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O preço da vitória - Harlan Coben

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 | 1 comentário
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Título: O preço da vitória
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Ano: 2012
Sinopse: Myron Bolitar não é fã de golfe, mas, ao ser convidado por seu amigo Win para assistir ao Aberto dos Estados Unidos, aproveita a oportunidade para tentar conquistar novos clientes.E é o que acontece quando ele é procurado pelo pai de Linda Coldren, a golfista número 1 do ranking. Antes que perceba, Myron está novamente atuando como detetive, em busca de Chad, o filho de Linda que sumiu há dois dias. O desaparecimento é mais um peso sobre os ombros do pai do garoto, o também golfista Jack Coldren, que lidera o torneio e luta para não repetir seu inexplicável fracasso de anos atrás. Win se recusa a ajudar no caso ao ser informado de que foi sua mãe, com quem não fala há anos, que recomendou Myron à família Coldren. Mesmo sabendo que ela está à beira da morte, prefere manter distância.
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Harlan Coben sempre arranca elogios de todos que leem suas obras. Considerado mestre das noites em claro, Harlan tem diversas obras publicadas no Brasil e esteve presente na Bienal do Livro de São Paulo no último sábado. O preço da vitória é o quarto livro da série do agente Myron Bolitar e lançado no Brasil pela editora Arqueiro. Apesar de ser uma série, não interfere ler ou não ler na ordem.

Myron Bolitar não gosta de golfe. Mesmo assim, a convite de seu sócio Win, decide assistir o Aberto dos Estados Unidos e aproveitar para conseguir novos clientes. Nesse clima é que Bolitar é procurado pelo pai de Linda Coldren, considerada a melhor golfista dos últimos tempos. Sem entender o que se passava, Myron decide ouvir o que Linda tem a dizer. Logo, se vê envolvido numa investigação para conseguir resgatar Chad, filho de Linda que fora sequestrado. Aos poucos, Myron percebe o quanto perigoso pode ser se envolver com a família Coldren, mas quando percebe já está em perigo e decide ir até o fim para descobrir o que acontecera. Mesmo que para isso signifique desenterrar segredos do passado.

Até hoje li dois livros de Harlan Coben: Não conte a ninguém e Cilada. O primeiro contato foi positivo, apesar de ter gostado muito mais do segundo. O preço da vitória acaba ficando no meio termo, já que a história não me arrebatou desde o inicio, como ocorrera com Cilada. Dessa vez, a história demora a acontecer, além de ter achado a narrativa superficial e os elementos usados um tanto clichês.

O contato com Myron foi positivo, apesar de ter tido algumas ressalvas com o personagem. O sarcasmo dele em alguns momentos da história me irritou um pouco, por achar que não fosse o momento apropriado, apesar de que em outros quebrava a tensão e dava um toque de humor à história. Mesmo assim, fiquei admirado pela perspicácia do personagem ao se deparar com os fatos e montar teorias, além de saber quem investigar e como investigar (veio a lembrança do detetive Hercule Poirot).

Como disse anteriormente, O preço da vitória demora a acontecer, e isso só ocorre lá pelas últimas cem páginas da história, quando começamos a realmente descobrir o que acontecera com Chad (e foi a partir daí que lembrei o que fizera gostar tanto de Cilada). As teorias são inúmeras e os elementos são contraditórios, o que me deixou confuso ao mesmo tempo em que surpreendia com as reviravoltas na história. Harlan Coben sabe lidar com as cenas e os personagens, criando mistérios e escondendo segredos que são revelados aos poucos, a ponto de deixar o leitor em um beco sem saída, mas que no final, apresentando todo o panorama da história, nos perguntamos como não tinha pensado naquilo antes.


O preço da vitória não me arrebatou, mas mostrou os motivos que fazem o autor ser tão bem comentado. Não funcionou de maneira total comigo, mas me deixou curioso para conhecer os outros trabalhos do autor. Para quem quer uma leitura rápida, O preço da vitória é uma boa pedida!

Anjo da Escuridão - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 | 2 comentários
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Autores: Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
Editora: Record
Páginas: 393
Ano: 2012
Sinopse: Um rico negociador de artes é brutalmente assassinado em sua mansão em Hollywood Hills. No chão do quarto, uma verdadeira cena de horror: Andrew Jakes está amarrado ao corpo nu de sua jovem e bela esposa, violentamente espancada e estuprada. O detetive Danny McGuire, comovido com a tragédia da linda e vulnerável mulher, empenha-se na busca do culpado. Mas todos os seus esforços mostram-se em vão e Angela Jakes desaparece misteriosamente depois de doar sua milionária herança. Anos depois, Danny está casado e trabalha como agente da Interpol na França quando é procurado por Matt Daley, filho do homem cruelmente assassinado. Danny não hesita em seguir as promissoras evidências que apontam para um único suspeito: uma brilhante assassina que está sempre um passo à frente de todos e que pode estar a um triz de encontrar sua nova vítima.
Avaliação: 5/5 estrelas

Sidney Sheldon é um dos autores mais lembrados dos últimos tempos. Seu legado literário envolve livros de grande sucesso, com suas tramas eletrizantes e cheias de personagens inesquecíveis. Além disso, foi roteirista de cinema dentre outras funções. Após seu falecimento, em 2007, os fãs acreditavam que não viria mais nenhuma obra  do grande mestre, mas eis que surge outro nome: Tilly Bagshawe. Autora de Adorada, Tilly foi escolhida para dar sequência aos livros e passou a escrever histórias onde aparecia o nome de ambos. No Brasil, temos quatro livros desses publicados, dentre eles Anjo da Escuridão, cuja compra foi feita no sebo no inicio do ano passado. Esperava uma história empolgante e eletrizante, e foi isso que eu encontrei.

Um negociador de arte é brutalmente assassinado em sua mansão, em Hollywood. Danny McGuire, detetive é chamado para solucionar o caso e quando chega ao local do crime, encontra uma cena devastadora: o corpo nu de Andrew, amarrado ao da esposa, que fora estuprada e violentada cruelmente. Comovido com a viúva e a situação, Danny se empenha para achar o culpado. No entanto, tudo parece andar para os eixos até que a Angela, a viúva, some misteriosamente, após doar toda a fortuna para instituições de caridade. Os anos passam, e Danny, agora como detetive da Interpol francesa e casado, recebe a visita de Matt Daley, que se diz filho de Andrew e pede para que Danny reabra o caso. E o pior de tudo: o assassino atacara duas vezes no intervalo daqueles dez anos. Danny então se vê em meio a uma trama mortal, onde ele deve correr contra o tempo  antes que o assassino realize sua próxima vítima.

