Título: O projeto Rosie
Autor/a: Graeme Simsion
Páginas: 320
Editora: Record
Ano: 2014
Sinopse: Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica. Exceto as mulheres. Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva. Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, e mulheres que se atrasam por mais de cinco minutos ou que usam muita maquiagem estão fora dos critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal. O único problema é que um questionário desse tipo exige tempo e dedicação, duas coisas que começaram a diminuir exponencialmente no cotidiano de Don desde que ele conheceu Rosie: fumante, vegetariana e incapaz de chegar na hora marcada. Ou esse era o único problema até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.
Avaliação: 4/5 estrelas
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O projeto Rosie foi uma leitura que ocorreu por acaso. Não estava em meus planos adquirir o livro; só leria caso pegasse emprestado ou algo do gênero. Só que uma visita a feira do livro em dezembro mudou meus planos: o livro está com um preço bem camarada e não pensei duas vezes em adquiri-lo. Os comentários que ouvira eram extremamente positivos, o que me fez ainda mais querer lê-lo.
Don Tillman é um geneticista que tem sua rotina extremamente detalhada e organizada. Todos os minutos de seu dia são contados e cronometrados em tarefas que ele julga importante. Desde o momento em que ele toma café até a hora de dormir. E caso algo dê errado, ele acaba se culpando e tendo que reorganizar tudo mentalmente, o que acha extremamente irritante. Isso acaba influenciando em seus relacionamentos sociais, já que Don tem apenas dois amigos: Gene e Claudia. De qualquer forma, ele quer reverter isso e decide arrumar uma esposa. Para isso, cria o Projeto Esposa, uma espécie de questionário com diversas perguntas, desde se é fumante até se é pontual: todas com o objetivo de encontrar a esposa perfeita. No início, Don acha que aquilo seria a maneira certa de resolver seu problema, até que Rosie entra em sua vida. Totalmente o oposto da mulher ideal, Rosie é vegetariana, fumante e tem um estilo para lá de descolado. Além é claro, de fazer a rotina sistematizada de Don ir por água abaixo.
Estava acostumado a ler chick-lits femininos, e O projeto Rosie foi o primeiro chick-lit narrado sob o ponto de vista de um homem que conheci, o que foi uma surpresa. Acredito que pelo simples fato de me identificar mais com o protagonista, que foi exatamente o que aconteceu. Principalmente por algumas características presentes na construção do personagem em sua relação com o tempo e seu cotidiano e todo seu jeito disciplinado. Don, apesar de ser metódico, cativa e tem muito a nos ensinar.
As situações que o autor coloca o personagem são divertidas, ainda mais por serem narradas em primeira pessoa. A maneira com que foi construído o personagem, sua mania por ter a rotina perfeita, pensando sempre no que aquilo lhe traria de benefícios e malefícios para sua vida, e seus relacionamentos foram tratados com uma escrita leve e gostosa. Algumas cenas eu parava e ficava imaginando, sendo obrigado a rir sozinho enquanto lia.
Aí aparece Rosie e faz o mundo de Don virar de cabeça para baixo. Totalmente diferente do que Don esperava numa mulher ideal, Rosie acaba levando o geneticista para outro patamar de sua vida. Ao mesmo tempo em que percebe as mudanças em que ocorre em sua vida, Don vê o quanto isso é positivo. O quanto ele está gostando daquilo. E isso foi o mais bacana da história. Perceber essa transformação no personagem. Don pode parecer um pouco fictício demais, mas com certeza todos nós temos um pouco do personagem. Apesar disso, achei que essa transformação poderia ter sido mais bem trabalhada pelo autor no sentido de dar mais profundidade e emoção a relação de Don e Rosie. Don acaba aprendendo a ser uma pessoa diferente do que ela é só que eu esperava um pouco mais de reflexão durante esse processo. Em alguns momentos me pareceu um pouco rápido demais.
Graeme Simsion constrói uma trama cativante e divertida. Don é um personagem que conquista o leitor, com suas manias e seu jeito de ser. Por mais que seja previsível, como vários outros romances, O projeto Rosie é um bom passatempo para quem gosta do gênero. Fiquei ainda mais empolgado em saber que o livro possui uma continuação, The Rosie Effect.
