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O noivo da minha melhor amiga - Emily Giffin

domingo, 28 de junho de 2015 Nenhum comentário
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Título: O noivo da minha melhor amiga
Autor/a: Emily Giffin
Páginas: 356
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2005
Sinopse: O Noivo da Minha Melhor Amiga conta a história de Rachel, uma jovem advogada de Manhattan. A moça, sempre vista por si mesma e por seus amigos como a "certinha" e bem-comportada, muda radicalmente no seu aniversário de trinta anos, após a festa oferecida por sua melhor amiga, Darcy. Meio deprimida por chegar aos trinta sem o marido e os filhos que imaginava ter a essa altura da vida, Rachel se excede na comemoração e termina a noite na cama com Dex, seu grande amigo de faculdade e noivo da sua melhor amiga. Até a noite em que ficou com Dex, Rachel era o modelo de filha e amiga perfeita, embora se visse como um fracasso. Nunca transgrediu as leis, nem mesmo as de horário de trabalho, ao contrário da egoísta, narcisista mas irresistível Darcy, em torno da qual Rachel e, posteriormente, Dex sempre orbitaram. Enquanto a boa moça e tímida Rachel teve alguns poucos namorados e conseguiu um emprego estável porém sem graça num escritório de advocacia, a linda e popular Darcy namorou todos os bonitões do colégio, construiu uma glamourosa carreira de Relações Públicas e sempre conseguiu tudo o que quis, inclusive manipular e obrigar Rachel a fazer o que desejava. E agora, após uma noite com o noivo da melhor amiga, Rachel acorda determinada a esquecer para sempre o fatídico encontro, mas acaba descobrindo que sempre amou Dex. E, apesar da amizade a Darcy, começa a perceber que ela não é exatamente o que se espera de uma melhor amiga. À medida que a data do casamento se aproxima, Rachel se desespera com a urgência da decisão que precisa tomar e acaba passando por uma profunda reavaliação de sua vida, para concluir que "certo" e "errado" são conceitos muito relativos. Narrado em primeira pessoa por Rachel, o livro ganha a simpatia do leitor pela empatia da protagonista, que expõe suas dúvidas e sentimentos de forma muito honesta e humana. E o final reserva grandes surpresas.
Avaliação: 5/5 estrelas
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Há alguns anos conheci o trabalho da Emily Giffin com Questões do coração. Depois veio Ame o que é seu e Presentes da Vida. Foi ao longo desse percurso que a autora foi ganhando pontos e conquistando um lugar especial na minha vida como leitor, principalmente pela sua maneira tranquila e profunda de tratar sentimentos e situações tão comuns ao nosso cotidiano. O noivo da minha melhor amiga, seu primeiro romance, era um daqueles livros que tinha certa curiosidade em ler, mas não estava mais disponível nas livrarias. Até que numa visita ao sebo, tudo mudou, já que havia um exemplar do livro em excelentes condições. Comprei e quase que dois meses depois, iniciei a leitura e...

Rachel é uma advogada que está prestes a fazer trinta anos. Sua melhor amiga, Darcy, está prestes a se casar com Dexter, colega de Rachel, sendo que esta o apresentou a amiga, logo, a advogada será a madrinha do casamento dos dois. No dia em que Rachel completa 30 anos, Darcy decide fazer uma festa surpresa para a amiga. Após todos irem embora e ficarem apenas Dexter e Rachel, entre umas bebidas e outras, os dois acabam dormindo juntos. No dia seguinte, Rachel se arrepende amargamente do que acontecera, ao mesmo tempo que descobre sentimentos desconhecidos por Dexter. Embora tenha que se manter longe de Dexter por causa de sua amizade por Darcy, Rachel acaba descobrindo que está apaixonado pelo velho e bom amigo da faculdade. Dexter e Rachel acabam que se encontrando mais vezes, e esta não sabe o que fazer. Como agir? Contar ou não contar para Darcy?

Emily Giffin mais uma vez pega um ponto comum do cotidiano e desenvolve de maneira comovente, por meio da jornada de uma mulher de 30 anos em busca da liberdade. Foi difícil se Rachel cativa desde os primeiros capítulos, seja pelo seu jeito tranquilo e determinado de ser. Por mais que eu soubesse que ela tinha feito algo errado, não foi por isso que deixei de gostar dela. Passei a gostar ainda mais. Não que eu aprove a traição da melhor amiga, mas porque foi graças a ela que Rachel deu um grito de liberdade, algo que não ocorreu naqueles 30 anos de vida. Isso poderia ter acontecido de qualquer outra forma. E conforme a história vai avançando, você percebe o quanto que aquilo mudara na vida da protagonista.

É uma história contada em primeira pessoa. Logo, podemos supor, pelo menos eu tive essa impressão, que Rachel vai muito bem contar a história sobre seu ponto de vista. Eu não estou recriminando a protagonista nem nada. Mas um adendo que tive ao longo da leitura era tentar pensar a situação sem a visão da advogada. Afinal, Rachel podia influenciar o leitor sobre sua opinião acerca de Darcy. De como a amiga sempre fora o centro das atenções. De como Rachel era aquela que sobrava. O mesmo caso ocorreu com Dom Casmurro, quando li no começo do ano.