Um dos pontos que mais gostava nas histórias de Sidney era a capacidade dele de enganar o leitor quase que sempre: você sempre acabava confiando na pessoa errada e ninguém parecia ser quem era realmente. O que encontramos em Anjo da Escuridão é uma trama policial, cabível a um episódio de CSI.

A narrativa de Tilly consegue se igualar a de Sidney: fluida e empolgante. O ponto de partida da leitura é extremamente atraente: várias pontas soltas em um assassino. Andrew tinha inimigos? Por que mataram ele, e não roubaram nada? São perguntas sem respostas que são reveladas no desenrolar da narrativa. Além disso, somam-se os outros acontecimentos ocorridos quando a história já está mais desenvolvida, o que acaba tornando quase que uma bola de neve, quando o leitor acha que não terá solução para tudo.

E aí que o leitor se engana. Tilly consegue conduzir a história de tal maneira a deixar o leitor ligado a qualquer sinal suspeito. Ao mesmo tempo que ela liga histórias dispersas e uma grande variedade de personagens, ela não perde o foco principal. E isso que ela manteve de Sidney Sheldon: vários personagens, que por mais que fossem temporários, acabam fazendo alguma diferença em algum momento da história.

Personagens bem construídos e elementos originais: são dois pontos que mais aparecem em Anjo da Escuridão. O livro, dividido em partes, sendo que em cada uma delas há um grande acontecimento, destaco principalmente a parte final, que achei original por parte da autora. Geralmente nas histórias policiais, temos uma solução para o caso, e final de história. Em Anjo da Escuridão, temos algo além. E esse além que fez o livro merecer nota cinco. A solução fez todo sentido para mim, até por que já estava desconfiado anteriormente. Mesmo assim, no final da história que Tilly deu a cartada final e me encantou. Anjo da Escuridão não se tornou meu livro favorito, mas fez-me ter certa admiração pela autora. Já havia lido outro livro dela, e me surpreendido profundamente. Recomendo a todos que conheçam o trabalho de Tilly Bagshawe, principalmente os fãs de um bom suspense policial.


Marina, de Carlos Ruiz Záfon

terça-feira, 28 de janeiro de 2014 | 2 comentários
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Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Záfon
Editora: Suma de Letras
Ano: 2011
Páginas: 189
Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
Avaliação: 5/5 estrelas

Marina é o livro proposto para janeiro no desafio Bola de Leitura
Espanha - Suspense

Carlos Ruiz Zafón é conhecido no Brasil pelos seus livros carregados de mistérios e segredos, dentre eles A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. No entanto, outros livros também merecem destaque, sendo um deles Marina, lançado pela Editora Suma de Letras. Presenteado pela minha prima, decidi iniciar a leitura desse, principalmente por ser um livro mais rápido de ser lido. Pelo menos foi isso que eu esperava. E eu encontrei muito mais.
Óscar Drai é um jovem de 15 anos que vive no internato, juntamente de colegas e dos padres. Encantado e ao mesmo tempo intrigado pelos casarões que existiam ali na redondeza, Óscar decide adentrar um deles. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. No entanto, ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Alguns dias depois, retornando a casa para devolver o relógio, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que vive ali junto de seu pai doente, Gérman e seu gato, Kafka. Marina o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Determinados a desvendar o mistério que envolve aquela senhora, Marina e Óscar perambulam pelas ruas de Barcelona a procura de respostas e explicações para os acontecimentos que passam a fazer parte da vida dos jovens, principalmente na de Óscar. Ademais, Óscar acaba se afeiçoando de tal maneira de Marina e Gérman, principalmente da menina. Juntos, viveram perigos e aventuras, desvendando e trazendo a tona segredos há muito tempo guardados.
Faz um bom tempo que eu lera os outros livros do autor. Lembro que na época, os elementos das histórias de Záfon eram únicos, criativos e originais, o que me cativou profundamente. Suas histórias eram totalmente diferentes de tudo aquilo que eu já tinha lido. E foi exatamente isso que encontrei também em Marina.
Narrado sob a ótica de Óscar, Marina nos leva a Barcelona da década de 1980, aos casebres, as ruas escuras e sombrias, a aquela atmosférica quase que gótica. Óscar tem sua rotina baseada no internato onde vive, juntamente de seu melhor amigo, JF. Záfon construiu um protagonista cativante, seja pela sua necessidade de aventura e seu sentimento de curiosidade, seja pela sua coragem ou até mesmo pelos seus sentimentos por Marina.
Além de tudo, Óscar é carente. E aí é que entra Gérman e Marina. Ao longo da história, percebemos um laço de amizade que se fortalece aos poucos, tornando os dois parte da família do garoto. Não havia lido a sinopse, então, não sabia o que esperar da história. A principio imaginava que Marina e seu pai tinham algum segredo que pudesse deixar Óscar em perigo. No entanto, fui surpreendido de maneira positiva. Para não estragar a surpresa, deixarei para que o leitor realize a leitura e descubra por si mesmo.
Só posso adiantar que Záfon cria situações e histórias paralelas de tal maneira que só tem a contribuir para o desenvolvimento da história central. Sua narrativa é marcada pelo mistério e sombria a ponto de ter me deixado alarmado e empolgado. Apesar disso, não é uma narrativa fluida: é extremamente detalhista, e em alguns momentos, carente de diálogos. Mesmo assim, isso não interfere diante da maneira com que ele conduz. Marina é uma personagem também bem construída, principalmente pelo papel que ela representa para Óscar. O sentimento de amizade que surge entre os dois é repleto de valores como lealdade e companheirismo.

Marina é profundo, misterioso e ao mesmo tempo seduz o leitor. Apesar de o título sugerir algo, a história segue por outros rumos. Záfon consegue conduzir a história de maneira a deixar qualquer leitor satisfeito. Durante a leitura, me pegava imaginando como seria uma adaptação cinematográfica e acho que seria uma boa pedida!