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O projeto Rosie - Graeme Simsion
quinta-feira, 12 de março de 2015
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Mentirinhas Inocentes - Gemma Townley
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
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Título: Mentirinhas Inocentes
Autora: Gemma Townley
Editora: Record
Páginas: 368
Ano: 2007
Sinopse: Não faz muito tempo, Natalie Raglan chegou a Londres. Deixou para trás sua vida no interior para morar no transado bairro de Notting Hill. Só que Cressida Langton, a antiga inquilina do apartamento onde Natalie mora, continua a receber telefonemas e correspondências no mesmo endereço ? convites para festas descoladas, jantar com bonitões. Com pequenas mentirinhas, Natalie passa a se fingir de Cressida.
Avaliação: 5/5 estrelas
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Quando falamos de Sophie
Kinsella, sempre lembramos de boas risadas e trapalhadas na certa. Seus livros
são bem conceituados, populares e divertidos; tanto aqui quanto lá fora. Suas
protagonistas são únicas e suas histórias cativantes. E o que dizer quando você
acha por acaso Mentirinhas Inocentes, de Gemma Townley e descobre que a ela é
irmã de Sophie? A expectativa aumenta e a torcida mais ainda. Já não é a
primeira vez que meu caminho cruza com o livro de Gemma, mas só recentemente
consegui pegar e ler. E acredite: está no sangue.
O que você faria para assumir a
identidade de uma pessoa? Ou melhor, ainda, quem nunca pensou em fazer isso? É
isso que atormenta a vida de Natalie. Recém chegada em Londres, com o intuito
de conseguir uma vida badalada, só que um mês se passou desde sua chegada e Natalie
não saiu um dia de casa. Após um namoro terminado, Natalie passa os dias
trabalhando na Tina T, uma loja de roupas e tendo que aturar a desagradável de
sua patroa, Laura. Até mesmo Cressida Langton, a antiga moradora de seu
apartamento, recebe mais convites que Natalie. Convites para festas e jantares
badalados, algo que ela sempre sonhou.
Certo dia, Natalie resiste a
tentação de abrir uma das correspondências de Cressida. Quando vê, Natalie está
marcando encontro com Simon Rutherford, executivo de um banco de investimentos,
saindo com ele e ainda por cima assumindo a identidade de Cressida. Só que sem
perceber, as mentiras saem do controle. O que Natalie irá fazer?
Quando li a sinopse do livro,
imaginava apenas mais uma história clichê. No entanto, quando descobri que a
autora era irmã de Sophie Kinsella, as expectativas e a curiosidade aumentaram.
A história não te prende logo de cara, considerando que os primeiros capítulos
não tem tanta dinamicidade. O livro ganha vida lá pela página 100, quando a
trama se desenrola e as atrapalhadas começam a ocorrer.
Natalie é uma protagonista que
cativa. Não estou dizendo que assumir a identidade de outra pessoa seja o
correto, mas as situações que a autora coloca a personagem, de tal modo a
deixa-la com medo que descubram sua farsa é que tornam a história tão
divertida, ao mesmo tempo reflexiva. Reflexiva no sentido de até que ponto
aquilo vale a pena; e o que realmente importa. E o próprio desenrolar da
história contribui para isso.
E ai que entra o romance com
Simon. Em alguns momentos, pensei que talvez fosse incluso um triângulo amoroso
entre ela, Simon e Alistair, seu vizinho. Só que conforme vamos conhecendo
melhor a relação de Natalie com Simon, deixei aquela ideia de lado e apenas
foquei no casal. E isso seria a cereja do bolo na história de Gemma Townley.
Narrado com sutileza, suavidade e extremamente amoroso, é com o romance que
nossa protagonista começará realmente a pensar nas circunstâncias de sua farsa.
Claro, sempre com muito humor.