O livro é bacana, cativa e mostra personagens complexos, mas que também são humanos. E humanos cometem erros. E Emily Giffin tem o dom de pegar tais elementos e construir uma história da vida real. Para não dizer que se tornou meu favorito, teve um único acontecimento na história que não me convenceu tanto assim. Acredito, que quando o leitor se depara com isso, acaba que influenciando seu julgamento acerca dos personagens. E Emily Giffin fez isso de propósito, com esse intuito. Fiquei refletindo se aquilo não tivesse acontecido. Qual seria a opinião de quem leria o livro? Terminei O noivo da minha melhor amiga com a certeza de que Emily Giffin conseguiu ganhar mais uns pontos comigo. Sua narrativa leve encanta e flui de tal maneira que só conseguimos parar quando chegamos ao final. Agora, fiquei com vontade de reler Presentes da Vida, que é a continuação e é contada sob o ponto de vista de Darcy.

Presentes da Vida - Emily Giffin

domingo, 20 de janeiro de 2013 | 2 comentários
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Título: Presentes da Vida
Autora: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Ano: 2012
Sinopse: Darcy Rhone sempre teve todos os homens aos seus pés. Tinha um emprego glamouroso, um seleto círculo de amizades e um noivo perfeito, Dexter Thaler. No entanto, tudo mudou quando Darcy se envolveu com o melhor amigo de seu noivo... Seu noivado acabou e perdeu sua melhor amiga, Rachel. Incapaz de assumir responsabilidades e de enfrentar todo esse mal-estar, Darcy foge para Londres, para a casa de um amigo de infância, imaginando que poderia passar uma borracha em tudo isso. Mas, para seu desânimo, Londres se torna um mundo estranho, onde seus truques de sedução não mais funcionam e onde sua sorte parece ter se evaporado. Sem amigos nem família, Darcy precisa dar novo rumo à sua vida e, assim, começa uma linda trajetória rumo ao crescimento e ao amor.
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Tive a grande chance de ler dois livros da Emily Giffin quase que seguidos. Adorei Ame o que é seu, e não pensei duas vezes na hora de ler Presentes da Vida. Já ouvira algumas criticas a respeito, mas queria ter o desfrute de mais uma obra dessa autora, que nos faz recordar de coisas que até então se encontram as escondidas.

Darcy tem uma vida perfeita: trabalho dos sonhos e um noivo perfeito. Tudo que uma mulher sempre quis. Porém, nem tudo são flores, e Darcy, uns dias antes de subir ao altar com Dexter, descobre que o noivo a traia com a melhor amiga dela, Rachel. Até aí tudo bem, se não fosse por um pequeno detalhe: Darcy também traia Dexter com Marcus, amigo do noivo, e acaba engravidando dele. Sem saída, e completamente desolada, ela decide ir para Londres tentar reconstruir a vida, contudo, a recepção não é como ela esperava.

Como eu disse antes, gosto dos romances da Emily pelo simples fato de fazer a gente refletir em nossas atitudes. Ao abordar temas tão contemporâneos e clichês, como traição e gravidez indesejada, Emily levanta questões já tão polêmicas pela sociedade, e com isso, faz a gente repensar em nossas próprias atitudes. Apesar de serem questões já batidas tantas vezes em romances, é o jeito que ela constroi e desenvolve a história é que se torna algo novo e diferente. Questões do Coração e Ame o que é seu são livros com uma linguagem mais emotiva, em que Emily desenvolve mais o outro lado dos personagens, levando a gente ao nosso próprio interior. Em Presentes da Vida, isso acontece, apesar de ser mais superficial.

Já li vários livros, mas nunca com uma personagem tão irritante como Darcy. Claro, acontece as vezes com aquele personagem pé no saco, mas não a ponto de querer entrar no livro e querer dá umas sacudidas para ver se a pessoa acordava para a vida. E olha, eu queria fazer isso direto. A todo momento, Darcy dava uma de vítima. Tá, ela foi traida e tudo, mas ela traiu. Só que ela não queria saber disso. Para ela, a amiga e Dexter eram os culpados de tudo. Ambos tinham estragado a vida dela.

Entretanto, todos tem uma segunda chance, e quando a paciência estava prestes a acabar com Darcy, ela decide acordar para a vida, literalmente. Sofreu, causou sofrimento, foi para Londres e teve que sustentar uma gravidez. Quer mais? Ela, nisso tudo, aprendeu que devemos olhar os nossos defeitos, antes de julgar os outros. E isso Emily deixa claro na história. Além disso, muitas vezes se colocamos no papel de vítima sem percebermos, ou até mesmo de propósito, como foi o caso da personagem. Até tem uma cena, em que ela ligar para os pais para falar sobre o fim do casamento, e ela deixa claro que a culpa era de Dexter e Rachel, omitindo Marcus e sua gravidez.