Inferno - Dan Brown

quinta-feira, 23 de maio de 2013 | 4 comentários
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Título: Inferno
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Ano: 2013
Sinopse: No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

Símbolos estão em toda a parte a nossa espera para serem desvendados. E quando achamos que não há conexão, estamos enganados. Tudo tem um porque. Tudo está ligado de alguma forma.É o que sinto quando leio um livro de Dan Brown. Além disso, tem livros que deveriam ter um aviso na capa: "alto risco de contaminação e vicio. CUIDADO!" Inferno me deixou assim.

Voltamos com mais uma aventura de Robert Langdon, professor de simbologia que colocou Dan Brown na lista dos mais vendidos. Dessa vez o palco é Florença, e a aventura pode lhe trazer vários riscos. O livro inicia com Langdon no hospital, internado, e com amnésia. Não lembra nada dos últimos dias e quer saber o que aconteceu com ele. Ninguém sabe, só que apenas ele chegou no hospital falando repetidamente: "very sorry, very sorry". Para piorar a situação, alguém está tentando mata-lo, e ele é obrigado a fugir com Sienna Brooks, numa corrida desenfreada por respostas. A única pista: um projetor que mostra a representação de O Inferno de Dante, de Botticelli. E ainda por cima, está modificado.

Como eu disse anteriormente e torno a disser: símbolos estão em toda a parte. Estão a nossa espera. Digo isso por que começamos a história com apenas um quadro e quando vemos já fizemos toda a ligação e se torna muito mais que esperamos. Dan Brown consegue fazer conexões que fazem sentido, sem deixar falhas, e sem tempo para perder. Volta e meia ele dá uma pequena explicação histórica sobre algo (um dos motivos que mais adorei), o que torna a leitura mais dinâmica e informativa.

Já ouvi comentários de que os livros dele são a mesma fórmula e sou obrigado a concordar. Inferno lembra Anjos e Demônios ao mesmo tempo que lembra O código Da Vinci. Só que cada leitura dele é experiência única. O jeito que ele pega determinado local e transforma numa trama de mistérios e segredos é fascinante. Os becos, as ruas, os pontos turísticos, tudo é fascinante. Fazemos uma visita sem sair do lugar. Adquirimos um grande conhecimento tanto de história, como de outras áreas.

Além do mais, outro ponto que me fascina em seus livros é a forma que ele cruza assuntos históricos com outras áreas, como biologia, física e química. Dá um toque a mais ao enredo e contribui para o dinamismo da história. Dan consegue construir mistérios como ninguém, fazendo jus o intervalo entre o lançamento de um livro e outro.

Gostei muito de saber mais sobre Dante Alighieri, outro ponto fundamental na trama. Conhecia apenas o que aprendi no Ensino Médio, que escrevera A divina Comédia, de sua paixão por Beatriz. Só que o livro traz muito mais informações que imaginamos. Curiosidades, fatos. Aprendemos de forma lúdica, e vivemos uma aventura histórica. É muito fascinante! Fiquei bem satisfeito com a forma que ele lida com A Divina Comédia, e curioso em saber mais sobre o assunto. Os termos que ele usa são de fácil compreensão, o que torna mais assimilável para o leitor.

Inferno é aquele livro de capítulos curtos, que você diz que vai ler apenas mais um capítulo e quando vê já leu metade do livro. Desde o inicio, fui fisgado pela história e só consegui descansar com o fim. Dan molda seus personagens de forma única e singular. Cada personagem, com suas características e seus conflitos. Como o caso de Sienna Brooks: médica, superdotada, mas que não se encaixava no mundo. Confesso que no inicio me confundi um pouco tamanho a quantidade de personagens, e entender o que cada um era, mas depois de se acostumar, vai embora. Como são capítulos curtos, cada um é destinado a um personagem, então ficava difícil assimilar os personagens, acompanhar a trama, e entender o que estava acontecendo. Depois das primeiras cem páginas, você literalmente se torna refém do livro.

Dan Brown cria uma obra única, de caráter singular. Inferno me deixou apreensivo, ansioso, neurótico. Ficava até com medo de pegá-lo para ler, pois eu sabia que não conseguiria largar. Assim que cheguei ao final, minha vontade foi reiniciá-lo de volta, de tão surpreendente que ele foi. Além disso, ele traz uma questão bem pontual e contemporânea, que nos faz refletir sobre um assunto que está na mídia, mas que nunca paramos para pensar quais poderiam ser as verdadeiras consequências. Não vou estar dizendo qual é o assunto, até porque a sinopse do livro não traz muitas ideias do que vai ocorrer, e por isso não quero estragar a surpresa. Se não disse anteriormente, digo agora: leiam! Apenas isso: leiam!

Visão do Além - Charlaine Harris

sábado, 6 de abril de 2013 | 1 comentário
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Título: Visão do Além
Autora: Charlaine Harris
Série: Harper Connelly Misteries #1
Editora: Lua de Papel
Páginas: 232
Ano: 2011
Sinopse: Harper Connelly e seu meio-irmão, Tolliver, são especialistas em realizar o serviço (encontrar cadáveres de pessoas desaparecidas), receber o pagamento e partir rapidamente, pois as pessoas que os contratam têm o estranho hábito de não querer ouvir o que eles têm a dizer. E à primeira vista, a experiência com os moradores da pequena cidade de Sarne, nas Montanhas Ozarks, parece não ser diferente. Uma adolescente está desaparecida, e Harper sente imediatamente que ela está morta. Mas os segredos que envolvem este assassinato e a própria cidade são profundos demais até mesmo para que a habilidade especial de Harper consiga desenterrá-los. Ao perceber a hostilidade crescer ao redor deles, ela e Tolliver querem apenas resolver o assunto e ir embora, mas então outra mulher é assassinada... E o criminoso ainda não terminou seu trabalho...
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Charlaine Harris é uma escritora conceituada de sobrenatural. Sua série sobre a garçonete Soockie deu origem a série de sucesso True Blood, e seus livros são famosos em todos os lugares. Apesar disso, minha experiência com suas obras não são das melhores. Li algum tempo atrás Vampiros em Dallas, e confesso, foi um dos piores livros que li do gênero. Contudo, decidi dar uma segunda chance para seus livros, e a escolha foi o primeiro volume de uma outra série, Harper Connelly Misteries. Infelizmente esse livro não funcionou comigo também.

