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Experiências Históricas: A geração de 1870!

quarta-feira, 1 de abril de 2015 Nenhum comentário
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Rio de Janeiro - Avenida Central, atual  Av. Rio Branco - 1905
Hoje inicia um novo mês (que ele venha repleto de alegrias e felicidades, ainda mais porque amanhã começa o feriadão!), então vim falar de um tema que teve bastante participação no semestre passado na faculdade. Fiz um seminário e um artigo sobre. É a respeito de um período que o Brasil teve transformações nas percepções e sensibilidades sociais a respeito da vida. Tal período teve início na virada do século XIX, quando se instaurou no Brasil o período Republicano, e se por causa disso, se percebeu uma espécie de aceleração do tempo. Isso se dava decorrente das mudanças que ocorriam pelas cidades, com uma modernização acelerada, provocada pelos setores mais altos da sociedade, que queriam inserir o Brasil numa categoria de metrópole.

Atualmente, tem-se colocado o movimento modernista relacionado diretamente a Semana de Arte Moderna, ocorrido em 1922, com a atuação de escritores famosos como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e outros artistas, como Anita Malfatti. Só que ao mesmo tempo, alguns historiadores tem se debruçado a tentar construir outra visão sobre o tema, voltando no tempo e destacando a atuação da chamada “geração de 1870”. Além disso, pensam o movimento como simultâneo e aberto a uma pluralidade, que ao longo dos anos (de 1870 até 1922) sofreu variações em sua síntese.

Esse grupo de intelectuais incluíam Tobias Barreto, Silvio Romero, Euclides da Cunha, Machado de Assis, dentre outros. Em seus textos e trabalhos, procuravam demonstrar seus sentimentos em meio a uma sociedade que tentava adquirir um novo status. Buscavam determinar a visão de brasileiro que se queria ter no momento, vendo na figura do indígena, do africano, do europeu e do mestiço possíveis possibilidades para isso, ao mesmo tempo em que criticavam atitudes e influências derivadas de fora. Queriam realmente algo que fosse brasileiro! Euclides da Cunha, autor de Os sertões, tinha no sertanejo o símbolo da nacionalidade, sendo que a raça e a terra são resgatadas pelo autor como fator da originalidade cultural brasileira. Outro caso é o de Silvio Romero, que em seus textos destacava a questão da diversidade cultura presente no país.

Nos dias atuais se percebe a importância de conhecer a história desses intelectuais. Eles, em seu contexto, discutiram e influenciaram nosso jeito de ser e de ser representado. Para conhecer mais sobre o assunto, há alguns autores que discutem a temática, dentre eles Flora Sussekind, Mônica Velloso e Nicolau Sevcenko.

O duque e eu - Julia Quinn

quarta-feira, 9 de julho de 2014 | 1 comentário
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Título: O duque e eu
Série: Os Bridgertons #1
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Avaliação: 5/5 estrelas (favorito)

Nos dias atuais, temos uma gama de autoras de romances históricos que encantam seus leitores pelos personagens e sentimentos envolvidos em um romance, quase sempre, água com açúcar, sendo que Patricia Cabot e Hannah Howell são apenas algumas daquelas que são mais conhecidas. Não tenho tanta certeza, mas foi apenas com o lançamento de O duque e eu, primeiro volume da série Os Bridgertons que o trabalho de Julia Quinn chegou em terras brasileiras. Quando ganhei num sorteio, não tinha a menor perspectiva de que o livro fosse me encantar ou me cativar. Doce ilusão.

Simon Basset, o duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis meses viajando pelo mundo. Rico, solteiro e bonito, ele é um prato cheio para as damas da sociedade, que querem um pretendente nessas características para um casamento. No entanto, Simon não quer casar de modo algum. Para se ver livre dessas mulheres, ele precisa de um plano infalível. Seu melhor amigo, Anthony Bridgerton, tem como irmã Daphne. 