Por mais que a história seja
previsível e clichê, vale a pena dar uma conferida. Em alguns momentos, breve,
senti que alguns encaminhamentos da história poderiam ter sido dados de outras
maneiras; mas mesmo assim isso não estragou a leitura. Leia e confira a história
de Natalie. Fique com raiva de Laura, torça pelo casal, ria das atitudes de
Natalie, mas usufrua da amizade que surge entre ela e Stanley, outro personagem
da história.
Qual seu número? - Karyn Bosnak
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
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Novo Conceito
Título: Qual seu número?Autora: Karyn Bosnak
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Ano: 2011
Sinopse: Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.
Avaliação: 5/5 estrelas
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Imagine aquela pessoa que se sente excluída diante de várias, já que foi a única que não ler um livro? Pois é, senti-me assim desde que foi lançado Qual seu número?. Não havia uma pessoa na blogosfera que não tivesse lido o livro, principalmente por conta do filme. Toda vez que eu ia a locadora e via o DVD na prateleira, pensava em pegar, mas queria ler o livro primeiro. Não deu outra, assisti ao filme primeiro, para depois conseguir (finalmente) ler o livro.
Delilah está prestes a entrar na casa dos 30 anos e já teve 19 relacionamentos. Após ler uma reportagem dizendo que a média de homens na vida de uma mulher é de 10,5, e que caso fosse muito alto, corria o risco de que não encontrasse a pessoa certa, Delilah se desespera. Para tentar desfazer o erro, ela decide ir atrás dos 19, com o intuito de ver se reencontrando algum deles o sentimento antigo não torne a despertar. Para completar sua situação, Delilah é demitida do emprego, sua irmã está prestes a casar e todo mundo pensa que ela tem inveja e sua mãe pensa que é lésbica. Quer mais? As situações que ela irá passar será extremamente divertidas e cômicas.
Bom, vou avisando. A partir do momento que comecei a ler essa história, não consegui parar tão cedo. Apesar da correria da faculdade, consegui lê-lo em menos de uma semana (o que para mim foi um recorde), de tão divertido que é o livro. Karyn construiu uma história extremamente cativante, com uma protagonista atrapalhada e romântica, a ponto de fazer tudo em nome do amor (e quando digo tudo, é tudo mesmo!)
Qual é seu número? tem todos os itens que o tornam o chick-lit mais clichê de toda a face da Terra. Mesmo assim, ele se torna único. Delilah parece uma velha amiga, que reencontramos depois de algum tempo, e passamos bons momentos em sua companhia. Romântica e bem-humorada, ela nos conta em primeira pessoa, a sua vida amorosa, a partir dos relacionamentos nem tão bem consumados. Devo dizer que dei boas gargalhadas em algumas passagens, como aquela em que ela encontra o primeiro namorado dos demais (em uma situação totalmente imprevisível: leiam e entenderam).
Por mais que seja previsível a história (principalmente com quem ela vai ficar!), é muito bacana viver junto de Delilah as diversas tentativas para encontrar o cara certo para sua vida. E olha que ela passa por cada situação (apesar disso, achei algumas exageradas, como aquela em que ela vai atrás do "Loiro Gostosão"). Além disso, um dos pontos mais legais ao longo da escrita de Karyn, é a maneira com que Delilah avalia seu presente através das escolhas do passado. A grande importância da protagonista até determinado momento é apenas com os números, como se ela, que tinha dormido com 19/20 rapazes, fosse considerado uma vag****. No entanto, ela, ao longo de sua experiência, percebe que isso não é o mais importante.
A vivência com Delilah foi empolgante e divertida. A narrativa da autora só tende a melhorar isso. As 400 páginas passam num instantinho, e você fica com gosto de quero mais. Além disso, os personagens são únicos (e ao mesmo tempo clichês!). Por mais que você já os conheça (a mãe neurótica, a melhor amiga), é como se fosse a primeira vez que os visse. A história me agradou bastante, e me deixou satisfeito. Qual é seu número? rendeu a uma adaptação cinematográfica (que já assisti, e confesso que tem algumas diferenças que eu notei...). Recomendo a leitura!