Harper tem o dom de encontrar corpos de pessoas mortas. Fora atingida por um raio na adolescência, e desde então, adquirira esse dom. Ela viaja ao lado de Tolliver, seu meio-irmão, em busca de casos de corpos desaparecidos. Até que eles vão parar na cidade de Sarne, e os problemas começam a surgir. Há uma adolescente desaparecida, e tudo leva a crer que fora assassinato. Porém, todos da cidade parecem esconder algum segredo. Outros assassinatos começam a ocorrer, Harper quer acabar com aquilo de uma vez. Mas pessoas não querem que segredos venham à tona...

Visão do Além foi a minha leitura do feriado. Um livro fino, que era para ser uma leitura rápida, mas que acabou se tornando um saco. Digo, primeiro que a história demora muito para acontecer.  O ritmo da história é realmente lento, e demora para cativar, se é que por algum instante a história realmente engrenou. A sinopse aparenta ser uma história de suspense eletrizante, e os comentários levam a crer isso, mas não foi o que eu achei.
“Os leitores morrerão para ler mais disso. Harris estreia uma série que pode ultrapassar todas as outras em popularidade.” Booklist
Em vez de Charlaine realmente focar no que era importante, ela colocava coisas na história que não faziam sentido, e que eram desnecessárias. Alguns acontecimentos que foram toscos para mim, e que não deram nenhum sentido para a história. Além de nos deixar aéreos do que se passava, não conseguíamos nos concentrar no que realmente importava.
Uma coisa que me incomodou bastante foi com a protagonista, Harper. Tipo assim, não gostei de como foi apresentada. Não gostei de ela utilizar “o dom” dela como um negócio. Na minha opinião, só faltou ela inserir a protagonista com um cartão de visita: “Harper Connelly, procuro e acho corpos de mortos, valor a ser negociado”. Isso me desagradou um bocado.
Além disso, eu esperava mais uma trama sobrenatural do que uma policial. Talvez se o dom dela fosse abordado de outro jeito, a história teria se tornado mais atrativa e cativante. Se tivesse mais cenas explorando o dom dela, inserindo um toque mais sombrio e misterioso em algumas cenas, garanto que a história me agradaria bem mais. Mas não foi isso que aconteceu. A protagonista também não ajuda muito. Não concordei com algumas coisas em relação a ela, e  algumas atitudes dela realmente me desagradaram.
Temos alguns momentos de clímax, mas algo passageiro. As últimas páginas se tornam empolgantes, e foram graças a ela que o livro fica com três estrelas. O desfecho é imprevisível, mas não torna o livro imperdível. Se surgirem outras oportunidades, vou tentar ler livros dela, mas não garanto. Depois de duas experiências negativas, acho difícil gostar de uma terceira.

 

Cilada - Harlan Coben

domingo, 17 de março de 2013 | 4 comentários
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Título: Cilada
Autor: Harlan Coben
Editora: Sextante
Ano: 2010
Páginas: 272
Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.
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Minha experiência com Harlan Coben foi mínima, apesar de a vontade me perseguir. Só li Não conte a ninguém, e havia gostado bastante do livro. Eram tantos livros, mas nenhum disponível para eu poder ler. Além disso, os comentários positivos eram imensos, o que me deixava mais curioso pela leitura em si. A oportunidade não surgia, até que achei na biblioteca da faculdade várias obras dele, e resolvi começar pela Cilada.

Haley McWaid tem 17 anos. É uma aluna exemplar, ama esportes e seu sonho é entrar em uma boa faculdade. Porém, certa noite sai de casa e não volta. Passam-se três meses e nenhuma notícia aparece, e a família já começa a pensar o pior.
Durante a noite, o assistente social Dan Mercer recebe uma ligação de uma menina que ele conhecia, Chynna, para ir até determinado local, pois ela estava em perigo. Quando chega lá, ele é surpreendido por uma equipe de televisão, que o acusa de pedofilia. O tempo passa, e Dan acaba sendo liberto das acusações. Porém, ele acaba sendo assassinado misteriosamente.

Nesse meio encontra-se Wendy Times, repórter, que acha que acabou matando um inocente. Para isso, ela decide ir mais a fundo, e tentar inocentar Dan, mas os perigos são grandes, e as reviravoltas, tremendas.

É possível um autor se tornar seu favorito apenas ao terminar seu segundo livro dele? Acho que sim, por que é assim que me sinto em relação a Harlan. Cilada é um livro fino, rápido de ler. Em dois, três dias no máximo se lê ele. Se deixasse, eu teria lido numa tarde.
Cilada é aquele livro que te fisga na primeira página. Ele solta várias bombas durante as primeiras páginas, e nós míseros leitores, queremos juntar todos os cacos. O sumiço de Haley, a cilada para Dan, o seu assassinato. Várias coisas acontecem ao mesmo tempo, que deixa o leitor sem escolha a não ser ir em frente e querer descobrir tudo.

O ritmo constante continua durante toda a história. Sinceramente, as páginas acabam virando sozinhas. Como são capítulos curtinhos, você quer ler apenas mais um capítulo, mais um, e quando viu, já terminou o livro.
O mistério é bem misterioso. Afinal, são acontecimentos um tanto paralelos e sem conexão, mas no fundo temos consciência que eles tem algo em comum. Wendy, com toda sua perseverança e determinação, vai a fundo, querendo reparar todo a  injustiça que acabou cometendo. Mas eu acho que ela nunca ouvira aquele ditado que não se cutuca a onça com vara curta. Apesar  dos avisos para parar de investigar, ela se envolve cada vez mais, e o que descobre não é nada agradável.

Com Harlan Coben, nada é o que parece (copiei o trechinho da sinopse).  As reviravoltas são tremendas, os personagens te cativam, a trama é ágil, sem pausa para descanso. Confesso que depois desse, Harlan aumentou de nível comigo. Espero ler o quanto antes outras de suas obras, por que realmente vale a pena.
 
