Título: O projeto Rosie
Autor/a: Graeme Simsion
Páginas: 320
Editora: Record
Ano: 2014
Sinopse: Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica. Exceto as mulheres. Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva. Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, e mulheres que se atrasam por mais de cinco minutos ou que usam muita maquiagem estão fora dos critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal. O único problema é que um questionário desse tipo exige tempo e dedicação, duas coisas que começaram a diminuir exponencialmente no cotidiano de Don desde que ele conheceu Rosie: fumante, vegetariana e incapaz de chegar na hora marcada. Ou esse era o único problema até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.
Avaliação: 4/5 estrelas
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O projeto Rosie foi uma leitura que ocorreu por acaso. Não estava em meus planos adquirir o livro; só leria caso pegasse emprestado ou algo do gênero. Só que uma visita a feira do livro em dezembro mudou meus planos: o livro está com um preço bem camarada e não pensei duas vezes em adquiri-lo. Os comentários que ouvira eram extremamente positivos, o que me fez ainda mais querer lê-lo.
Don Tillman é um geneticista que tem sua rotina extremamente detalhada e organizada. Todos os minutos de seu dia são contados e cronometrados em tarefas que ele julga importante. Desde o momento em que ele toma café até a hora de dormir. E caso algo dê errado, ele acaba se culpando e tendo que reorganizar tudo mentalmente, o que acha extremamente irritante. Isso acaba influenciando em seus relacionamentos sociais, já que Don tem apenas dois amigos: Gene e Claudia. De qualquer forma, ele quer reverter isso e decide arrumar uma esposa. Para isso, cria o Projeto Esposa, uma espécie de questionário com diversas perguntas, desde se é fumante até se é pontual: todas com o objetivo de encontrar a esposa perfeita. No início, Don acha que aquilo seria a maneira certa de resolver seu problema, até que Rosie entra em sua vida. Totalmente o oposto da mulher ideal, Rosie é vegetariana, fumante e tem um estilo para lá de descolado. Além é claro, de fazer a rotina sistematizada de Don ir por água abaixo.
Estava acostumado a ler chick-lits femininos, e O projeto Rosie foi o primeiro chick-lit narrado sob o ponto de vista de um homem que conheci, o que foi uma surpresa. Acredito que pelo simples fato de me identificar mais com o protagonista, que foi exatamente o que aconteceu. Principalmente por algumas características presentes na construção do personagem em sua relação com o tempo e seu cotidiano e todo seu jeito disciplinado. Don, apesar de ser metódico, cativa e tem muito a nos ensinar.
As situações que o autor coloca o personagem são divertidas, ainda mais por serem narradas em primeira pessoa. A maneira com que foi construído o personagem, sua mania por ter a rotina perfeita, pensando sempre no que aquilo lhe traria de benefícios e malefícios para sua vida, e seus relacionamentos foram tratados com uma escrita leve e gostosa. Algumas cenas eu parava e ficava imaginando, sendo obrigado a rir sozinho enquanto lia.
Aí aparece Rosie e faz o mundo de Don virar de cabeça para baixo. Totalmente diferente do que Don esperava numa mulher ideal, Rosie acaba levando o geneticista para outro patamar de sua vida. Ao mesmo tempo em que percebe as mudanças em que ocorre em sua vida, Don vê o quanto isso é positivo. O quanto ele está gostando daquilo. E isso foi o mais bacana da história. Perceber essa transformação no personagem. Don pode parecer um pouco fictício demais, mas com certeza todos nós temos um pouco do personagem. Apesar disso, achei que essa transformação poderia ter sido mais bem trabalhada pelo autor no sentido de dar mais profundidade e emoção a relação de Don e Rosie. Don acaba aprendendo a ser uma pessoa diferente do que ela é só que eu esperava um pouco mais de reflexão durante esse processo. Em alguns momentos me pareceu um pouco rápido demais.
Graeme Simsion constrói uma trama cativante e divertida. Don é um personagem que conquista o leitor, com suas manias e seu jeito de ser. Por mais que seja previsível, como vários outros romances, O projeto Rosie é um bom passatempo para quem gosta do gênero. Fiquei ainda mais empolgado em saber que o livro possui uma continuação, The Rosie Effect.
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O projeto Rosie - Graeme Simsion
quinta-feira, 12 de março de 2015
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Mentirinhas Inocentes - Gemma Townley
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
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Título: Mentirinhas Inocentes
Autora: Gemma Townley
Editora: Record
Páginas: 368
Ano: 2007
Sinopse: Não faz muito tempo, Natalie Raglan chegou a Londres. Deixou para trás sua vida no interior para morar no transado bairro de Notting Hill. Só que Cressida Langton, a antiga inquilina do apartamento onde Natalie mora, continua a receber telefonemas e correspondências no mesmo endereço ? convites para festas descoladas, jantar com bonitões. Com pequenas mentirinhas, Natalie passa a se fingir de Cressida.
Avaliação: 5/5 estrelas
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Quando falamos de Sophie
Kinsella, sempre lembramos de boas risadas e trapalhadas na certa. Seus livros
são bem conceituados, populares e divertidos; tanto aqui quanto lá fora. Suas
protagonistas são únicas e suas histórias cativantes. E o que dizer quando você
acha por acaso Mentirinhas Inocentes, de Gemma Townley e descobre que a ela é
irmã de Sophie? A expectativa aumenta e a torcida mais ainda. Já não é a
primeira vez que meu caminho cruza com o livro de Gemma, mas só recentemente
consegui pegar e ler. E acredite: está no sangue.
O que você faria para assumir a
identidade de uma pessoa? Ou melhor, ainda, quem nunca pensou em fazer isso? É
isso que atormenta a vida de Natalie. Recém chegada em Londres, com o intuito
de conseguir uma vida badalada, só que um mês se passou desde sua chegada e Natalie
não saiu um dia de casa. Após um namoro terminado, Natalie passa os dias
trabalhando na Tina T, uma loja de roupas e tendo que aturar a desagradável de
sua patroa, Laura. Até mesmo Cressida Langton, a antiga moradora de seu
apartamento, recebe mais convites que Natalie. Convites para festas e jantares
badalados, algo que ela sempre sonhou.
Certo dia, Natalie resiste a
tentação de abrir uma das correspondências de Cressida. Quando vê, Natalie está
marcando encontro com Simon Rutherford, executivo de um banco de investimentos,
saindo com ele e ainda por cima assumindo a identidade de Cressida. Só que sem
perceber, as mentiras saem do controle. O que Natalie irá fazer?