Em uma época que chegar a uma determinada idade sem casar é um insulto para a família da moça, Daphne se vê exatamente nessa mesma situação. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. Quando os dois se conhecem, Simon faz uma proposta a ela: ele fingiria que a corteja, e logo, uma chuva de pretendentes iria bater em sua porta. Dessa maneira, ela conseguiria um marido ideal e Simon se livraria da perseguição das solteiras de Londres. Só que conforme o tempo passa, a farsa acaba dando lugar a uma troca de sentimentos sinceros e um possível tórrido romance entre os dois.

Eu poderia destacar mil motivos para eu não ter lido o livro de uma vez só, mas acho que destacarei o principal: eu simplesmente não queria que ele acabasse. Como disse anteriormente, não havia perspectivas que o livro pudesse me agradar tanto quanto eu esperava. A história, por mais que pareça clichê e previsível em diversos momentos, ganha o leitor por outros elementos.

Mamãe!
- Muito bem. Os seus deveres conjugais... quer dizer, a consumação... é como se fazem os bebês.
Daphne se apoiou na parede.
- Então a senhora fez isso oito vezes? (QUINN, 2013, p. 179)

Primeiro destaco a construção da família Bridgerton, composta de nada mesmo que oito filhos. Daphne é a filha mais velha dentre as mulheres, e é obrigada, muitas vezes a aturar os ataques de ciúmes de seus irmãos mais velhos, dentre eles Anthony, e as indiretas de sua mãe, Violet, que quer arrumar um pretendente para ela de qualquer jeito. Independente e amadurecida para sua idade e para a época, Daphne sabe bem o que quer e como alcançar seus objetivos. Simon é o típico galã de cinema, mas amargurado pelo passado que o ainda atormenta, principalmente pelas atitudes do pai em relação a ele. Personagens conhecidos de outras histórias, nesse caso, Julia Quinn utiliza de outras artimanhas que tornam Daphne e Simon únicos: quando ambos se conhecem, seus diálogos são dotados de um humor afiado, em meio a situações cômicas e extremamente divertidas.

Na minha opinião, apesar do humor presente, O duque e eu aborda questões muito mais profundas, como é o caso do próprio Simon. Amargurado pelo que seu pai fizera com ele no passado, Simon não consegue seguir em frente e ser feliz. E é graças a Daphne que permite superar o que acontecera e tentar ter uma vida diferente. Ambos formam aquele casal que você torce por eles ao longo da história, apesar de que Simon em alguns momentos seja cabeça-dura e teimoso. 

Elementos paralelos, mas que dão um toque a mais no livro estão presentes, como a Lady Whistledown, colunista social cuja verdadeira identidade não é conhecida aos olhos de todos, e que, com seus comentários ácidos e sarcásticos, em uma versão de Gossip Girl do século XIX, transmite ao leitor através das “Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown” o panorama da sociedade londrina, em meio a bailes e festas de gala.

Julia Quinn conseguiu me ganhar em seu primeiro livro. Confesso que terminei o livro ansioso para a leitura do próximo, O visconde que me amava, cujo protagonista é Anthony, um dos personagens que mais curti. Divertido, sentimental, profundo e encantador, O duque e eu é o livro que você lê a última página com um sorriso de orelha a orelha e fica com um gostinho de quero mais.