 

 

O caso Rembrandt - Daniel Silva

terça-feira, 12 de março de 2013 | 2 comentários
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Título: O caso Rembrandt
Autor: Daniel Silva
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Ano: 2012
Avaliação: 4/5
Sinopse: Em Glastonbury, na Inglaterra, um restaurador de arte é assassinado e a obra em que trabalhava – um quadro de Rembrandt nunca exposto – é misteriosamente roubada. O renomado negociante de arte Julian Isherwood sabe que só existe uma pessoa capaz de encontrar o quadro e levar os criminosos à justiça: o espião israelense e restaurador de arte Gabriel Allon. Após sofrer um atentado, tudo o que Gabriel quer é cortar de uma vez por todas os laços com o serviço de inteligência internacional de seu país, também conhecido como “Escritório”. Mas parece que o mundo das operações secretas ainda não está pronto para deixá-lo em paz. Apesar de sua relutância, ele acaba sendo persuadido a assumir o caso. Ao seguir meticulosamente as pistas que o levam a Amsterdã, a Buenos Aires e, por fim, a uma mansão às margens do lago Genebra, Gabriel descobre segredos perturbadores relacionados ao roubo. Neste intricado quebra-cabeça, a pintura de Rembrandt é a peça-chave que o ajudará a desmascarar uma conspiração capaz de pôr em risco a paz mundial.
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Um suspense histórico sempre me agradou. Não importa a época em que se passe, mas viajar no passado sempre é uma fonte de conhecimento e saber. E foi isso que pensei quando comecei a ler O caso Rembrandt. Confesso que a sinopse lembrava um pouco Dan Brown, mas mesmo assim não pensei em duas vezes ao lê-lo. E não me arrependi.

Temos um ponto de partida ótimo. Um assassinato, um roubo de um quadro de Rembrandt, até então desconhecido. Uma série de segredos que permeiam esse quadro e que pessoas querem manter em segredo a qualquer custo. Nem que para isso tenham que matar. É isso que Gabriel Allon, ex-espião israelense e restaurador de arte encontrar ao aceitar a ideia de Julian Isherwood, negociador de arte, para encontrar o quadro. Só que essa busca leva a caminhos e segredos nunca descobertos, e a perigos também.

Quando comecei a leitura, afirmo que estava um pouco entendiado da leitura. Sabe o que é, começar a ler um livro, ler umas dez páginas e não conseguir se envolver e se concentrar na leitura? Parei de ler Los Angeles justamente por causa disso, e comecei O caso Rembrandt com o objetivo de ver se algo ressurgia dentro de mim. E funcionou.

Olha, quando dizem que conversa tem baraço, ninguém acredita. Mas depois que lerem esse livro, vão ter que concordar, tem sim. E muito. Começamos o livro com apenas algumas certezas e várias dúvidas. Em compensação, depois de algumas cem páginas, você fica de cara quando vê o que desencadeia. Sério, eu tinha uma certa impressão do livro. Achei que voltaríamos a época de Rembrandt e tal, mas estava totalmente enganado. O livro tem como pano de fundo a Segunda Guerra, isso sim. Fiquei um pouco admirado, mas mesmo assim não estragou minha surpresa e minha expectativa.

A narrativa de Daniel é ágil e sem meias palavras. Claro, ele prepara o terreno antes de soltar a bomba, mas não torna a leitura cansativa. Apesar disso, o livro é rico em detalhes e personagens, o que acaba deixando a leitura um pouco confusa. Tive que voltar algumas vezes para entender melhor. O livro é cheio de detalhes, confesso, mas é algo positivo. Depois você vê que aquilo apenas torna o livro mais rico. Porém, fica uma dica: ele podia tornar a narrativa mais compreensiva em alguns momentos da história. Quem lê o livro, fica de cara aonde a história leva, e por causa disso, muitas vezes acabamos não entendendo o que ele quis dizer.

Uma coisa que não gostei, e talvez seja o motivo de ter tirado uma estrelinha, é ter deixado de lado o negociante de arte, o Julian. Ele aparece somente no começo com Gabriel e depois some. Simplesmente achei que ele teria um papel fundamental na história, mas me enganei. Sinceramente, não gostei disso.

Temos momentos de êxtase, de grandes revelações, surpresas durante a leitura. Além disso, fazemos uma viagem pelo livro. Vamos até Genebra, e damos uma passada na Inglaterra, sem falar nos outros lugares. O caso Rembrandt não deixa a desejar. Para quem gosta de um livro de suspense, com direito a espionagem e outras coisas do gênero, é uma ótima pedida.


Cartas na Mesa - Agatha Christie

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 | 3 comentários
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Título: Cartas na Mesa
Autora: Agatha Christie
Editora: LPM Pocket
Ano: 2011
Páginas: 239
Sinopse: Mr. Shaitana é famoso pela extravagância das festas que promove, bem como pelo sutil e incômodo temor que inspira a todos os que o rodeiam. Razões suficientes para instilar as maiores reservas ao recatado Hercule Poirot. Mas quando Shaitana revela ao detetive considerar o assassínio como uma forma de arte e seguidamente o convida para jantar, Poirot não resiste e aceita o convite, curioso que está acerca da misteriosa coleção do seu anfitrião. Fazendo jus à fama que o rodeia, Shaitana consegue que a festa supere todas as expectativas.
De fato, o que começa por ser uma absorvente noite de bridge vem a transformar-se num jogo de vida ou morte.

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Hoje a resenha pertence a rainha do crime, Agatha Christie. Curiosamente não leio um livro dela há um ano. Não foi exatamente uma promessa, mas um desejo que tenho em relação aos livros dela. Para não acontecer que nem com o Sidney Sheldon, que quando comecei a gostar, li todos os livros dele de uma vez só, um atrás do outro. Resultado: não tenho quase nenhum livro dele para ler ainda. Cartas na mesa estava dando bobeira aqui na estante, e peguei para ler.

Mrs. Shaitana sempre teve um gosto peculiar pelas coisas. Certo dia, recebe a visita de Hercule Poirot, velho conhecido seu. Ambos conversam, e logo Poirot percebe a predileção do anfitrião pela morte, pelos assassinatos, principalmente aqueles que tiveram grande repercussão. A partir daí, Shaitana sugere um jantar para mostrar ao amigo a coleção de peculiaridades que possuia em seu acervo. Bom, na semana seguinte, o tal jantar ocorre, com a presença de outras pessoas além de Poirot. Logo após o jantar, decidem jogar bridge. O anfitrião se recusa a jogar, e por isso senta na poltrona da sala, descansando enquanto os convidados jogam uma partida. Algumas horas depois, estranham a inconsciencia de Shaitana e decidem averiguar. Mrs. Shaitana estava morto. E o pior, assassinado.