Quando li a sinopse do livro,
imaginava apenas mais uma história clichê. No entanto, quando descobri que a
autora era irmã de Sophie Kinsella, as expectativas e a curiosidade aumentaram.
A história não te prende logo de cara, considerando que os primeiros capítulos
não tem tanta dinamicidade. O livro ganha vida lá pela página 100, quando a
trama se desenrola e as atrapalhadas começam a ocorrer.
Natalie é uma protagonista que
cativa. Não estou dizendo que assumir a identidade de outra pessoa seja o
correto, mas as situações que a autora coloca a personagem, de tal modo a
deixa-la com medo que descubram sua farsa é que tornam a história tão
divertida, ao mesmo tempo reflexiva. Reflexiva no sentido de até que ponto
aquilo vale a pena; e o que realmente importa. E o próprio desenrolar da
história contribui para isso.
E ai que entra o romance com
Simon. Em alguns momentos, pensei que talvez fosse incluso um triângulo amoroso
entre ela, Simon e Alistair, seu vizinho. Só que conforme vamos conhecendo
melhor a relação de Natalie com Simon, deixei aquela ideia de lado e apenas
foquei no casal. E isso seria a cereja do bolo na história de Gemma Townley.
Narrado com sutileza, suavidade e extremamente amoroso, é com o romance que
nossa protagonista começará realmente a pensar nas circunstâncias de sua farsa.
Claro, sempre com muito humor.
Por mais que a história seja
previsível e clichê, vale a pena dar uma conferida. Em alguns momentos, breve,
senti que alguns encaminhamentos da história poderiam ter sido dados de outras
maneiras; mas mesmo assim isso não estragou a leitura. Leia e confira a história
de Natalie. Fique com raiva de Laura, torça pelo casal, ria das atitudes de
Natalie, mas usufrua da amizade que surge entre ela e Stanley, outro personagem
da história.
Mutação - Robin Cook
terça-feira, 6 de maio de 2014
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Robin Cook
Título: Mutação
Autor: Robin Cook
Editora: Record
Ano: 1989
Páginas: 304
Sinopse: Uma história aterrorizante sobre os perigos da engenharia genética. A engenharia genética, uma das mais fascinantes descobertas da ciência, permitiu ao homem recriar o ser humano, aproximando-o cada vez mais da perfeição. Mas, se são promissoras as perspectivas, ainda mais imprevisíveis são as consequências. Para unir seu desejo de ter um filho ao sonho de criar um ser humano perfeito, o médico e cientista Victor Frank inicia uma secreta e perigosa experiência. A princípio, o resultado revela-se altamente auspicioso, incentivado pelo sucesso da experiência, o cientista passa a realizar outras igualmente bem sucedidas, mas se detém ao perceber que algo terrível começa a ocorrer com o filho, pois sua inteligência caíra até um ponto apropriado e se estabilizara. Mas esse seria apenas o primeiro sinal do incontrolável e aterrorizante processo que viria a seguir.
Avaliação: 2/5 estrelas
A biblioteca às vezes pode ser
ótima conselheira. Quem nunca passou diversas vezes por uma mesma estante,
olhou o mesmo livro, ficou curioso pela leitura, mas nunca pegou? Esse foi o
caso do Robin Cook. Há um bom tempo que surgira a vontade de conhecer seu
trabalho, mas sempre faltava aquele impulso. Semana, numa dessas situações,
decidi pegar Mutação, e comecei a ler logo em seguida. A experiência foi boa,
mas podia ter sido muito melhor.
O médico Victor sempre teve o
sonho de criar o ser humano perfeito. Casado com Marsha, uma psicóloga, e pai
de David, Victor alia a vontade de ter um segundo filho, Victor consegue a
façanha tão sonhada. VJ, seu filho, desde criança, demonstra uma inteligência
absurdamente acima do normal comparado as outras crianças. Considerado um
orgulho para seu pai, VJ os poucos meses de idade, já sabia falar, e aos três
anos de idade, conseguia jogar xadrez tão bem quanto um jogador profissional.
Entusiasmado com o sucesso de seu experimento, Victor realiza a mesma coisa em
mais três crianças, sendo todas bem sucedidas. No entanto, toda ação tem uma
reação, e talvez a de Victor não seja o que ele esteja esperando.
Mutação foi uma leitura
totalmente diferente do que já li, principalmente pela temática: engenharia
genética. Não estarei julgando pela maneira que ele abordou o assunto, até
porque não tenho o mínimo conhecimento. Só que, ao decorrer da leitura, senti
alguns estranhamentos, como se o tema houvesse se tornado apelativo. Desde o
princípio temos noção do que acontecerá com o livro, mas não necessariamente é
o que poderia acontecer. O experimento realizado por Victor poderia ter tido
outras consequências além daquelas expostas. O problema foi que a maneira que
ele transformou engenharia genética tornou o assunto algo fantasioso ao
extremo.
Os próprios personagens comprovam
isso, começando pelos próprios pais, Victor e Marsha. A posição deles como pais
e educadores deixou a desejar grande parte do livro. Victor, por um lado,
colocava a ciência acima de tudo, até mesmo de seus relacionamentos. Via em VJ
apenas uma criação perfeita, e não seu filho. Em diversos momentos da história
tive vontade de gritar com Victor, pelo simples fato de deixar coisas sérias
passar despercebido, algo como “tá ele fez várias coisas ruins, mas ele descobriu
algo mega importante. Então, deixa”.
Isso me irritou profundamente, pois, como leigo, acredito que uma
criança que é especial merece um olhar mais atento por parte dos pais em
colocar limites e avaliar suas atitudes. E não senti isso em Victor. Marsha,
por outro lado, tentou se mostrar mais presente a partir do momento que a
história realmente engrena, como se isso fosse capaz de apagar todos os erros
de seu passado.
Não há de negar que Robin Cook
consegue manter a tensão e o suspense no ar durante toda a história. Por mais
que você desconfiasse do que aconteceria, o autor conseguia nos surpreender e
colocar os personagens em situações de sem saída, deixando o coração do leitor
acelerado. Empolgante e eletrizante, Mutação é uma leitura que vale a pena na
medida das sensações que surgem ao longo da história, ao mesmo tempo em que
serve para pensar o papel dos pais na educação e no relacionamento para com
seus filhos, sejam especiais ou crianças normais.
