seleção foi mais um daqueles livros sortudos, que eu encontrei com um preço quase que dado (10 reais). Não resisti e comprei. Já fazia um bom tempo que eu queria lê-lo, mas acabei deixando de lado. Demorei algumas semanas para começar a lê-lo, e quando comecei, mal consegui parar.

Estamos em Illéa, antigo Estados Unidos, que após uma guerra, deu lugar ao Estado Americano da China e por fim, a Illéa. Nessa cidade, a sociedade é dividida em castas, sendo que cada uma delas é responsável por algum serviço, como ser artista, carpinteiros, entre outros. É aqui também que ocorre A Seleção, momento único para várias garotas. É ali que elas concorrem entre si, onde podem conquistar, além de palácios, vestidos e joias deslumbrantes, o coração de Maxon, príncipe e futuro rei de Illéa.

America é uma dessas garotas. Na verdade, ela nunca quis tentar. Ela tinha um romance escondido com  Aspen, jovem de uma casta abaixo da dela. Para satisfazer a vontade da mãe, ela acaba se inscrevendo. Só que não esperava que seu nome saísse entre as Selecionadas.
Tem resenhas que são tão fáceis de escrever. Outras mais difíceis. A Seleção se encontra na segunda opção. O mais difícil é descrever de maneira breve o quanto que eu gostei do livro. O quanto que eu fiquei triste quando terminou, e eu não tinha A Elite para ler logo em seguida. O quanto que eu torci pelos personagens.

A Seleção está na categoria de distopias, mas com o decorrer da leitura, se mostrou algo totalmente diferente. Não é que eu tenha me decepcionado com a história; ela me surpreendeu em diversos outros sentidos. Está mais para um romance, na realidade. Temos fome, temos miséria. Mas também temos cenas de amor e romance, que acabam ganhando mais destaque. Kiera Cass nos apresenta de maneira singela e compreensível, seu mundo, seu universo.

America foi aquela personagem que no primeiro capítulo tive vontade de dar umas sacudidas nela pelo simples fato de ela se mostrar tão infantil. Podem me chamar de anti-sentimentalista, mas deixar uma oportunidade como a Seleção para ficar com Aspen, sabendo de todas as dificuldades que ela passaria caso se casasse com ele? Não mesmo. Contudo, por outro lado, sou totalmente a favor de que uma relação tem que ser construída na base do amor, mas não era por amor o que Aspen estava fazendo?

Porém, com o desenrolar da história, fui me descobrindo com outra America, uma garota simples, que não se deixava levar pelas opiniões dos outros, que olhava para o próximo, como se fosse um igual, não importava a classe ou a ocupação dele. Além disso, simpática, cativante e determinada. Com o desfecho da história, estava completamente apaixonada pela protagonista.

Li uma resenha do livro que comparava A Seleção com Jogos Vorazes. Quem lê os dois, vê as semelhanças na cara. Podemos chamar A Seleção, um “jogos vorazes de saia”. Só que enquanto Suzanne Collins faz o leitor sofrer de maneira tão agoniante com os personagens, Kiera Cass faz o leitor torcer pelos seus personagens. Enquanto um foca mais na distopia, o outro no romance.

Claro que alguns pontos do livro são previsíveis e clichês, como as participantes da Seleção. Temos a que se acha mais que o necessário (Celeste), temos a amiga verdadeira (Marlee) e outras 33 meninas de diferentes maneiras e jeitos de ser. Além disso, um ponto positivo na história é que a relação entre elas era de amizade e companheirismo (tirando a Celeste), e não de competição.

Se eu achava que America e Aspen tinham química, mudei meu conceito quando Maxon entrou na história. A partir disso é que se formou o casal perfeito. Tanto que minhas cenas favoritas eram entre eles, a amizade que surgiu entre eles, a lealdade, os momentos de brincadeira, de companheirismo eram tão belos e bacanas de serem lidos.
 
A Seleção é um livro que vale a pena ser descoberto. Não temos cenas tão bombásticas e reveladoras, mas tem-se cenas realmente tranquilas e prazerosas de serem lidas. Não sei muito o que esperar do restante da trilogia (ou série?), já que em apenas alguns momentos é que se percebe algumas pontas e perguntas para os próximos livros, A Elite e The One. No mais, só tenho a recomendar.