O Andarilho - Bernard Cornwell

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 Nenhum comentário
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Título: O Andarilho
Autor: Bernard Cornwell
Série: A Busca pelo Graal #2
Editora: Record
Ano: 2012
Páginas: 461
Sinopse: Neste novo romance, a aventura começa em 1346. Os ingleses invadiram a França e os escoceses a Inglaterra. São tempos incertos e obscuros, e o primeiro que encontrasse o Santo Graal - uma espécie de tesouro guardado por anjos e procurado por demônios - seria considerado vitorioso. Thomas de Hookham, jovem arqueiro inglês, que aos 18 anos viu o pai morrer em seus braços após um ataque de surpresa, deixa a França, seguindo para as Ilhas Britânicas em busca do cálice e do assassino de seu progenitor. Filho bastardo do homem que dizem ter chegado mais perto que qualquer outro do cálice, Thomas tem uma grande e secreta vantagem sobre todos. Um diário escrito em latim, hebraico e grego - uma espécie de código - deixado por seu pai, que parece conter informações sobre o esconderijo do tesouro. Mas o destino parece desafiar o jovem arqueiro. Bernard de Taillebourg, inquisidor francês, está à caça de Thomas - e do precioso diário de seu pai. Para completar, por trás de Bernard está alguém ainda pior, o calculista Cardeal Bessières, que almeja o mais poderoso e supremo dos cargos, o papado, algo que só o Graal poderia garantir. Para isso, ele seria capaz de absolutamente tudo. Em sua busca desesperada, ele parece contar com o apoio de outros personagens de caráter duvidoso como o fanático Lorde de Roncelets e o lisonjeiro Conde de Coutances. Mas até quando? Até onde o poder do cálice pode corromper, destruir ou construir alianças? Por outro lado, o leal e determinado Thomas contará com o apoio do nobre inglês Lorde Outhwaite e do esgrimista escocês Robbie Douglas, na sua jornada.
Avaliação: 4/5 estrelas
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Ano passado conheci o trabalho de Bernard Cornwell. Com a leitura de O arqueiro, confesso que fiquei impressionado com o trabalho do autor, principalmente pela reconstrução histórica realizada. Seus livros são sucesso em todo mundo, principalmente a série As Crônicas de Arthur que reconta a história do Rei Arthur. Quando terminou as aulas no fim de 2013, decidi pegar os dois livros que concluíam a trilogia e estava disposto a ler nas férias. Apesar disso, acabei só conseguindo ler O andarilho, principalmente por que se encaixava no desafio Historiteratura no mês de fevereiro, que era ler um livro sobre a Idade Média. Além disso, enquadrava-se no Bola de Leitura, da categoria histórico da Inglaterra.

Após a Batalha de Crécy, Thomas está mais decidido de sua missão: achar o Graal. Juntamente do padre Hoobe e de Eleanor, sua mulher, ele parte em direção a um vilarejo onde ele pode encontrar informações sobre sua família, que ao que tudo indica, possuíra o Graal no passado. No entanto, ele descobre que não é o único a busca do objeto tão estimado. Bernard de Taillebourg, francês, frade dominicano e inquisidor, que também quer ter o objeto mais procurado da cristandade. Só que para não manchar suas mãos com sangue, ele não medirá esforços, mesmo que para isso tenha que justificar suas mortes dizendo que é em nome da Igreja. A busca de Thomas toma outros rumos, e o arqueiro inglês sabe que pode se tornar cada vez mais perigosa.

Como muitos dizem, em casos de trilogias, é o segundo livro considerado o divisor de águas. O primeiro é o introdutório, e o terceiro, o desfecho, sendo o segundo considerado, talvez, o mais importante. No caso de O andarilho, percebemos um maior desenvolvimento da história, só que não chegamos a um ponto conclusivo em boa parte do livro.

Todas as características ou maneira que Bernard constrói Thomas tornam o herói. Quando escrevi a resenha de O arqueiro ano passado, lembro que comentei a semelhança entre Thomas e Enzo, protagonista de Assassin’s Creed. Lendo O andarilho, me veio a lembrança de outro protagonista: Harry Potter. Os três têm muito em comum, e Bernard faz isso de propósito: Thomas muda muito ao longo dos dois primeiros livros, e a vida impõe que ele mude. Não é algo que ele queira: ele tem que assumir novas responsabilidades. Perde o pai, se vê em meio a uma busca de um objeto que não sabe mesmo se existe e em muitas situações não sabe em quem confiar. Amadurecimento nos personagens é um ponto que me conquista profundamente, e Bernard soube trabalhar bem essa questão.

No entanto, houve um pequeno problema que me atrapalhou a leitura desse livro: temos um ponto de partida, mas não conseguimos ter uma linha de chegada. Bernard traça a história ao longo de quase 500 páginas, mas em muitos momentos, não chega a uma conclusão. A história acaba indo de um lugar para outro, sem que tenhamos perspectiva do que pode acontecer. Consegui sentir isso apenas na reta final, quando a história realmente se torna mais ágil e envolvente.