Começamos mais uma trama de crimes. Temos todos os elementos básicos: um corpo, o detetive, testemunhas, suspeitos e o assassino. Além disso, a arma utilizada, o ambiente. Geralmente isso é de praxe nos livros de Agatha. Em algum deles, isso torna a trama mais instigante. Porém não foi o caso desse.

É dificil explicar o porque da decepção. Digo que faltou um pouco de originalidade nesse livro. Como eu disse anteriormente, temos o cenário de praxe, todos os ingredientes de um crime. Entretanto, por mais que muitas vezes isso ocorra, não é todo livro que se torna uma decepção para o leitor. Cartas na Mesa não foi uma decepção total, mas eu esperei mais do livro.

Outro ponto que incomodou foi as indas e vindas da história. Ok, temos um assassinato e vários suspeitos. É normal que as testemunhas conversem entre si, formulando hipóteses, e indicando suspeitos. Só que não a maior parte do livro. E assim, se realmente for ver, essas conversas não levavam a lugar algum. Acabava sempre voltando a estaca zero. Não tinhamos nenhuma surpresa, ou nada que fizessemos querer virar a página para saber o que iria acontecer.

Uma terceira observação que faço é o nosso querido detetive Hercule Poirot. Sinceramente, achei que Poirot era um personagem secundário. Ele nem aparece no livro direito. Quem rouba a cena é o superintedente Battle, que o ajuda a desvendar um crime sem saída. Nesse livro, todos são suspeitos, mas nem todos tinham motivos para assassinar Shaitana. Pelos menos, nenhum conhecido por Battle e Poirot. Devo dizer que Poirot as vezes faz coisas sem sentido, mas que no final tem uma explicação um tanto óbvia.

Temos a presença cativante da Mrs. Ariadne Oliver, romancista e amiga de Poirot, e que já apareceu em outros livros do detetive.

Para ser sincero, as últimas cinquenta páginas do livro é o que realmente vale a pena. É quando a história começa a se desenrolar, e o quebra cabeça começar a ser montado. Tiro o chapéu para Agatha que consegue nos surpreender no final, apesar de ter sido um pouco corrido. Cartas na Mesa é apenas mais um caso de Hercule Poirot. Para os fãs de Agatha, é apenas passatempo. Para outros, não indicaria esse livro, e sim outros. Mas mesmo assim, não deixem de ler e tirar suas próprias conclusões!

 
As postagens voltam ao normal na terça feira! Desejo a todos um ótimo feriado e um carnaval maravilhoso!

O pistoleiro - Stephen King

domingo, 12 de agosto de 2012 | 1 comentário
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Título: O pistoleiro
Autor: Stephen King
Série: A Torre Negra #1
Páginas: 227
Editora: Objetiva
Ano: 2005
Sinopse: "O Pistoleiro" apresenta ao leitor o fascinante personagem de Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam "seguiu adiante". Para evitar a completa destruição desse mundo já vazio e moribundo, Roland precisa alcançar a Torre Negra, eixo do qual depende todo o tempo e todo o espaço, e verdadeira obsessão para Roland, seu Cálice Sagrado, sua única razão de viver. O pistoleiro acredita que um misterioso personagem, a quem se refere como o homem de preto, conhece e pode revelar segredos capazes de ajudá- lo em sua busca pela Torre Negra, e por isso o persegue sem descanso.

Desde que eu comecei a ler a leitura mais a sério, só havia lido um livro do Stephen King: A hora do vampiro. Até que não fora tempo perdido. Fiquei com um pouco de medo  durante a leitura, mas não gostei do final. Tantas idas e vindas para nada.

Sobre a série Torre Negra, motivo desse post, já tinha ouvido falar, mas nunca lido. Já havia visto os livros na livraria, mas nunca surgira oportunidade. Até que surgiu. Tinha esperança que eu gostasse mais desse escritor tão conceituado que é King.
Até que subiu um pouco no meu conceito.

O primeiro volume da série, O pistoleiro começa a contar a história de Rolland e sua obsessão pelo homem de preto. Rolland sabe que se conseguir achar o homem de preto, ele vai estar cada vez mais próximo da Torre Negra, e caso chegue lá, pode acabar com a destruição do mundo. Em seu caminho, vários obstáculos o impedem, ou pessoas passam por sua jornada.

Basicamente essa é a história. Ou começo dela. Li o livro antes das férias, e em apenas dois dias. Assim, eu sei que são sete volumes, então nem sei o que realmente vem por aí. Só tive uma amostra do que viria.
Achei o livro um pouco confuso, mas acho que essa era a verdadeira intenção de King. No skoob, dei quatro estrelas para o livro, afinal, era algo diferente, fugia do normal. Narrativa duvidosa, cenários diferentes, diálogos um pouco confusos. Se não me engano, foi uma das primeiras obras de Stephen. Talvez a imaturidade na hora de narrar prevaleça nesse livro.

Você lê o livro, e fica com várias dúvidas (me deu um pouco de raiva). Afinal, porque Rolland tem tanta obsessão pelo homem de preto? Será algo do passado? Além de que se percebe que há muitos segredos na história.
É um livro muito misterioso. O leitor realmente não tem noção do que acontece. É o livro mais fino de toda a série (apenas 227 páginas), então é rápido demais. Tenho esperanças que os próximos livros saciem minhas dúvidas.
Só tenho um comentário a fazer sobre Rolland: esquisitice. A única coisa que mais me chamou a atenção é o modo que ele protegeu Jake Chambers, garoto que havia encontrado ao acaso.
Prepare-se para possessões demoníacas,  jogos de gato e rato, cenas cheia de mistérios,  muitas dúvidas e poucos esclarecimentos, pois O pistoleiro só vai ter isso para lhe oferecer!

Os 13 Porquês - Jay Asher

domingo, 10 de junho de 2012 | 4 comentários
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Título: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256
Ano: 2010
Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

                
                 Antes de tudo: o que leva uma pessoa ao suicídio?
                 É uma pergunta que muitos querem ter a resposta, mas poucos, ou quase ninguém consegue. Por que uma pessoa, não importa qual seja que tenha uma vida pela frente, acaba com ela em um instante de segundos?
                Porque?