A Ira dos Anjos - Sidney Sheldon
sábado, 12 de abril de 2014
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Sidney Sheldon
Título: A Ira dos Anjos
Autor: Sidney Sheldon
Editora: Record
Páginas: 478
Ano: 2004
Sinopse: Jennifer Parker realiza seu sonho ao ingressar na equipe do Promotor Distrital de Manhattan, em Nova York. Sua carreira, no entanto, dura exatamente quatro horas - tempo que leva para cair em uma cilada, durante o primeiro julgamento do qual participa. Acusada de suborno, vê seus projetos irem por água abaixo: além do risco de ter a carteira de advogada cassada. Jennifer pode passar o resto de seus dias na cadeia. Assim começa a história de uma jovem bonita e inteligente e dos homens que influenciam sua vida, entre eles o íntegro Adam Warner, destinado a ser um líder de seu país, e Michael Moretti, um anjo das trevas que procura espalhar suas asas de terror sobre tudo e todos.
Avaliação: 5/5 estrelas (favoritos)
Quem nunca passou por aquele momento em que nada do que você lê parece que entra em sua mente? Que você várias páginas e não consegue absorver nada? Pois é, eu estava assim nos últimos tempos. No ímpeto de tentar voltar ao normal (e mesmo com uma pilha de livros a minha espera), decidi realizar a releitura de um livro que me marcara bastante quando eu lera pela primeira vez: A Ira dos Anjos, do Sidney Sheldon. E não é que a tática acabou dando certo?
Jennifer Parker é uma advogada récem formada que decide tentar a vida em Nova York, só que não sabe o que a espera. Em menos de 24 horas, ela se envolve no julgamento de Michael Moretti, considerado o chefe da Máfia, é acusada de suborno e corre o risco de ter sua licença cassada. É aí que sua jornada se inicia; e junto a ela, surge em sua vida dois homens que seram de suma influência: o próprio Michael Moretti, considerado por muitos um anjo das trevas, pois não tolera quem atravesse seu caminho, e Adam Warner, íntegro, destinado a ser um líder de seu país.
É engraçado como os autores consegue brincar com as emoções do leitor, sendo o que Sidney Sheldon faz em seus livros, nesse caso, com a história de Jennifer. Desde o começo você sente o terreno que está pisando, principalmente pela agilidade que a trama já se inicia. O julgamento, a chegada de Jennifer, o suborno, a cilada em que Jennifer cai, tudo ao mesmo tempo, não dando tempo para o leitor parar e respirar por um momento. A maneira que ele coloca suas ações, seus personagens é empolgante e extremamente eletrizante.
Jennifer faz o perfeito estilo de heroína. Uma mulher decidida, que sabe o que quer e aonde quer chegar, Jennifer me encantou profundamente. É claro que ela sofre bastante ao longo da história, mas sempre conseguindo se sobressair de maneira esplêndida, principalmente em suas defesas no tribunal. Tem momentos que você se apaixona pela Jennifer, outros momentos você quer que ela caia na realidade, ou até mesmo você sente pena pelo que acontece em sua vida. A própria construção das protagonistas de Sidney Sheldon refletem bem essas características: persistência, beleza e força de vontade.
O próprio relacionamento da protagonista com Michael e Adam são um dos pontos positivos da história. Enquanto Adam era totalmente íntegro e honesto com suas atitudes, Michael era totalmente o oposto: vingativo e não media esforços para alcançar seus objetivos. Os conflitos desenvolvidos entre o triângulo amoroso ao longo da história são chave para se apaixonar pela narrativa viciante do autor.
A história de Jennifer é conduzida pelo autor de tal maneira a chegar num ápice impossível de parar de ler. Sidney escreve a história confiante, com todos os elementos que podemos esperar de suas obras: reviravoltas e surpresas a todo instante, becos sem saída, permeados de altas doses de romance e drama. A Ira dos Anjos sem sombra de dúvida é uma das melhores obras do autor. Recomendadíssimo!
A história de Jennifer é conduzida pelo autor de tal maneira a chegar num ápice impossível de parar de ler. Sidney escreve a história confiante, com todos os elementos que podemos esperar de suas obras: reviravoltas e surpresas a todo instante, becos sem saída, permeados de altas doses de romance e drama. A Ira dos Anjos sem sombra de dúvida é uma das melhores obras do autor. Recomendadíssimo!
Anjo da Escuridão - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
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Suspense,
Tilly Bagshawe
Título: Anjo da Escuridão
Autores: Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
Editora: Record
Páginas: 393
Ano: 2012
Sinopse: Um rico negociador de artes é brutalmente assassinado em sua mansão em Hollywood Hills. No chão do quarto, uma verdadeira cena de horror: Andrew Jakes está amarrado ao corpo nu de sua jovem e bela esposa, violentamente espancada e estuprada. O detetive Danny McGuire, comovido com a tragédia da linda e vulnerável mulher, empenha-se na busca do culpado. Mas todos os seus esforços mostram-se em vão e Angela Jakes desaparece misteriosamente depois de doar sua milionária herança. Anos depois, Danny está casado e trabalha como agente da Interpol na França quando é procurado por Matt Daley, filho do homem cruelmente assassinado. Danny não hesita em seguir as promissoras evidências que apontam para um único suspeito: uma brilhante assassina que está sempre um passo à frente de todos e que pode estar a um triz de encontrar sua nova vítima.
Avaliação: 5/5 estrelas
Sidney Sheldon é um dos autores
mais lembrados dos últimos tempos. Seu legado literário envolve livros de
grande sucesso, com suas tramas eletrizantes e cheias de personagens
inesquecíveis. Além disso, foi roteirista de cinema dentre outras funções. Após
seu falecimento, em 2007, os fãs acreditavam que não viria mais nenhuma
obra do grande mestre, mas eis que surge
outro nome: Tilly Bagshawe. Autora de Adorada, Tilly foi escolhida para dar
sequência aos livros e passou a escrever histórias onde aparecia o nome de
ambos. No Brasil, temos quatro livros desses publicados, dentre eles Anjo da
Escuridão, cuja compra foi feita no sebo no inicio do ano passado. Esperava uma
história empolgante e eletrizante, e foi isso que eu encontrei.