Apesar disso, não posso deixar de comentar as cenas de batalha, que mais uma vez, me surpreenderam. Só imagina você reconstruir uma batalha que ocorreu há quase 700 anos atrás? Pois é, Bernard Cornwell faz exatamente isso. Ao final do livro, ele traz uma nota histórica, dando, para o leitor uma noção do que aconteceu ou o que foi ficção. Só que a maneira que ele narra as cenas, com todo aquele aparato de armas e estratégias, dão ao leitor uma noção bem grande do que era esses eventos durante a Idade Média.


Bernard Cornwell escreve mais um capítulo da saga de Thomas Hookton. Empolgante, bem delineado, apesar de algumas falhas ao longo da leitura, Bernard se consagra na minha estante, mostrando o seu trabalho primoroso, com personagens controversos e bem construídos (destaque principalmente para o frade De Taillebourg). Fiquei bem curioso pela leitura do próximo livro, O herege.

Quatro filmes sobre a Segunda Guerra Mundial!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 | 8 comentários
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No último sábado, fui ao cinema conferir a tão esperada adaptação de A menina que roubava livros. Estava bem empolgado, pois o trailer prometia um filme emocionante, apesar de não lembrar muita coisa a respeito do livro. Vi e adorei o filme tanto que fiquei pensando nesse final de semana acerca do evento que fora a Segunda Guerra Mundial. Tanta opressão, tanto sentimento de medo, de não haver perspectiva de um amanhã diferente. Mesmo assim Liesel arrumou uma maneira de mudar o cenário: através dos livros. Hoje venho aqui trazer quatro filmes que retratam, de maneiras diferentes um período tão conturbado que fora a Segunda Guerra.

1. A menina que roubava livros (2014)



Não podia deixar de começar esse post senão falando desse filme. Baseado no best-seller de Markus Zusak, o filme conta a história de Liesel de maneira tranquila, mostrando desde a sua adoção até conhecer Max, personagem de suma importância na história. Gostei bastante do filme, e acho que vale a pena a ida até o cinema!



2. O menino do pijama listrado (2008)


Seguindo a linha, tem O menino do pijama listrado. O filme mostra a visão da Segunda Guerra sob o ponto de vista de duas crianças: uma ariana, filha de um oficial nazista, que mora próximo a um campo de concentração, e outra, uma judia, que não tem noção do que está acontecendo ao seu redor. Juntos, os dois formam uma amizade sincera, mas proibida aos olhos nazistas. Uma história delicada, emocionante e triste, O menino do pijama listrado encanta tanto no filme quanto no livro.



3. A lista de Schindler (1993)


Diferente do dois anteriores, A lista de Schindler conta a história de Oskar Schindler, empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus ao empregá-los em suas fábricas. Filmado em preto e branco e com mais de três horas de filme, A lista de Schindler foi aclamado pela crítica na época e recebeu sete Oscars, dentre melhor filme e melhor diretor.



4. O pianista (2002)


Baseado nas memórias do pianista polonês judeu Władysław Szpilman, o filme focaliza um músico que interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da Segunda Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus pelos nazistas. A produção acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração.

Esse é um dos filmes que ainda pretendo assistir e ler o livro. Parece ser um excelente filme. 


Aqueles que nos salvaram - Jenna Blum

domingo, 8 de dezembro de 2013 | 1 comentário
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Título: Aqueles que nos salvaram
Autora: Jenna Blum
Editora:  Casa da Palavra
Páginas: 392
Ano: 2011
Sinopse: Uma história que ultrapassou todas as barreiras e preconceitos religiosos e ideológicos em nome do amor. Aqueles que nos salvaram conta a história de Anna, uma jovem de 18 anos com um futuro promissor aos olhos do pai, um simpatizante nazista: casar-se e ter filhos com um oficial alemão. Ao se apaixonar por um médico judeu, no entanto, sua vida muda completamente. Revelando uma história de paixão e amor condenado, um retrato sobre a vida durante a guerra e um impressionante drama da relação mãe e filha, o livro explora profundamente aquilo que escolhemos suportar ou resistir para sobreviver e o legado da culpa. O romance, narrado de forma envolvente pela autora, Jenna Blum, permaneceu na lista dos mais vendidos do New York Times durante um ano.
Avaliação: 4/5 estrelas
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Posso estar enganado, mas o que mais tem nos últimos tempos são livros e filmes relacionados a Segunda Guerra Mundial. Basta ir na locadora mais próxima e pedir algo relacionado a esse período: provavelmente você encontrará uma grande variedade de filmes, com diferentes enfoques e concepções. Na literatura, a mesma coisa. Quando me deparei com Aqueles que nos salvaram, achava que era apenas mais um livro sobre o período. A Segunda Guerra foi, na minha opinião, o maior acontecimento do século XX. Acontecimento esse, que deixou milhares de marcas na vida das pessoas. Foi com esse pensamento que Jenna escreveu esse livro.
 