                Clay Jensen sempre fora apaixonado por Hanna Baker. O primeiro amor de sua vida. Aquele que a gente nunca esquece. Aquele friozinho na barriga.
Só que agora Hanna estava morta: suicídio por overdose de remédios.
                 O motivo? Ninguém sabe.
                 Algumas semanas depois, Clay chega em casa e encontra uma caixa de sapato, repleta de fitas cassete. Estranha, mas leva para dentro de casa.


Quem enviaria uma caixa de sapatos cheia de fitas? Ninguém mais ouve fitas cassete. Será que tem algum jeito de tocá-las?
Curioso, ele leva para o carro do pai, e coloca uma delas no toca-fitas.

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo.
[...] Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.

Intrigado, mas ao mesmo tempo com medo, Clay segue pelas ruas escuras escutando a voz de Hannah Baker. Uma busca desesperada por respostas.
Afinal, por que ela se matara?

Gostei bastante do livro. Ainda mais pela originalidade da história. Fugiu do modelo tradicional de diálogos, e cenas com vários personagens. Nos 13 Porquês, os personagens principais e que mais aparecem são Clay, Tony, seu amigo, e a mãe de Clay. Além da voz de Hannah, contando a história da sua vida. Além disso, outra coisa que mais chama a atenção é a simultaneidade de dois planos. Ou melhor, duas vozes. Ao mesmo tempo que Hannah vai narrando momentos de sua vida, é mostrado as reações e pensamentos de Clay na mesma hora, o que facilita maior o entendimento e dá um quê a mais na história.

Outra coisa que também me chama a atenção é o suspense. Jay Ahser fala de um assunto tão polêmico que é o suicidio em uma história de suspense. Ele dá a dosagem certa de suspense, para não tornar um livro que fale somente do suicídio, e que acaba se tornando algo difícil de ler. Achei muito legal isso!

Agora, falando dos treze motivos que levaram ao suicídio de Hannah. É claro que eu não vou falar nenhum deles, mas assim, depois que a gente termina de ler, pelo menos eu, fico pensando. Será que nós não somos assim também? Não com os pensamentos de Hannah, mas as pessoas que a levaram Hannah a se matar. As vezes alguma palavra, alguma atitude. Algo que para ti não possa ter significado nada, mas para a outra pessoa possa ter feito uma diferença enorme! O bullying é outro assunto tratado no decorrer do livro.

Chama-se também a atenção a um elemento que faz parte do livro, e que é meio antiquado, para ser sincero: as fitas cassete. Por que Hannah não gravou num celular e mandou uma cópia do CD para Clay?
Isso foi uma opção do autor. No final do livro há uma entrevista com o autor, e ele diz que teve a inspiração para a história numa visita a um museu, onde a pessoa levava um gravador de fita, com uma fita-cassete dentro, e "parado diante de cada objeto em exibição, você apertava o play e o narrador descrevia aquio que você estava olhando. Aí, apertava o stop e seguia para o próximo objeto... tudo no seu próprio ritmo".

Em alguns momentos, o livro se tornou algo meio tenso de ler. Não sei se a intenção de Jay Asher era essa, mas em algumas cenas eu senti medo igualzinho a Clay. Era sinistro tanto para Clay quanto para mim escutar a voz de uma morta. Apesar de ser ficção, tive essa sensação.

Jay Asher construi uma história bem elaborada, sem nenhuma falha. Se torna leitura obrigatória para quem gosta de livros com assuntos atuais, originalidade e suspense! Recomendo!

Uma curiosidade, e foi um dos motivos que me levaram a ler o livro é que foi confirmado uma versão cinematográfica do livro, no início de 2011. Vai ser estrelado pela Selena Gomez no papel de Hannah, enquanto Clay não se tem ator confirmado. Cogitaram a presença de Daniel Radcliffe, Logan Lerman, Taylor Lautner, Robert Pattinson e Josh Hutcherson, mas não foi nada confirmado. As gravações só começaram em meados de 2013, então o negócio é esperar.

[novidades #3] Lançamento: Você Está Sendo Vigiado

quinta-feira, 7 de junho de 2012 | 1 comentário
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Eu, aqui final de tarde, navegando pela internet, quando descobri o livro Você Está Sendo Vigiado, de Gregg Hurwitz, que vai ser publicado no próximo dia 15 de junho, pela Editora Arqueiro, e vou compartilhar aqui com vocês.




“Com uma trama bem construída, cheia de reviravoltas e revelações surpreendentes, Hurwitz nos deixa vidrados, tentando adivinhar até as últimas páginas quem é o verdadeiro inimigo.” - Booklist


Sinopse: Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise.

Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos propondo um acordo para que tudo volte ao normal. Desesperado, ele não hesita em aceitar a oferta.

Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles.

Eletrizante da primeira à última página, Você está sendo vigiado foi um enorme sucesso de crítica nos Estados Unidos, fazendo com que Gregg Hurwitz fosse apontado como uma das revelações do suspense, comparado a grandes mestres do gênero, como Harlan Coben.

Pré-Venda: Saraiva

Eu adorei esse livro! Pode ter certeza que entrou na minha lista de desejos!!!

Virtude Indecente - Nora Roberts

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Título: Virtude Indecente
Autora: Nora Roberts
Páginas: 294
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2009
Sinopse: Quando uma superstar da literatura policial visita a irmã, pretendendo relaxar e espairecer da cansativa turnê de lançamento de seu novo bestseller, vê-se na pista de um assassino da vida real que já desestruturou sua vida e agora... pretende matá-la.
Grace McCabe fica chocada ao descobrir que a irmã Kathleen mora num subúrbio decadente de Washington, D.C., e complementa a renda como operadora de telessexo após ter passado por um divórcio penoso. Entretanto, com a empresa Fantasia garantindo anonimato completo aos funcionários, até onde essa atividade pode ser perigosa? Grace logo descobrirá a resposta quando certa noite, ao regressar para casa, depara-se com uma cena tenebrosa, que poderia ter saído de um de seus mais apavorantes romances.
Ignorando as advertências do tranquilo detetive Ed Jackson, monta sozinha sua própria armadilha para incitar o assassino a sair do esconderijo.
Mas o que pode protegê-la de um maníaco cuja volúpia de matar não se detém diante de nada... nem de ninguém?


              Mais um livro da Nora Roberts concluído. Oh escritora para fazer livros bons! Adoro jeito que ela escreve, as tramas, personagens. Tudo tão cativante, tão intenso. E Virtude Indecente não foi diferente.

