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Marina, de Carlos Ruiz Záfon

terça-feira, 28 de janeiro de 2014 | 2 comentários
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Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Záfon
Editora: Suma de Letras
Ano: 2011
Páginas: 189
Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
Avaliação: 5/5 estrelas

Marina é o livro proposto para janeiro no desafio Bola de Leitura
Espanha - Suspense

Carlos Ruiz Zafón é conhecido no Brasil pelos seus livros carregados de mistérios e segredos, dentre eles A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. No entanto, outros livros também merecem destaque, sendo um deles Marina, lançado pela Editora Suma de Letras. Presenteado pela minha prima, decidi iniciar a leitura desse, principalmente por ser um livro mais rápido de ser lido. Pelo menos foi isso que eu esperava. E eu encontrei muito mais.
Óscar Drai é um jovem de 15 anos que vive no internato, juntamente de colegas e dos padres. Encantado e ao mesmo tempo intrigado pelos casarões que existiam ali na redondeza, Óscar decide adentrar um deles. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. No entanto, ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Alguns dias depois, retornando a casa para devolver o relógio, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que vive ali junto de seu pai doente, Gérman e seu gato, Kafka. Marina o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Determinados a desvendar o mistério que envolve aquela senhora, Marina e Óscar perambulam pelas ruas de Barcelona a procura de respostas e explicações para os acontecimentos que passam a fazer parte da vida dos jovens, principalmente na de Óscar. Ademais, Óscar acaba se afeiçoando de tal maneira de Marina e Gérman, principalmente da menina. Juntos, viveram perigos e aventuras, desvendando e trazendo a tona segredos há muito tempo guardados.
Faz um bom tempo que eu lera os outros livros do autor. Lembro que na época, os elementos das histórias de Záfon eram únicos, criativos e originais, o que me cativou profundamente. Suas histórias eram totalmente diferentes de tudo aquilo que eu já tinha lido. E foi exatamente isso que encontrei também em Marina.
Narrado sob a ótica de Óscar, Marina nos leva a Barcelona da década de 1980, aos casebres, as ruas escuras e sombrias, a aquela atmosférica quase que gótica. Óscar tem sua rotina baseada no internato onde vive, juntamente de seu melhor amigo, JF. Záfon construiu um protagonista cativante, seja pela sua necessidade de aventura e seu sentimento de curiosidade, seja pela sua coragem ou até mesmo pelos seus sentimentos por Marina.
Além de tudo, Óscar é carente. E aí é que entra Gérman e Marina. Ao longo da história, percebemos um laço de amizade que se fortalece aos poucos, tornando os dois parte da família do garoto. Não havia lido a sinopse, então, não sabia o que esperar da história. A principio imaginava que Marina e seu pai tinham algum segredo que pudesse deixar Óscar em perigo. No entanto, fui surpreendido de maneira positiva. Para não estragar a surpresa, deixarei para que o leitor realize a leitura e descubra por si mesmo.
Só posso adiantar que Záfon cria situações e histórias paralelas de tal maneira que só tem a contribuir para o desenvolvimento da história central. Sua narrativa é marcada pelo mistério e sombria a ponto de ter me deixado alarmado e empolgado. Apesar disso, não é uma narrativa fluida: é extremamente detalhista, e em alguns momentos, carente de diálogos. Mesmo assim, isso não interfere diante da maneira com que ele conduz. Marina é uma personagem também bem construída, principalmente pelo papel que ela representa para Óscar. O sentimento de amizade que surge entre os dois é repleto de valores como lealdade e companheirismo.

Marina é profundo, misterioso e ao mesmo tempo seduz o leitor. Apesar de o título sugerir algo, a história segue por outros rumos. Záfon consegue conduzir a história de maneira a deixar qualquer leitor satisfeito. Durante a leitura, me pegava imaginando como seria uma adaptação cinematográfica e acho que seria uma boa pedida!

A casa que amei - Tatiana de Rosnay

quarta-feira, 3 de julho de 2013 | 3 comentários
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Título: A casa que amei
Autora: Tatiana de Rosnay
Editora: Suma de Letras
Páginas: 224
Ano: 2012
Sinopse: Paris, 1860. Centenas de casas estão sendo demolidas e bairros inteiros reduzidos a pó. Por ordem do imperador Napoleão III, o Barão de Haussmann dá início a uma série de renovações que alteram para sempre a cara da antiga capital. As reformas apagam a história de gerações, mas, em meio ao tumulto, uma mulher resiste. Rose Bazelet é uma viúva parisiense há anos de luto pela morte do marido. Mesmo assim, mantém uma vida movimentada com amigos e uma rotina que a satisfaz. Quando sua casa é posta na linha de destruição pela modernização parisiense, ela se desespera e não se conforma. Ela está determinada a lutar até as últimas consequências contra a derrubada de sua casa, que guarda tantas lembranças de sua família. Enquanto outros moradores fogem, Rose se recusa a sair e inventa histórias para despistar os amigos, se escondendo no porão da casa. Sua única companhia é Gilbert, um maltrapilho que a visita e lhe traz comida. Numa tentativa de superar a solidão do dia a dia, ela começa a escrever cartas a Armand, seu marido já falecido. À medida que mergulha nas lembranças, em meio às ruínas, Rose é obrigada a enfrentar um segredo que esconde há trinta anos. Conforme o dia da demolição se aproxima, seus relatos ficam mais comoventes e surpreendentes. Enquanto enfrenta o passado, ela também tem que lidar com os sentimentos conflitantes que nutre pelos filhos. Com Violette, sua filha mais velha, tem um relacionamento distante. Baptiste, por outro lado, é um filho que ama intensamente, mas que lhe deixou feridas difíceis de serem superadas. 
Avaliação: 4/5 estrelas
 
A casa que amei foi um livro que peguei por acaso. Estava na biblioteca quando eu vi ele na estante, achei interessante a capa e decidi levar. Já ouvira falar de outro trabalho da autora, A chave de Sarah, e decidi encarar esse. E não me arrependi. Por ser um livro curto, não vou me alongar muito na resenha.
 