Um negociador de arte é brutalmente
assassinado em sua mansão, em Hollywood. Danny McGuire, detetive é chamado para
solucionar o caso e quando chega ao local do crime, encontra uma cena
devastadora: o corpo nu de Andrew, amarrado ao da esposa, que fora estuprada e
violentada cruelmente. Comovido com a viúva e a situação, Danny se empenha para
achar o culpado. No entanto, tudo parece andar para os eixos até que a Angela,
a viúva, some misteriosamente, após doar toda a fortuna para instituições de
caridade. Os anos passam, e Danny, agora como detetive da Interpol francesa e
casado, recebe a visita de Matt Daley, que se diz filho de Andrew e pede para
que Danny reabra o caso. E o pior de tudo: o assassino atacara duas vezes no
intervalo daqueles dez anos. Danny então se vê em meio a uma trama mortal, onde
ele deve correr contra o tempo antes que
o assassino realize sua próxima vítima.
Um dos pontos que mais gostava
nas histórias de Sidney era a capacidade dele de enganar o leitor quase que
sempre: você sempre acabava confiando na pessoa errada e ninguém parecia ser
quem era realmente. O que encontramos em Anjo da Escuridão é uma trama
policial, cabível a um episódio de CSI.
A narrativa de Tilly consegue se
igualar a de Sidney: fluida e empolgante. O ponto de partida da leitura é
extremamente atraente: várias pontas soltas em um assassino. Andrew tinha
inimigos? Por que mataram ele, e não roubaram nada? São perguntas sem respostas
que são reveladas no desenrolar da narrativa. Além disso, somam-se os outros
acontecimentos ocorridos quando a história já está mais desenvolvida, o que
acaba tornando quase que uma bola de neve, quando o leitor acha que não terá
solução para tudo.
E aí que o leitor se engana.
Tilly consegue conduzir a história de tal maneira a deixar o leitor ligado a
qualquer sinal suspeito. Ao mesmo tempo que ela liga histórias dispersas e uma
grande variedade de personagens, ela não perde o foco principal. E isso que ela
manteve de Sidney Sheldon: vários personagens, que por mais que fossem
temporários, acabam fazendo alguma diferença em algum momento da história.
Personagens bem construídos e
elementos originais: são dois pontos que mais aparecem em Anjo da Escuridão. O
livro, dividido em partes, sendo que em cada uma delas há um grande
acontecimento, destaco principalmente a parte final, que achei original por
parte da autora. Geralmente nas histórias policiais, temos uma solução para o
caso, e final de história. Em Anjo da Escuridão, temos algo além. E esse além
que fez o livro merecer nota cinco. A solução fez todo sentido para mim, até
por que já estava desconfiado anteriormente. Mesmo assim, no final da história
que Tilly deu a cartada final e me encantou. Anjo da Escuridão não se tornou
meu livro favorito, mas fez-me ter certa admiração pela autora. Já havia lido
outro livro dela, e me surpreendido profundamente. Recomendo a todos que conheçam
o trabalho de Tilly Bagshawe, principalmente os fãs de um bom suspense
policial.
A Irmã de Ana Bolena - Philippa Gregory
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
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Editora Record,
Histórico,
Philippa Gregory
Título: A Irmã de Ana Bolena
Autora: Philippa Gregory
Editora: Record
Páginas: 626
Ano: 2008
Sinopse: Aos 14 anos, a inocente Maria Bolena, su irmã mais nova, Ana, e o irmão George chegam à corte. À época, as grandes famílias aristocratas habitavam os arredores do palácio real e ter uma mulher de sua prole nas proximidades do leito do soberano era garantia de ascensão social. A doçura e beleza de Maria chamam a atenção do rei Henrique VIII. Como nova amante de Henrique VIII sua aventura amorosa é incentivada pelos irmãos. A conspiração da família, no entanto, sofre uma reviravolta e Maria precisa declinar de seu sonho e amor em nome de sua melhor amiga e rival - Ana. A irmã se aproveita da ausência de Maria durante um curto período e conquista a atenção do rei, substituindo Maria no papel de primeira-amante. Mas Ana quer mais do que isso, seu desejo de tornar-se rainha não tem limites e, ao mesmo tempo em que cresce o desejo de Henrique VIII por um filho legítimo, Ana planeja o que fazer para se livrar da esposa dele. Vai ser tornar rainha doa a quem doer. Toda a família Bolena envolvida em uma intriga ainda maior - a dissolução do casamento do soberano com Catarina de Aragão. Um dos períodos mais agitados da corte dos Tudor narrados com extrema eficiência histórica. Considerados o melhor romance do ano em que foi lançado.
Avaliação: 5/5 estrelas
Philippa Gregory é conhecida mundialmente por seus romances históricos, principalmente pela sua série sobre os Tudors. O governo dos Tudors ocorreu durante mais de um século. Henrique VII, soberano entre 1509 e 1547, é guardado no imaginário popular por sua fama de conquistador; ao longo de sua vida, foi casado com seis mulheres, além de ter mantido inúmeras amantes em sua corte. Nesse livro, ela reconstrói a história de Maria Bolena, irmã de Ana Bolena que aparecia apenas nas notas de rodapé.
Maria Bolena foi levada para a corte aos 14 anos, recém-casada, junto dos irmãos George e Ana. Chegando lá, sua beleza chama a atenção do soberano, Henrique. Incentivada pelos pais, Maria se torna presença constante na vida do rei, sendo amiga e conselheira. Logo, acaba se tornando sua amante. Como consequência disso, os Bolena veem ai uma oportunidade de poderem subir em questão de condições financeiras, como também de prestígio e status social. Em um curto período em que Maria se ausenta, Ana, "por acidente" (como se realmente fosse isso) acaba encantando o rei e, mais uma vez com o apoio da família, toma o lugar da irmã. A partir disso, desenrola-se uma série de intrigas e jogo de poder.
Quando iniciei A irmã de Ana Bolena, não tinha tantas expectativas quanto a autora. Alguns anos atrás, lera um livro dela que eu não curtira tanto, por falar tanto de questões políticas ao longo do livro, tornando monótono e cansativo. Quanto a este, a expectativa já não era tão grande, nem mesmo por causa do filme. Mesmo assim, comecei a leitura.
Somos levados diretamente ao inicio do século XVI, e apresentados a realeza da época, e principalmente aos Bolena. Já nas primeiras páginas do livro percebemos um encanto do rei por Maria, principalmente pela sua beleza e sua simplicidade. A garota então, passa a cortejá-lo e a seduzi-lo, devido ao incentivo dos irmãos. Ana, no entanto, desde o principio, não gostara tanto assim da ideia.