Alemanha, 1939. Na cidade de Weimar, vive Anna, uma jovem de 18 anos que tem seu futuro comprometido: casar com um oficial alemão e poder dar sequência a raça ariana. Tudo muda quando ela se apaixona por um médico judeu, e seu mundo vira de ponta cabeça. Sem saída, ela se hospeda numa padaria próxima a sua casa, que além de tudo, servia como Resistência contra os nazistas. Aos poucos, ela começa a participar das atividades, e seu futuro estará incerto.
Cinco décadas mais tarde, Anna vive como uma cidadã norte-americana, em Minnesota. Sua filha Trudy, é professora de História alemã, e decide participar de um projeto com o intuito de recontar a história da Segunda Guerra a partir do enfoque das mulheres alemãs. No entanto, mexer com esse passado pode gerar sentimentos controversos, pois o projeto acaba atingindo sua vida pessoal. Para Trudy, Anna era uma excelente testemunha. Todavia, Anna quer esquecer esse passado tão doloroso. A única prova que Trudy tem é uma fotografia dela e de sua mãe ao lado de um oficial nazista. Quanto mais Trudy embarca na busca pela verdade, mas ela passa a conhecer um passado tão sofrido do qual ela fez parte, e que gera marcas até os dias de hoje.
 
O ponto de partida do livro parece ser bacana, e um dos comentários que sempre vem nos livros na parte de trás, dizendo que era difícil encontrar um livro prazeroso sobre o Holocausto, e fora o que Jenna fizera, me deixaram extremamente curioso pela leitura.  Diante dos outros que tinha para ler, acabei passando esse na frente. Comecei  a leitura timidamente, conhecendo os personagens e o cenário.
 
Aqueles que nos salvaram não é daqueles livros que te ganham facilmente. Confesso que demorei um pouco para conseguir me envolver com a história, principalmente pela falta de diálogos e excesso de narrativa. O livro é dividido em várias partes, entremeando passado e presente. No passado, temos a chance de conhecer melhor a vida de Anna durante a Segunda Guerra, e no presente, conhecemos ar relação de Trudy com sua mãe. Além disso, outro ponto que me incomodou nos primeiros capítulos (em 1939) foram as atitudes de Anna. Sério, eu achei ela extremamente mimada!
 
No entanto, com o decorrer do livro, a história ganhou outros rumos e me pegou desprevenido. Eu sei que é um assunto extremamente complicado e delicado para ser trabalhado em um romance, mas eu não imaginava os caminhos que a vida de Trudy e Anna levariam. A vida sofrida de Anna durante um período tão conturbado; e no presente, as marcas que eram deixadas no cotidiano de Trudy e Anna. Os pesadelos que permearam o  dia-a-dia de Trudy durante boa parte do livro,  a difícil relação entre mãe e filha, o envolvimento da pesquisa de Trudy com sua vida pessoal foram pontos trabalhados pela autora que me deixaram com um certo desconforto. Principalmente durante as entrevistas, porque ai entra aquela questão: esquecer um passado sofrido ou relembrar para que isso não ocorra no futuro. É um paradoxo difícil de ser tratado, e quando tratado, deve ser com delicadeza.

Um dos principais fatores que desencadearam isso foi por que Trudy é uma historiadora, e eu estou estudando para ser um. Quando li a sinopse do livro, um dos pontos que mais me chamaram a atenção foi o fato de que uma das personagens principais era uma historiadora. No entanto, no decorrer do livro, a história levou por caminhos inesperados. Na hora de fazer uma pesquisa acadêmica, como foi o caso de Trudy, como não se envolver com o passado, mesmo que seja bom ou ruim? Como deixar que não surjam sentimentos contraditórios ao ouvir depoimentos de gente que participou da Segunda Guerra, como foi o caso de Trudy? E após, como não  deixar que esses sentimentos influenciem na hora de analisar essas entrevistas? São esses pontos que me marcaram na leitura. 