              Dessa vez, sua protagonista é uma escritora de livros policiais de sucesso, Grace McCabe. Após uma turnê de seu mais novo bestseller, ela resolve fazer uma visita a irmã, Kathleen, num subúrbio decadente de Washington, pois sabia que a irmã tinha acabado de sair de um divórcio penoso, então achava que poderia ajuda-la de alguma forma.
Lá, fica chocada ao descobrir a dupla jornada da irmã: de dia, era professora, e de noite, trabalhava na empresa Fantasia, como operadora de telessexo. Ela que não tinha tanta intimidade com Kath, estranha a principio, mas depois se conforma.
A vida de Grace vira de cabeça para baixo quando certa noite chega em casa e encontra Kathleen estuprada e enforcada com o fio de telefone.

            Era como uma cena saída de um dos livros dela. Depois do assassinato, chegava a polícia. Alguns tiras cansados, alguns taciturnos, outros cínicos. Dependia do clima da história. Às vezes dependia da personalidade da vítima. E dependia, sempre, da imaginação.
            A ação podia ocorrer num beco ou numa sala de visitas. A atmosfera era sempre uma intricada parte de qualquer cena.
            O bandido sempre tropeçava no fim.
                                                                                                    Virtude Indecente. pg. 61

                    Com a ajuda de Ed Jackson, detetive e vizinho de Kathleen, Grace tenta descobrir quem fez aquela monstruosidade com sua irmã, pois para ela, fazendo isso poderia diminuir seu ressentimento com Kathleen.

                   Logo se vêem envolvido num mundo o anonimato é tudo. Clientes que conhecem suas mulheres só por um apelido, mulheres que saciam a vontade de vários homens apenas que toque de sua voz.
                   Outros crimes acontecem, e sempre a mesma ligação: as Empresas Fantasia.
                  Porém, chega um determinado momento que Grace decide intervir na investigação, e arma sua própria emboscada para pegar o assassino. Porém, não sabe o risco que irá correr.

                  Como eu disse anteriormente, adoro os livros da Nora Roberts. São livros muito bem construídos, com personagens que cativam, diálogos bem escritos. Ela consegue manejar o romance juntamente com o mistério. No caso desse, a história se volta mais para o lado policial, algo mais cheio de ação.
                  Geralmente nos livros de suspense, ela segura a identidade do assassino até o fim, mas não foi o caso de Virtude Indecente. Desde a primeira cena em que aparece o assassino (um dos elementos presentes nos livros dela: cenas em que aparece o assassino sozinho, pensando no seu próximo crime, seu próximo passo.), ela revela quem ele é. Um assassino cruel, louco, que cria seu próprio mundo da fantasia, e além de tudo, um pouco descuidado. Completamente louco.
                   Nora Roberts realmente consegue manobrar, e criar cenas de deixar qualquer um tenso. Cria muito bem a mentalidade do assassino (e olha que esse era realmente desequilibrado), e como ele influencia na vida dos personagens.
                   Vale a pena conhecer o trabalho dessa escritora fascinante que é a Nora!

Resenha: Punição para a Inocência - Agatha Christie

domingo, 6 de maio de 2012 | 4 comentários
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Esta é a história da família Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, o mais intempestivo dos filhos, mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão. Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai colocar toda a família sob suspeita. 
Título: Punição para a Inocência
Autora: Agatha Christie
Editora: L&PM Pocket
Páginas: 270
Ano: 2009 



                       Primeiro livro de Agatha Christie que resenho. Para quem não sabe, Agatha Christie é considerada a rainha do crime, e seus livros já foram traduzidos por todo o mundo. Seus personagens mais conhecidos, Hercule Poirot e Miss Jane Marple, já foram adaptados para o cinema inúmeras vezes. E além disso, uma das minhas autoras favoritas.
                      Mas vamos ao livro. Punição para a Inocência eu li no inicio deste ano, e adorei.  Ele foi publicado em 1958. Nele conhecemos a família Argyle. Poderia ser considerada uma família qualquer, mas não era. Algum tempo atrás, Jacko, o filho mais velho, matou sua mãe num momento de loucura.
                      O livro inicia com a chegada de Doutor Arthur Calgary a Sunny Point, morada dos Argyle. Ele chega na casa com uma notícia bombástica para a família: Jacko era inocente!
                     Claro que isso provoca uma tremenda reviravolta logo no início da história. Afinal, se não fora Jacko que matara sua mãe, quem fora?
                     A notícia movimenta tanto Sunny Point, quanto a cidade. Quem teria matado a Rachel Argyle? Seria a enfermeira do Sr. Argyle? Ou então Micky, um dos filhos dela? Talvez Hester, um tanto tola, mas até que ponto? E qual o motivo? Ciúme? Raiva? Queima de arquivo? Ou vingança? Todos passam a ser suspeitos e a querer saber o que realmente aconteceu, outros nem tanto. Cria-se um clima de tensão e desconfiança sobre a casa, porque qualquer um pode ter feito o crime. Todos tinham motivos e chances. Mas só há um culpado. A partir dali, em quem confiar? Quem está mentindo.
                     Agatha Christie sabe como criar uma história cheia de mistérios, dúvidas e reviravoltas. Punição para a Inocência não é diferente. Personagens bem criados, cada um com suas características se misturam ao cenário tentador que percorre seus livros. Além disso, sua narrativa a cada descoberta torna seus livros atraentes e compulsórios. O estilo dela me cativa muito também. Aquela coisa de prestar atenção, não deixar escapar nada, porque qualquer movimento em falso, ou qualquer coisa despercebida pode fazer a diferença no final. Ou então aquele fato do passado, que volta a tona. Algo há muito tempo esquecido, mas que volta para assombrar. Contudo, em alguns livros (talvez seja o caso desse) por mais que você preste a atenção e depois de ler um pedaço fique matutando na cabeça: "Pode ter sido ele," "Não, mas ele fez isso, isto e aquilo," "Mas ela tinha mais motivos", entre tantas outras teorias, Agatha consegue mesclar, fazer a gente desconfiar e ansiar pelo resultado, e nos apresentar um final totalmente surpreendente.
                     Recomendo muito o livro. Como todos os outros livros dela, você vai se surpreender!