- Tem mais sorte por ter o seu, eu diria! - e deu uma gargalhada repentina. Então, giramos, e vi o olhar rápido de aprovação de meu irmão e o que foi ainda mais agradável: o olhar invejoso de Ana quando o rei da Inglaterra passou por ela comigo em seus braços. (GREGORY, p. 16)
Percebe-se aqui uma pequena rivalidade entre as irmãs. Apesar de Maria ser a escolhida e Ana a ajuda-la, desde o principio vi que ela (Ana) era uma víbora, para não dizer coisa pior. Em vários momentos, Maria perguntava para a irmã se ela estava feliz com ela, e Ana respondia secamente: "faço isso apenas pela minha família". E isso só se intensifica ao longo das páginas.
Ao contrário do outro livro que li da autora, nesse Philippa Gregory tem uma narrativa tranquila e sedutora. Apesar de ser um livro de mais de 600 páginas, ela nos apresenta aos poucos certos fatos, como se convidasse o leitor a dançar com a história. E é aquela dança lenta, mas que te seduz, de certa maneira. Terá aquele momento da reviravolta, mas seu parceiro (a autora) não se preocupa. Ela quer apenas que você siga suas ordens. Senti-me assim durante a leitura. Os acontecimentos são revelados aos poucos, e depois de uma boa parte lida, você se dá conta de quanta coisa já aconteceu. A sinopse do livro dá apenas um mínimo do que realmente acontece no livro.
Os personagens são outra característica a parte. Muito bem delineados, Philippa consegue construí-los de tal maneira, com seus conflitos a parte, suas dúvidas e características únicas de cada um. Em uma sociedade onde o interesse financeiro e status social valia mais do que qualquer tipo de sentimento, os personagens tem que agir cautelosamente, como maneira de que seu próximo passo tenha uma consequência extremamente vantajosa. Além disso, ao longo da história, os personagens, como Ana e Maria, iam revelando suas outras facetas, de tal maneira a surpreender o leitor.
- Se ela tiver a criança e for um menino, então o melhor teria sido você ter ficado com William Carey e começado a sua própria família - comentou Ana. - O rei ficará à disposição dela, e seu tempo terá chegado ao fim. Você passará a ser uma entre muitas.
- Ele me ama - eu disse sem muita certeza. - Não sou mais uma. (GREGORY, 2008, p. 97)
Maria consegue seu grande status, mas sabe que a qualquer momento pode perder. E a primeira reviravolta do livro se dá a partir do momento que ocorre a troca entre as duas irmãs. Os papéis se invertem, e as máscaras começam a cair.
Não me restava nada a fazer a não ser ficar em segundo lugar e sorrir. O rei podia deitar-se comigo à noite, mas durante o dia todo ele era de Ana. Pela primeira vez durante esse tempo todo que fui sua amante, eu me senti realmente uma prostituta, e era a minha própria irmã que aviltava. (GREGORY, 2008, p. 247)
Sinceramente, você não sabe o que esperar do livro. A autora nos surpreende a cada momento, ao mesmo tempo que vai construindo uma narrativa empolgante e eletrizante. Demorei um pouco mais que o normal para ler o livro, mas nem mesmo assim fiquei cansado da história. Sabia que quando eu leria ele de novo encontraria algo novo, e me apaixonaria cada vez mais pela história. O desenrolar dos acontecimentos, as intrigas, a busca pelo poder são apenas alguns dos fatores que tornam o livro único e original. A autora nos conduz numa história incrivelmente bem escrita, que desperta em você sentimentos com os personagens, que deixa com muita raiva de Ana Bolena, que deixa com pena de Maria e vice-versa.
Quem for ler o livro, dou apenas uma dica: "nem tudo é para sempre". A Irmã de Ana Bolena entrou na lista dos favoritos, com certeza. Para quem gosta de um bom romance, com uma mistura de suspense e intrigas, o romance de Phillipa Gregory é a pedida certa!
Para quem tiver mais interesse, segue abaixo o trailer do filme A Outra, estrelado pela Natalie Portman e Scarlett Johasson e baseado no livro.
O Arqueiro - Bernard Cornwell
segunda-feira, 29 de julho de 2013
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Bernard Cornwell,
Editora Record,
Histórico
Título: O Arqueiro
Autor: Bernard Cornwell
Série: A Busca pelo Graal #1
Editora: Record
Ano: 2003
Páginas: 450
Sinopse: Aos 18 anos apenas, Thomas vê o pai morrer em seus braços após um ataque-surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo: a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz, um arqueiro habilidoso, se junta ao exército inglês em campanha na França, onde se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, lançam-no na busca do lendário Santo Graal. Com este romance, o autor usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para dar início a uma saga empolgante.
Avaliação: 5/5 estrelas
"- Então o senhor quer que eu perambule pela Terra à procura de um prato de camponês? - perguntou Thomas.- Deus quer - disse o padre Hobbe - e por um bom motivo. - Ele pareceu triste. - Existe heresia em toda a parte, Thomas. A Igreja está cercada. Os bispos, os cardeais e os abades são corrompidos pela riqueza, os padres das aldeias são fritos na ignorância e o diabo fermenta o seu mal. No entanto, há alguns de nós, uns poucos, que acreditam que a Igreja pode ser revigorada, que ela pode tornar a brilhar com a glória de Deus. Acho que o Graal poderia fazer isso. Acho que Deus escolheu você." p. 330
A Idade Média foi um período histórico conhecido como Idade das Trevas. Foi nesse período que predominava o poder da Igreja, e onde o poder politico era descentralizado entre os feudos, somando a relação de suserania e vassalagem. Além disso, teve-se grandes acontecimentos nesse período, como a Guerra dos Cem Anos, conflito entre França e Inglaterra. Bernard Cornwell, conceituado autor britânico, usa-se desse cenário para escrever a trilogia A busca pelo Graal, iniciada pelo O arqueiro.
Estamos em pleno século XIV. Thomas é um jovem de 18 anos, apaixonado pela arquearia. Seu pai, que é padre da cidade, é contra essas práticas, e acredita que o filho deve ser padre. Os dois vivem se desentendendo. Só que na véspera da Páscoa, a cidade é atacada, e seu pai é assassinado. O responsável por tudo aquilo é apenas conhecido como Arlequim. Além disso, a lança de São Jorge, usada para matar o dragão, foi roubada. Thomas promete ir atrás dos culpados e recuperar a lança. Para isso, ele acaba entrando no exército inglês, e sua aventura se cruza mais tarde com a busca pelo Santo Graal.