Aqueles que nos salvaram não se tornou meu livro favorito, mas conseguiu contar a história da Segunda Guerra sobre outro olhar. Olhar ele, que me marcou profundamente, mas que me serviu para repensar algumas coisas. O desenrolar da história foi interessante, apesar de o final ter deixado um pouco a desejar. Até achei que o livro teria uma continuação, mas quando li a sinopse do outro livro da autora, Os caçadores de tempestade, me enganei. Recomendo o livro para quem curte a temática!

A Irmã de Ana Bolena - Philippa Gregory

sexta-feira, 11 de outubro de 2013 | 1 comentário
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Autora: Philippa Gregory
Editora: Record
Páginas: 626
Ano: 2008
Sinopse: Aos 14 anos, a inocente Maria Bolena, su irmã mais nova, Ana, e o irmão George chegam à corte. À época, as grandes famílias aristocratas habitavam os arredores do palácio real e ter uma mulher de sua prole nas proximidades do leito do soberano era garantia de ascensão social. A doçura e beleza de Maria chamam a atenção do rei Henrique VIII. Como nova amante de Henrique VIII sua aventura amorosa é incentivada pelos irmãos. A conspiração da família, no entanto, sofre uma reviravolta e Maria precisa declinar de seu sonho e amor em nome de sua melhor amiga e rival - Ana. A irmã se aproveita da ausência de Maria durante um curto período e conquista a atenção do rei, substituindo Maria no papel de primeira-amante. Mas Ana quer mais do que isso, seu desejo de tornar-se rainha não tem limites e, ao mesmo tempo em que cresce o desejo de Henrique VIII por um filho legítimo, Ana planeja o que fazer para se livrar da esposa dele. Vai ser tornar rainha doa a quem doer. Toda a família Bolena envolvida em uma intriga ainda maior - a dissolução do casamento do soberano com Catarina de Aragão. Um dos períodos mais agitados da corte dos Tudor narrados com extrema eficiência histórica. Considerados o melhor romance do ano em que foi lançado.
Avaliação: 5/5 estrelas

Philippa Gregory é conhecida mundialmente por seus romances históricos, principalmente pela sua série sobre os Tudors. O governo dos Tudors ocorreu durante mais de um século. Henrique VII, soberano entre 1509 e 1547, é guardado no imaginário popular por sua fama de conquistador; ao longo de sua vida, foi casado com seis mulheres, além de ter mantido inúmeras amantes em sua corte. Nesse livro, ela reconstrói a história de Maria Bolena, irmã de Ana Bolena que aparecia apenas nas notas de rodapé.

Maria Bolena foi levada para a corte aos 14 anos, recém-casada, junto dos irmãos George e Ana. Chegando lá, sua beleza chama a atenção do soberano, Henrique. Incentivada pelos pais, Maria se torna presença constante na vida do rei, sendo amiga e conselheira. Logo, acaba se tornando sua amante. Como consequência disso, os Bolena veem ai uma oportunidade de poderem subir em questão de condições financeiras, como também de prestígio e status social. Em um curto período em que Maria se ausenta, Ana, "por acidente" (como se realmente fosse isso) acaba encantando o rei e, mais uma vez com o apoio da família, toma o lugar da irmã. A partir disso, desenrola-se uma série de intrigas e jogo de poder.

Quando iniciei A irmã de Ana Bolena, não tinha tantas expectativas quanto a autora. Alguns anos atrás, lera um livro dela que eu não curtira tanto, por falar tanto de questões políticas ao longo do livro, tornando monótono e cansativo. Quanto a este, a expectativa já não era tão grande, nem mesmo por causa do filme. Mesmo assim, comecei a leitura.