Tatiana nos leva a um tempo distante, em que Paris passa por uma revitalização brusca, mas que definiu o que conhecemos hoje. O imperador da época, Napoleão III, dá ordens ao Barão de Haussmann para realizar mudanças que acabam mudando a cara da antiga capital e a transforma em outra totalmente diferente. Gerações e histórias do passado são apagadas, mas alguém no meio de todas as pessoas é contra tudo isso. Rose Bazelet vive em sua casa, quando fica sabendo da notícia. Disposta a enfrentar e evitar que isso aconteça, ela se esconde no porão de sua casa. Sua única companhia é um maltrapilho, Gilbert, que lhe faz companhia e lhe traz comida. Como maneira de passar o tempo, ela escreve cartas ao marido falecido, Armand, relembrando tudo o que havia passado nos últimos tempos. Só que ao mesmo tempo que ela luta pela preservação de sua memória, ela tem que enfrentar um segredo do seu passado que pode mudar a sua vida.
 
Posso dizer que o mais me encantou foi a capa e principalmente a sinopse. Passei um semestre estudando a importância de preservar o passado e dar atenção aos "marginalizados" e esquecidos. Quando li a sinopse do livro, na mesma hora pensei nas minhas aulas. Ler A casa que amei é uma maneira de reviver tudo que aprendi e o que posso ainda compreender.
 
A narrativa de Tatiana é fluida e sentimental ao mesmo tempo. Apesar de serem cartas para o marido, conforme a história adentra, se torna quase que um diário. Os conflitos e sentimentos da personagens, as relações com os filhos, o amor que ela sentia pelo marido são coisas que tornam o livro belo e gostoso de ser lido.
 
O fato que mais me incomodou foi um pouco mais de ação na história. Por ser uma história muito narrada, em alguns momentos se mostrou um pouco cansativa e monótona. Contudo, Tatiana consegue criar uma personagem forte, determinada, mas atormentada pelo passado, que cria no leitor o sentimento de coragem mais ao mesmo tempo de medo, de insegurança. E isso somando aos elementos históricos que permeiam a narrativa da autora, a situação da época, tornam o livro único e verdadeiro.
 
Terminei o livro satisfeito e curioso para saber mais sobre as obras da autora e sobre o período abordado. Imagine quantas histórias e quantos segredos foram "esquecidos" durante essa grande mudança que ocorreu na capital francesa? É, como diz o outro "é pano para muita manga". Quem gosta do gênero, vale a pena a leitura.

As últimas quatro coisas - Paul Hoffman

quinta-feira, 7 de junho de 2012 | 1 comentário
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Título: As últimas quatro coisas
Autor: Paulo Hoffman
Editora: Suma de Letras
Série: A mão Esquerda de Deus #2
Páginas: 304
Sinopse: Voltando ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale é avisado pelo Lorde da Guerra que a destruição da humanidade é necessária, a única maneira de desfazer o maior erro de Deus. Cale aparentemente aceita o seu papel no fim do mundo: foi destinado a ser a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está a seu alcance, o ardor aterrorizante e poderio militar dos Redentores é uma arma para ele utilizar tão simplesmente quanto uma vez utilizara uma faca. Mas talvez nem mesmo o poder sombrio que os Redentores detêm é suficiente para Cale – o menino que se transforma a partir do amor ao ódio venenoso num piscar de olhos, o menino que alterna entre a bondade e a violência pura em um piscar de olhos. O aniquilamento que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas sua alma é muito mais complexa do que poderiam imaginar.

                Depois de tantas idas e vindas, consegui terminar As últimas quatro Coisas. Já que não tive acesso ao primeiro (só mesmo em computador, e eu não gosto de estar na frente da tela lendo), acabei lendo o segundo. Quem sabe mais para frente eu leio o primeiro.
Mas vamos ao livro.
                 O amigo com quem eu peguei emprestado me deu um breve resumo do que aconteceu no primeiro, mas também nas primeiras páginas de As últimas Quatro Coisas pode se ter uma breve noção.

                Nesse livro, Bosco diz a Cale que ele é a salvação da Terra. Que para a Terra se ver livre de todo o mal, ele teria que expurgar todos os malfeitores dela, matando-os. Era considerado o Anjo da Morte. Essa questão de ser o Anjo da Morte fica bem visível no decorrer do livro. Os ensinamentos de Bosco para Cale, sempre com essa visão de “salvação”. Em partes, me lembrou o período da Idade Média, onde a Igreja condenava os que não eram considerados puros.
               Porém, como nem tudo é perfeito, Cale começa a se questionar do que realmente está fazendo. Será que não estava sendo um tanto influenciado?

               Não quero me estender muito na resenha, então vou ser bem direto: o livro não atingiu minhas expectativas. Antes de tudo achei o livro totalmente cansativo. Li até o final, só para saber aonde iria dar, mas ele é muito cansativo. Além do mais, sua narrativa, é um tanto truncada, o que contribuiu para se tornar cansativo, e também uma difícil compreensão.
                A difícil compreensão do livro fica bem evidente no início (pode até ser que senti isso já que não li o primeiro). Porém não é um livro ruim.
               Outra coisa muito presente no livro são as batalhas. Meu Deus, quantas batalhas! Isso me fez lembrar o Assassin’s Creed, só que lá tinha mais mortes.
Agora chega a hora mais difícil: recomendar ou não? Vou deixar a critério, mas como eu disse antes, não foi aquilo que eu esperava.