Quando comecei o livro, não tinha grandes esperanças que aquela leitura fosse vingar. Apesar disso, comecei a leitura sem nenhuma expectativa. Bernard apresenta seus personagens, sua história, o local onde acontece. Tudo de maneira bem descritiva, ao mesmo tempo que chama o leitor para uma aventura. Confesso que até entender quem era amigo e quem era inimigo, demorou um pouco. Quando chegamos ao final da primeira parte do livro, a narrativa se torna cada vez mais intensa, e você não quer outra coisa a não ser estar com o livro.
Bernard sabe desenvolver uma cena, a ponto de fazer o leitor imaginá-la, e sem se tornar cansativo. Ao mesmo tempo que você se aventura pela história, você sente raiva em alguns momentos, alegria em outros. A crueldade que ele trata em algumas partes do livro é tanta, que você tem vontade de jogar o livro longe.
Desde o primeiro momento se mostrou um livro com uma narrativa para se desfrutar, não apenas para ler o mais rápido o possível (contudo, chega um momento que você quer saber aonde isso vai levar). Cornwell mostra que tem talento e sabe das coisas. A maneira com que ele constrói a cena, com as técnicas de combate e o conflito propriamente dito são de maneira tão intensas, que parece que aquilo realmente aconteceu. No final do livro, há uma pequena nota histórica, comentando o que é realmente verdade e o que é ficção.
Thomas foi um personagem bacana de se conhecer. Um dos pontos que mais gostei na construção do personagem, e depois no desenrolar da história foi a maneira com o que o autor colocou ele diante de uma situação tão horrível, que foi a morte de seu pai. Foi como se Bernard desse um chacoalhada em Thomas para ele acordar para a vida, e a partir dali, se tornar uma pessoa mais forte. Ao longo da história, vimos uma grande mudança no protagonista. Um amadurecimento, para ser mais sincero. Nesse ponto, me fez lembrar do Ezio Auditore, protagonista de Assassin's Creed. As semelhanças estão estampadas, mas mesmo assim, ambos tem características diferentes.
A narrativa em terceira pessoa auxiliou bastante para não tornar a história cansativa. Ora era Thomas que contava a história, ora era outro personagem, até mesmo seus inimigos, já que dessa maneira, podemos ver a história sobre outros pontos de vista. Além disso, essa busca por justiça ensinou a Thomas em quem ele realmente deveria confiar, e quem era seus inimigos. Personagens secundários, como a viúva Jeanette, Sir Simon, entre outros deram um toque de maestria a história. Todos com papéis importantes, com características próprias e bem definidas.
A busca pelo Graal só começa lá pela metade do livro, quando revelações vem mudar o mundo de Thomas. E vieram na hora certa. Bernard comprova que é um escritor que sabe conduzir uma história. Não indico para qualquer pessoa. A narrativa do autor é mais calma, mas mesmo assim, viciante. Além disso, tem cenas fortes ao longo do livro. O arqueiro tem um ápice e um desfecho, mas mesmo assim, deixa pontos para o próximo livro da trilogia, O Andarilho, que já está na lista das próximas leituras.
O diabo veste Prada - Lauren Weisberger
sexta-feira, 19 de abril de 2013
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Marcadores:
Chick-lit,
Editora Record,
Lauren Weisberger
Título: O diabo veste Prada
Autora: Lauren Weisberger
Editora: Record
Páginas: 407
Ano: 2006
Sinopse: Neste irresistível romance, o leitor irá conhecer Andrea Sachs, uma jovem recém-formada que conquista um emprego que deveria deixar roxas de inveja milhares de garotas: o de assistente de Miranda Priestly, reverenciada editora da revista Runway Magazine, a mais bem-sucedida revista de moda do momento. Logo ela percebe, porém, que o emprego pelo qual um milhão de meninas dariam a vida para ter pode simplesmente acabar com a dela.
De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.
De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.
Eu sei que essa resenha está um pouco atrasada. Já era para ter saído antes, afinal, foi a leitura do feriado de Páscoa. Mas outros livros vieram e acabei deixando essa para depois. Mas antes tarde do que nunca...
Eu queria adquirir mais o hábito de reler livros. Não é que
eu não releia, mas é raro quando isso acontece. Já li várias vezes a série
Harry Potter, já li a série Crepúsculo, e alguns outros livros. Há alguns que
tenho vontade, porém, como são tantos que quero ler, as vezes acaba passando e
não releio nada. Rola algumas exceções, quando me dá aquela vontade louca de
reviver momentos e histórias, como foi o caso de O diabo veste Prada. Isso tudo
graças aos comentários que vi nos últimos tempos a respeito no livro em alguns
blogs, e por um acaso, entendi que poderia ser um sinal (#LucasCharlatão) de
que eu deveria reler o livro. E foi o que fiz.
Já faz alguns anos que li o livro. Conheci através da minha
prima, que falara muito bem da história.
Havia o filme, que já existia na época. Esse também mais uma exceção:
primeiro eu vi o filme, para depois ler o livro. E não me arrependo. Claro que
sempre que lemos uma segunda vez, há alguns fatos que antes nos passavam
despercebidos, agora são vistos com mais clareza. Mas vamos ao livro.
Andrea Sachs acaba de sair da faculdade de jornalismo. Seu
maior sonho é trabalhar no The New Yorker, mas sabe que isso não será fácil.
Para inicio de carreira, decide aceitar o emprego de assistente de Miranda
Priestly, editora chefe da revista de moda Runway. Apenas um detalhe: ela não
fazia ideia de quem era essa mulher, e não conhecia nada de moda. Quando acha
que tudo está nos conformes, Andy passa a conhecer o mundo da moda. Porém, o
emprego mais desejados por várias garotas pode ser o inferno, graças a sua
amada patroa, que parece ser o diabo em pessoa.
O diabo veste Prada é um livro divertido, mas ao mesmo que
me fez refletir. Andy é uma jovem determinada, que namora Andrew e mora com a
Lily, sua melhor amiga. Gostei dela desde o inicio. Apesar de não conhecer nada
sobre moda, aceita trabalhar na revista mais famosa de moda de Nova York,
decidida a aprender tudo o que conseguisse. Já ganhou pontos comigo. Sua
determinação, e seu senso de humor cativam o leitor ao longo das páginas.