Somos levados diretamente ao inicio do século XVI, e apresentados a realeza da época, e principalmente aos Bolena. Já nas primeiras páginas do livro percebemos um encanto do rei por Maria, principalmente pela sua beleza e sua simplicidade. A garota então, passa a cortejá-lo e a seduzi-lo, devido ao incentivo dos irmãos. Ana, no entanto, desde o principio, não gostara tanto assim da ideia.


- Tem mais sorte por ter o seu, eu diria! - e deu uma gargalhada  repentina. Então, giramos, e vi o olhar rápido de aprovação de meu irmão e o que foi ainda mais agradável: o olhar invejoso de Ana quando o rei da Inglaterra passou por ela comigo em seus braços. (GREGORY, p. 16)

Percebe-se aqui uma pequena rivalidade entre as irmãs. Apesar de Maria ser a escolhida e Ana a ajuda-la, desde o principio vi que ela (Ana) era uma víbora, para não dizer coisa pior. Em vários momentos, Maria perguntava para a irmã se ela estava feliz com ela, e Ana respondia secamente: "faço isso apenas pela minha família". E isso só se intensifica ao longo das páginas.

Ao contrário do outro livro que li da autora, nesse Philippa Gregory tem uma narrativa tranquila e sedutora. Apesar de ser um livro de mais de 600 páginas, ela nos apresenta aos poucos certos fatos, como se convidasse o leitor a dançar com a história. E é aquela dança lenta, mas que te seduz, de certa maneira. Terá aquele momento da reviravolta, mas seu parceiro (a autora) não se preocupa. Ela quer apenas que você siga suas ordens. Senti-me assim durante a leitura. Os acontecimentos são revelados aos poucos, e depois de uma boa parte lida, você se dá conta de quanta coisa já aconteceu. A sinopse do livro dá apenas um mínimo do que realmente acontece no livro.

Os personagens são outra característica a parte. Muito bem delineados, Philippa consegue construí-los de tal maneira, com seus conflitos a parte, suas dúvidas e características únicas de cada um. Em uma sociedade onde o interesse financeiro e status social valia mais do que qualquer tipo de sentimento, os personagens tem que agir cautelosamente, como maneira de que seu próximo passo tenha uma consequência extremamente vantajosa. Além disso, ao longo da história, os personagens, como Ana e Maria, iam revelando suas outras facetas, de tal maneira a surpreender o leitor.


- Se ela tiver a criança e for um menino, então o melhor teria sido você ter ficado com William Carey e começado a sua própria família - comentou Ana. - O rei ficará à disposição dela, e seu tempo terá chegado ao fim. Você passará a ser uma entre muitas.
- Ele me ama - eu disse sem muita certeza. - Não sou mais uma. (GREGORY, 2008, p. 97)


Maria consegue seu grande status, mas sabe que a qualquer momento pode perder. E a primeira reviravolta do livro se dá a partir do momento que ocorre a troca entre as duas irmãs. Os papéis se invertem, e as máscaras começam a cair.


Não me restava nada a fazer a não ser ficar em segundo lugar e sorrir. O rei podia deitar-se comigo à noite, mas durante o dia todo ele era de Ana. Pela primeira vez durante esse tempo todo que fui sua amante, eu me senti realmente uma prostituta, e era a minha própria irmã que aviltava. (GREGORY, 2008, p. 247)


Sinceramente, você não sabe o que esperar do livro. A autora nos surpreende a cada momento, ao mesmo tempo que vai construindo uma narrativa empolgante e eletrizante. Demorei um pouco mais que o normal para ler o livro, mas nem mesmo assim fiquei cansado da história. Sabia que quando eu leria ele de novo encontraria algo novo, e me apaixonaria cada vez mais pela história. O desenrolar dos acontecimentos, as intrigas, a busca pelo poder são apenas alguns dos fatores que tornam o livro único e original. A autora nos conduz numa história incrivelmente bem escrita, que desperta em você sentimentos com os personagens, que deixa com muita raiva de Ana Bolena, que deixa com pena de Maria e vice-versa.

Quem for ler o livro, dou apenas uma dica: "nem tudo é para sempre". A Irmã de Ana Bolena entrou na lista dos favoritos, com certeza. Para quem gosta de um bom romance, com uma mistura de suspense e intrigas, o romance de Phillipa Gregory é a pedida certa!