Confira o trailer do filme:
As Confissões de Laura Lucy - Fernanda Saads
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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Novos Talentos
Titulo: As Confissões de Laura LucyAutora: Fernanda Saads
Editora: Novos Talentos
Ano: 2011
Páginas: 328
Sinopse: Laura Lucy está à beira dos trinta e à beira de um ataque de nervos. De repente, a mulher decidida que pensava ser dá lugar a uma garota cheia de dúvidas diante de dois pretendentes bem-sucedidos, bonitos e charmosos; Sorte no amor e nos negócios é possível? Entre faturas de cartão de crédito, hambúrguer e batata-frita, amor incondicional pelo secador de cabelos e livros de autoajuda, ela tenta se equilibrar e conseguir realizar seus sonhos mais secretos.
Avaliação: 4/5 estrelas
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Não tenho tanto costume de ler livros de escritores nacionais. Isso se deve aos clássicos, como Machado de Assis, José de Alencar, entre outros. Infelizmente, isso ainda está presente na sociedade de hoje. Só que as vezes, tem autores muito bons, e que são brasileiros. Fernanda Saads pode ser considerado um desses.
Laura Lucy está a beira de um ataque de nervos. Com quase trinta anos, está sem namorado, seu emprego podia ser melhor e as faturas do cartão de crédito não param de chegar. Só que a entrada de dois homens em sua vida podem melhorar as coisas, ou não...
As Confissões de Laura Lucy foi um livro que veio ao acaso parar em minhas mãos. Não tinha tanta curiosidade em lê-lo, mas sabe aquele momento que você necessita de algo para relaxar? Pois é, o livro da Fernanda veio bem a calhar.
A protagonista não é diferente de todas aquelas outras que vemos normalmente nos chick-lits. Atrapalhada e consumista, Laura Lucy se torna alguém conhecido para a gente quando se está lendo o livro. E os demais personagens só vem para confirmar essa teoria. Os pais, preocupados com a filha, a colega de trabalho, que é extremamente sua inimiga, a amiga de infância, que na verdade, nutre um sentimento negativo, entre outros.
Só que por incrível que pareça, ainda assim, a história rende boas gargalhadas. Como nem tudo é flores, houve momentos que tive vontade de gritar com Laura, por ela ser tão irritante e insegura diante de algumas situações. Principalmente quando estava com Bernardo ou Baruk.
Outro ponto que me incomodou um pouco ao longo da leitura foi a narrativa e a rapidez nos acontecimentos. Por um lado, foi positivo, pois tornava a história ainda mais dinâmica. Entretanto, houve momentos que tornava a história confusa, porque a passagem de tempo era tão rápida que não sabíamos aonde realmente estávamos.
Baruk foi um personagem que poderia ter aparecido mais na história. No ínicio, foram poucas as vezes que ele aparecia. Fernanda poderia ter desenvolvido mais na questão de um triângulo amoroso divertido, e não apenas utilizar o personagem como recorrente. Depois, ele aparece mais, mas quando Bernardo "desaparece" da história.
As Confissões de Laura Lucy é o que se diz ser. Uma história divertida, sem grandes acontecimentos, um tanto clichê, bastante parecida com os outros chick-lits. Mas mesmo assim, vale a pena ser conferida, para prestigiar os autores nacionais. É o primeiro livro da autora, fiquei com vontade de ler Do seu lado, o outro livro publicado, e recomendo.
Só que por incrível que pareça, ainda assim, a história rende boas gargalhadas. Como nem tudo é flores, houve momentos que tive vontade de gritar com Laura, por ela ser tão irritante e insegura diante de algumas situações. Principalmente quando estava com Bernardo ou Baruk.
Outro ponto que me incomodou um pouco ao longo da leitura foi a narrativa e a rapidez nos acontecimentos. Por um lado, foi positivo, pois tornava a história ainda mais dinâmica. Entretanto, houve momentos que tornava a história confusa, porque a passagem de tempo era tão rápida que não sabíamos aonde realmente estávamos.
Baruk foi um personagem que poderia ter aparecido mais na história. No ínicio, foram poucas as vezes que ele aparecia. Fernanda poderia ter desenvolvido mais na questão de um triângulo amoroso divertido, e não apenas utilizar o personagem como recorrente. Depois, ele aparece mais, mas quando Bernardo "desaparece" da história.