Terminei o livro com o sentimento de dever cumprido. Achei o desenrolar muito legal, sem furos, sem cortes. Presentes da Vida é uma história de desapegos, mas também recomeços. Como todo livro da Emily, te faz pensar nas nossas próprias atitudes, em nossos erros, que muitas vezes passam despercebidos por nós. Recomendo para qualquer pessoa, que goste do gênero ou não, por que vale a pena!




Ame o que é seu - Emily Giffin

domingo, 25 de novembro de 2012 | 3 comentários
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Título: Ame o que é seu
Autora: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Páginas: 310
Sinopse: O tema deste livro deixa aquela pulga atrás da orelha, te faz imaginar como seria a vida se tivéssemos feitos outras escolhas. Esta é uma história para quem algum dia já se perguntou isso. Em Ame o que é seu o leitor encontrará a história de uma mulher (Ellen) dividida entre o amor real e aquele fatídico 'E, se'. O casamento de Ellen e Andy não parece perfeito, ele é perfeito. São inegáveis a profundidade da devoção mútua e o quanto um esperta o melhor do outro. Mas por obra do destino, certa tarde, Ellen revê Leo pela primeira vez em oito anos. Leo, aquele que partiu seu coração sem se explicar, aquele que ela não conseguiu esquecer. Quando o reaparecimento dele desperta sentimentos há muito adormecidos, Ellen se põe a questionar se sua vida atual é de fato como ela queria que fosse. O desenrolar da história é contagiante, pois a cada página acontecem novas cenas que é quase impossível abandonar a leitura, ou ... não se colocar em seu lugar.

“Como amar de verdade a pessoa que está comigo, se não consigo esquecer alguém que ficou no passado?”.

Faz um ano que conheci o trabalho de Emily. Através da leitura de Questões do Coração que apaixonei-me pela narrativa da autora. Emotiva e cativante, Emily se mostrou uma ótima escritora, apesar de o final do livro ter sido totalmente diferente do que eu tenha imaginado, e assim, decepcionando-me um pouco.

Um ano depois, inicio a leitura de Ame o que é seu. Totalmente diferente do primeiro, Emily conta a história de Ellen, uma mulher de trinta anos, fotógrafa, casada com o homem dos sonhos, com uma família que a ama: a cunhada é sua melhor amiga, a sogra a considera uma filha. Pode se reclamar disso? Ellen achava que não, até que um dia, seu ex-namorado, Leo, surge e os dois se encontram. Há alguns anos, ele terminara com ela, deixando Ellen com o coração partido. Logo depois, conhecera Andy, por quem se apaixonara e acabara se casando. Agora, com a volta de Leo, como lidar com sentimentos até então adormecidos? Se tivesse escolhido Leo, teria sido tudo diferente?

Ame o que é seu foi um dos livros que demorei bastante para ler (para ser mais exato, duas semanas). Por um lado, era bom, por que consegui desfrutar ao máximo da narrativa da autora, mas por outro, já estava se tornando algo cansativo.

Ellen foi uma protagonista dificil de gostar. Confesso que só fui começar a gostar dela depois da página 100, quando o livro começou a engatar de vez. No inicio, achava ela muito chata. Não fazia nada, ficara triste, não tomava atitude. Como diz o ditado "ficava chorando a morte da bezerra". Na verdade, a história em si estava cansativa no começo. Muita narração e pouco diálogo. Ellen, em diversos momentos ficava repensando sua vida, sonhando em como tudo pudesse ter sido diferente, mas não fazia nada para mudar.

Leo, por outro lado, foi um personagem que também demorei para gostar. Primeiro, eu não entendia por que ele tinha aparecido do nada na vida de Ellen. Porque? Algum motivo tinha que ter. Ellen tinha sua vida perfeita, e ele só aparecera para atormentá-la. Além do mais, achei ele muito convencido.

A história foi se desenrolando com mais facilidade e passou a me cativar de tal forma que dava vontade de querer saber aonde aquilo iria levar. Se Ellen realmente ia jogar tudo pro ar e ir embora com Leo. Passei a gostar mais dos personagens. Tanto dos protagonistas, quanto dos personagens secundários, como Suzanne, Andy, Margot, entre outros. Emily conseguia se mostrar mais convicente na história. Como em Questões do Coração, ela trata de assuntos contemporâneos, como traição e aparências. Consegui ter uma melhor compreensão da história, em diversos sentidos e pontos que até então para mim eram mistérios.

Ame o que é seu mostrou-me que as vezes precisamos passar por situações um tanto confusas para nos mostrar o que realmente vale a pena, ou nos clarear o que antes estava escuro. Que muitas vezes não conseguimos enxergar o que estava na nossa frente e não queriamos ver. Emily conseguiu ganhar uns pontinhos comigo. Mal posso esperar a chance de ler outros livros dela.