Por outro lado temos “o diabo” chamado Miranda Priestly. E
pode colocar demônio nisso. Sério, tive vontade de várias vezes entrar na
história e dar um gritos com ela, “se toca, mulher”, ou então, “vai catar
coquinho”. Credo, com uma chefe dessas ninguém precisa de inimigo. Além de
dissimulada e tocar o terror por onde passa, manda Andy fazer as tarefas mais
absurdas, como mandar ela comprar uma peça numa loja de antiguidades que ela
não se lembra onde fica, ou então conseguir livros para as filhas da patroa, que
não foram lançados ainda, ou Andy ter que adivinhar a todo instante os desejos
e gostos de Miranda.
Por um lado, isso é um dos pontos fortes do livro, e que
torna a história divertida, já que é narrada em primeira pessoa pela Andy. Por
outro, me fez refletir em algumas questões: até que ponto vale nos esforçamos
por algo? Andy se esforçou ao máximo para conseguir um elogio de Miranda, e nunca
conseguiu. Apesar de não ser algo que quisesse para a vida inteira, chega a um
determinado momento do livro que ela parece realmente querer o trabalho. Porém,
isso vem com um preço. Aos poucos, ela se distancia cada vez mais do namorado,
Andrew, sem dizer da família. Deixa a amiga a mercê da própria sorte, tudo em
nome do trabalho. Por várias vezes, ela diz: “é o meu futuro, é só apenas um
ano, e vou poder me livrar dela”. Muitas vezes, colocamos o trabalho ou outra
coisa em primeiro plano e esquecemos do principal da vida. Não devemos ser
assim. Tudo tem um limite.
Apesar disso, o livro aborda os bastidores de um mundo tão
glamoroso e encantador. Os desfiles, os preparos, as modelos. Tudo com uma boa
dose de humor. A narrativa de Lauren é fluida, dinâmica. Apesar de ter poucos
diálogos, não é uma leitura cansativa. O humor nos pensamentos de Andy supera
qualquer problema. Temos pontos marcantes no livro, e chegamos um final
admirável e adequado. Indico para
qualquer um que gosta de uma boa comédia, um bom chick-lit, sobre uma mulher em
descoberta de seu lugar. Recomendo!
[novidades #9] Novo lançamento de Sophie Kinsella
quinta-feira, 28 de junho de 2012
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Editora Record,
Lançamentos,
Sophie Kinsella
Oba!!! Mais um livro da Sophie no Brasil!!!
A Record revelou a capa de Fiquei Com o seu Número, chick-lit de Sophie Kinsella que a editora estará lançando em agosto . A autora têm vários romances lançados no Brasil, entre eles a saga Becky Bloom e os livros O Segredo de Emma Corrigan e Lembra de Mim?. Conheça mais esse lançamento:
A Record revelou a capa de Fiquei Com o seu Número, chick-lit de Sophie Kinsella que a editora estará lançando em agosto
Sinopse:
Eu perdi. A única coisa no mundo que eu não deveria perder. Meu anel de noivado. Está na família de Magnus há três gerações. E agora, justo no dia em que seus pais estão chegando, eu o perdi. No mesmo dia. Não hiperventile, Poppy. Pense positivo!Da autora, só li Os delírios de consumo de Becky Bloom, e adorei!!!Poppy Wyatt nunca se sentiu tão sortuda. Ela está prestes a se casar com o homem ideal, Magnus Tavish, mas em uma tarde seu “felizes para sempre” começa a desmoronar. Ela não só perdeu o anel de noivado mas com o pânico que se seguiu ela também perdeu seu celular. Assim, enquanto anda pelo saguão do hotel, ela vê um telefone abandonado em uma lixeira. Agora ela pode deixar um número para o hotel entrar em contato quando encontrarem seu anel. Perfeito! Bem, perfeito exceto que o proprietário do telefone, o empresário Sam Roxton, não concorda. Ele quer seu telefone de volta e não gostou muito de Poppy ler todas as suas mensagens e curiosar em sua vida pessoal.O que se segue é uma hilariante e imprevisível história com Poppy e Sam cada vez mais desestruturando a vida um do outro através de emails e mensagens de texto. Enquanto Poppy faz malabarismo com os preparativos do casamento, telefonemas misteriosos e esconde a mão direita de Magnus e seus pais… ela logo percebe que ela está prestes a ter a maior surpresa de sua vida.
A casa dos Macacos - Sara Gruen
domingo, 17 de junho de 2012
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Comportamento Animal,
Editora Record,
Romance,
Sara Gruen
Título: A casa dos Macacos
Autora: Sara Gruen
Editora: Record
Ano: 2011
Páginas: 400
Sinopse: Isabel Duncan ama sua profissão. Pesquisadora do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, ela considera Mbongo, Bonzi, Sam, Jelani, Makena e Lola sua família. Virtuoses no uso da Linguagem Americana de Sinais, esses macacos são capazes de se comunicar plenamente numa língua humana. Porém, um atentado brutal coloca-os em sério risco. Terá sido uma ação terrorista premeditada por ambientalistas visando à libertação dos bonobos ou apenas o início de uma trama escusa que culminará num grande golpe de mídia? Com a ajuda de John Thigpen, Isabel fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar seus amigos da exploração humana e de um destino cruel.
Entre preparativos para a gincana e estudos para o vestibular, consegui terminar A casa dos macacos.
Os bonobos sempre foram a família para Isabel. Companheiros, leais, Mbongo, Bonzi, Sam, Jelani, Makena e Lola eram tudo para a pesquisadora. Isabel Duncan trabalhava no Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, onde tinha grande afinidade com os bonobos graças a Língua de Sinais e lexigramas. Sempre se sentiu mais a vontade com os bonobos do que com os próprios seres humanos. Ali, ela conhece John Thigpen, réporter. Ele visita o Laboratório com o intuito defazer uma reportagem sobre o mundo dos bonobos.
Mas uma explosão muda todo o sentido da história e dos personagens. Teria sido um atentado? Alguma ação de alguma sociedade ambientalista com o intuito de libertar os bonobos? Isabel fica desesperada quando a universidade vende os bonobos e ela não faz ideia de onde eles estejam.
Ao mesmo tempo é estrelado um reality show de bonobos, onde as pessoas pagam para ver bonobos fazerem sexo quase a todo instante,comer até dizer chega, entre outras barbaridades. Logo ele se torna um fenômeno de audiência. Isabel tem certeza de que são seus bonobos. Mas como conseguir provar?