As Confissões de Laura Lucy é o que se diz ser. Uma história divertida, sem grandes acontecimentos, um tanto clichê, bastante parecida com os outros chick-lits. Mas mesmo assim, vale a pena ser conferida, para prestigiar os autores nacionais. É o primeiro livro da autora, fiquei com vontade de ler Do seu lado, o outro livro publicado, e recomendo.
O diabo veste Prada - Lauren Weisberger
sexta-feira, 19 de abril de 2013
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Lauren Weisberger
Título: O diabo veste Prada
Autora: Lauren Weisberger
Editora: Record
Páginas: 407
Ano: 2006
Sinopse: Neste irresistível romance, o leitor irá conhecer Andrea Sachs, uma jovem recém-formada que conquista um emprego que deveria deixar roxas de inveja milhares de garotas: o de assistente de Miranda Priestly, reverenciada editora da revista Runway Magazine, a mais bem-sucedida revista de moda do momento. Logo ela percebe, porém, que o emprego pelo qual um milhão de meninas dariam a vida para ter pode simplesmente acabar com a dela.
De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.
De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.
Eu sei que essa resenha está um pouco atrasada. Já era para ter saído antes, afinal, foi a leitura do feriado de Páscoa. Mas outros livros vieram e acabei deixando essa para depois. Mas antes tarde do que nunca...
Eu queria adquirir mais o hábito de reler livros. Não é que
eu não releia, mas é raro quando isso acontece. Já li várias vezes a série
Harry Potter, já li a série Crepúsculo, e alguns outros livros. Há alguns que
tenho vontade, porém, como são tantos que quero ler, as vezes acaba passando e
não releio nada. Rola algumas exceções, quando me dá aquela vontade louca de
reviver momentos e histórias, como foi o caso de O diabo veste Prada. Isso tudo
graças aos comentários que vi nos últimos tempos a respeito no livro em alguns
blogs, e por um acaso, entendi que poderia ser um sinal (#LucasCharlatão) de
que eu deveria reler o livro. E foi o que fiz.
Já faz alguns anos que li o livro. Conheci através da minha
prima, que falara muito bem da história.
Havia o filme, que já existia na época. Esse também mais uma exceção:
primeiro eu vi o filme, para depois ler o livro. E não me arrependo. Claro que
sempre que lemos uma segunda vez, há alguns fatos que antes nos passavam
despercebidos, agora são vistos com mais clareza. Mas vamos ao livro.
Andrea Sachs acaba de sair da faculdade de jornalismo. Seu
maior sonho é trabalhar no The New Yorker, mas sabe que isso não será fácil.
Para inicio de carreira, decide aceitar o emprego de assistente de Miranda
Priestly, editora chefe da revista de moda Runway. Apenas um detalhe: ela não
fazia ideia de quem era essa mulher, e não conhecia nada de moda. Quando acha
que tudo está nos conformes, Andy passa a conhecer o mundo da moda. Porém, o
emprego mais desejados por várias garotas pode ser o inferno, graças a sua
amada patroa, que parece ser o diabo em pessoa.
O diabo veste Prada é um livro divertido, mas ao mesmo que
me fez refletir. Andy é uma jovem determinada, que namora Andrew e mora com a
Lily, sua melhor amiga. Gostei dela desde o inicio. Apesar de não conhecer nada
sobre moda, aceita trabalhar na revista mais famosa de moda de Nova York,
decidida a aprender tudo o que conseguisse. Já ganhou pontos comigo. Sua
determinação, e seu senso de humor cativam o leitor ao longo das páginas.
Por outro lado temos “o diabo” chamado Miranda Priestly. E
pode colocar demônio nisso. Sério, tive vontade de várias vezes entrar na
história e dar um gritos com ela, “se toca, mulher”, ou então, “vai catar
coquinho”. Credo, com uma chefe dessas ninguém precisa de inimigo. Além de
dissimulada e tocar o terror por onde passa, manda Andy fazer as tarefas mais
absurdas, como mandar ela comprar uma peça numa loja de antiguidades que ela
não se lembra onde fica, ou então conseguir livros para as filhas da patroa, que
não foram lançados ainda, ou Andy ter que adivinhar a todo instante os desejos
e gostos de Miranda.
Por um lado, isso é um dos pontos fortes do livro, e que
torna a história divertida, já que é narrada em primeira pessoa pela Andy. Por
outro, me fez refletir em algumas questões: até que ponto vale nos esforçamos
por algo? Andy se esforçou ao máximo para conseguir um elogio de Miranda, e nunca
conseguiu. Apesar de não ser algo que quisesse para a vida inteira, chega a um
determinado momento do livro que ela parece realmente querer o trabalho. Porém,
isso vem com um preço. Aos poucos, ela se distancia cada vez mais do namorado,
Andrew, sem dizer da família. Deixa a amiga a mercê da própria sorte, tudo em
nome do trabalho. Por várias vezes, ela diz: “é o meu futuro, é só apenas um
ano, e vou poder me livrar dela”. Muitas vezes, colocamos o trabalho ou outra
coisa em primeiro plano e esquecemos do principal da vida. Não devemos ser
assim. Tudo tem um limite.
Apesar disso, o livro aborda os bastidores de um mundo tão
glamoroso e encantador. Os desfiles, os preparos, as modelos. Tudo com uma boa
dose de humor. A narrativa de Lauren é fluida, dinâmica. Apesar de ter poucos
diálogos, não é uma leitura cansativa. O humor nos pensamentos de Andy supera
qualquer problema. Temos pontos marcantes no livro, e chegamos um final
admirável e adequado. Indico para
qualquer um que gosta de uma boa comédia, um bom chick-lit, sobre uma mulher em
descoberta de seu lugar. Recomendo!
Resenha: Tem Alguém Aí? - Marian Keyes
sábado, 28 de abril de 2012
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Comédia,
Marian Keyes
Eu já tinha lido outros livros da autora, e adoro (Um bestseller para chamar de meu é o meu favorito). E esse não foi diferente. Tem Alguém Aí? conta a história de mais uma das irmãs Walsh, Anna.
Bom, o livro começa com Anna passando os dias (ou seria melhor repousando?) na casa de seus pais em Dublin. Ferida emocionalmente e fisicamente, ela tem um único desejo: voltar para Nova York.
É lá que tem o melhor Emprego dos Sonhos, seus amigos, e Aidan, o grande amor de sua vida.
Bom, confesso que desde o inicio do livro eu não entendia uma coisa: o que houve para Anna estar em casa, ferida e de repouso? Mostrava Anna deprimida tentando se reerguer, mas ficava a pergunta: o que acontecera?
Depois no final da primeira parte, é revelado: ela sofrera um acidente e seu marido, Aidan havia morrido.
É um livro muito engraçado. Apesar de tratar um assunto sério, como a recuperação de alguém que perdeu um ente querido, Marian Keyes conseguiu tratar disso com muita comédia. É um livro extenso, mas ser torna gostoso de ler. Cenas muito engraçadas mesmo, mas também senti um pouco de pena de Anna, tentando se recuperar da morte do marido. As cenas em que ela "conversa" com Aidan, mas ele não responde.
Mas apesar disso, o livro tem outras coisas, como a vida cotidiana de Anna, em seu emprego dos Sonhos: ela trabalha numa empresa de produtos cosméticos. A chefe um tanto chata, a amiga excêntrica, a mãe escandalosa, a irmã que se acha a nova Sherlock Holmes, são apenas alguns componentes que tornam o livro impossível de parar de ler. Outra coisa que é abordada no livro é a espiritualidade. Ri muito nas cenas em que Anna, com a esperança de conversar com Aidan, dava com os burros na água quando descobria que as cartomantes eram charlatãs e interesseiras.
Marian Keyes está de parabéns mais uma vez. Suas personagens cativantes encantam nós leitores, e nos deixa com vontade de sempre querer um pouco mais!
Ficha Técnica
Livro: Tem Alguém Aí?
Autora: Marian Keyes
Páginas: 604
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2010







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