Eu já tinha lido da Sara Gruen Água para Elefantes e adorado. Para quem não sabe, Água para Elefantes rendeu um filme estrelado por Robert Pattison.Mas vamos se ater ao A casa dos Macacos.
Gostei bastante da sinopse do livro. Nunca tinha lido nada sobre isso. Comportamento animal, realityshow, lexigramas. Achei bastante interessante a história.
Na minha opinião quem roubou realmente a cena no livro são os macacos. Eu ri um monte nas cenas que tinham os primatas. O afeto que eles sentiam pelos seres humanos, principalmente por Isabel foi o que mais me contagiou durante o livro.
Porém nem tudo é perfeito. Vamos por partes. O acidente acontece logo no comecinho do livro. Só que tipo assim: Sara fica enrolando grande parte do livro. Isso mesmo. Em alguns momentos do livro, ele chega a se tornar um pouco enjoado. Não saía daquilo. Ficou mais de cem páginas naquela enrolação. Claro, as tentativas de Isabel para salvar os macacos foram várias, mas não havia necessidade. O livro só voltou mesmo a ficar empolgante nas últimas cem páginas. Poderia ter sido encurtado.
A casa dos Macacos deu para refletir bastante a respeito dessa questão que é o respeito aos animais. Em alguns pontos do livro, eu fiquei com pena dos bonobos nas mãos do Ken. Ele não tava nem ai para os animais. Queria mesmo era ganhar dinheiro. Ai eu ficava pensando: grande parte da nossa sociedade é assim. Só se pensa em consumir, consumir, adquirir mais, tudo sempre voltado para o poder.
Uma personagem que não gostei no livro foi Amanda, mulher de John. Ai não, oh! mulherzinha chata. Sem sal, muito tosca e enjoada. Não fez o meu tipo.
No fim me decepcionei um pouco. Não com a história, mas sim com o desfecho. Ficou meio assim, aéreo, com pontas soltas. Não foi o desfecho que eu esperava.
A casa dos Macacos é um livro muito interessante de se ler. Aborda temas do nosso cotidiano, que devemos parar para pensar de vez em quando.
Além do mais, é impossível não ler o livro e não se apaixonar pelos bonobos. Recomendo!
Autora: Sara Gruen
Editora: Record
Ano: 2011
Páginas: 400
Sinopse: Isabel Duncan ama sua profissão. Pesquisadora do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, ela considera Mbongo, Bonzi, Sam, Jelani, Makena e Lola sua família. Virtuoses no uso da Linguagem Americana de Sinais, esses macacos são capazes de se comunicar plenamente numa língua humana. Porém, um atentado brutal coloca-os em sério risco. Terá sido uma ação terrorista premeditada por ambientalistas visando à libertação dos bonobos ou apenas o início de uma trama escusa que culminará num grande golpe de mídia? Com a ajuda de John Thigpen, Isabel fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar seus amigos da exploração humana e de um destino cruel.
Entre preparativos para a gincana e estudos para o vestibular, consegui terminar A casa dos macacos.
Os bonobos sempre foram a família para Isabel. Companheiros, leais, Mbongo, Bonzi, Sam, Jelani, Makena e Lola eram tudo para a pesquisadora. Isabel Duncan trabalhava no Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, onde tinha grande afinidade com os bonobos graças a Língua de Sinais e lexigramas. Sempre se sentiu mais a vontade com os bonobos do que com os próprios seres humanos. Ali, ela conhece John Thigpen, réporter. Ele visita o Laboratório com o intuito defazer uma reportagem sobre o mundo dos bonobos.
Mas uma explosão muda todo o sentido da história e dos personagens. Teria sido um atentado? Alguma ação de alguma sociedade ambientalista com o intuito de libertar os bonobos? Isabel fica desesperada quando a universidade vende os bonobos e ela não faz ideia de onde eles estejam.
Ao mesmo tempo é estrelado um reality show de bonobos, onde as pessoas pagam para ver bonobos fazerem sexo quase a todo instante,comer até dizer chega, entre outras barbaridades. Logo ele se torna um fenômeno de audiência. Isabel tem certeza de que são seus bonobos. Mas como conseguir provar?
Eu já tinha lido da Sara Gruen Água para Elefantes e adorado. Para quem não sabe, Água para Elefantes rendeu um filme estrelado por Robert Pattison.Mas vamos se ater ao A casa dos Macacos.
Gostei bastante da sinopse do livro. Nunca tinha lido nada sobre isso. Comportamento animal, realityshow, lexigramas. Achei bastante interessante a história.
Na minha opinião quem roubou realmente a cena no livro são os macacos. Eu ri um monte nas cenas que tinham os primatas. O afeto que eles sentiam pelos seres humanos, principalmente por Isabel foi o que mais me contagiou durante o livro.
Porém nem tudo é perfeito. Vamos por partes. O acidente acontece logo no comecinho do livro. Só que tipo assim: Sara fica enrolando grande parte do livro. Isso mesmo. Em alguns momentos do livro, ele chega a se tornar um pouco enjoado. Não saía daquilo. Ficou mais de cem páginas naquela enrolação. Claro, as tentativas de Isabel para salvar os macacos foram várias, mas não havia necessidade. O livro só voltou mesmo a ficar empolgante nas últimas cem páginas. Poderia ter sido encurtado.
A casa dos Macacos deu para refletir bastante a respeito dessa questão que é o respeito aos animais. Em alguns pontos do livro, eu fiquei com pena dos bonobos nas mãos do Ken. Ele não tava nem ai para os animais. Queria mesmo era ganhar dinheiro. Ai eu ficava pensando: grande parte da nossa sociedade é assim. Só se pensa em consumir, consumir, adquirir mais, tudo sempre voltado para o poder.
Uma personagem que não gostei no livro foi Amanda, mulher de John. Ai não, oh! mulherzinha chata. Sem sal, muito tosca e enjoada. Não fez o meu tipo.
No fim me decepcionei um pouco. Não com a história, mas sim com o desfecho. Ficou meio assim, aéreo, com pontas soltas. Não foi o desfecho que eu esperava.
A casa dos Macacos é um livro muito interessante de se ler. Aborda temas do nosso cotidiano, que devemos parar para pensar de vez em quando.
Além do mais, é impossível não ler o livro e não se apaixonar pelos bonobos. Recomendo!













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