Para quem tiver mais interesse, segue abaixo o trailer do filme A Outra, estrelado pela Natalie Portman e Scarlett Johasson e baseado no livro.




O Arqueiro - Bernard Cornwell

segunda-feira, 29 de julho de 2013 | 1 comentário
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Título: O Arqueiro
Autor: Bernard Cornwell
Série: A Busca pelo Graal #1 
Editora: Record
Ano: 2003
Páginas: 450

Sinopse: Aos 18 anos apenas, Thomas vê o pai morrer em seus braços após um ataque-surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo: a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz, um arqueiro habilidoso, se junta ao exército inglês em campanha na França, onde se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, lançam-no na busca do lendário Santo Graal. Com este romance, o autor usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para dar início a uma saga empolgante.
Avaliação: 5/5 estrelas

"- Então o senhor quer que eu perambule pela Terra à procura de um prato de camponês? - perguntou Thomas.- Deus quer - disse o padre Hobbe - e por um bom motivo. - Ele pareceu triste. - Existe heresia em toda a parte, Thomas. A Igreja está cercada. Os bispos, os cardeais e os abades são corrompidos pela riqueza, os padres das aldeias são fritos na ignorância e o diabo fermenta o seu mal. No entanto, há alguns de nós, uns poucos, que acreditam que a Igreja pode ser revigorada, que ela pode tornar a brilhar com a glória de Deus. Acho que o Graal poderia fazer isso. Acho que Deus escolheu você." p. 330
 
 
A Idade Média foi um período histórico conhecido como Idade das Trevas. Foi nesse período que predominava  o poder da Igreja, e onde o poder politico era descentralizado entre os feudos, somando a relação de suserania e vassalagem. Além disso, teve-se grandes acontecimentos nesse período, como a Guerra dos Cem Anos, conflito entre França e Inglaterra. Bernard Cornwell, conceituado autor britânico, usa-se desse cenário para escrever a trilogia A busca pelo Graal, iniciada pelo O arqueiro.
 
Estamos em pleno século XIV. Thomas é um jovem de 18 anos, apaixonado pela arquearia. Seu pai, que é padre da cidade, é contra essas práticas, e acredita que o filho deve ser padre. Os dois vivem se desentendendo. Só que na véspera da Páscoa, a cidade é atacada, e seu pai é assassinado. O responsável por tudo aquilo é apenas conhecido como Arlequim. Além disso, a lança de São Jorge, usada para matar o dragão, foi roubada. Thomas promete ir atrás dos culpados e recuperar a lança. Para isso, ele acaba entrando no exército inglês, e sua aventura se cruza mais tarde com a busca pelo Santo Graal.
 
Quando comecei o livro, não tinha grandes esperanças que aquela leitura fosse vingar. Apesar disso, comecei a leitura sem nenhuma expectativa. Bernard apresenta seus personagens, sua história, o local onde acontece. Tudo de maneira bem descritiva, ao mesmo tempo que chama o leitor para uma aventura. Confesso que até entender quem era amigo e quem era inimigo, demorou um pouco. Quando chegamos ao final da primeira parte do livro, a narrativa se torna cada vez mais intensa, e você não quer  outra coisa a não ser estar com o livro.
Bernard sabe desenvolver uma cena, a ponto de fazer o leitor imaginá-la, e sem se tornar cansativo. Ao mesmo tempo que você se aventura pela história, você sente raiva em alguns momentos, alegria em outros. A crueldade que ele trata em algumas partes do livro é tanta, que você tem vontade de jogar o livro longe. 
 
Desde o primeiro momento se mostrou um livro com uma narrativa para se desfrutar, não apenas para ler o mais rápido o possível (contudo, chega um momento que você quer saber aonde isso vai levar). Cornwell mostra que tem talento e sabe das coisas. A maneira com que ele constrói a cena, com as técnicas de combate e o conflito propriamente dito são de maneira tão intensas, que parece que aquilo realmente aconteceu. No final do livro, há uma pequena nota histórica, comentando o que é realmente verdade e o que é ficção. 
Thomas foi um personagem bacana de se conhecer. Um dos pontos que mais gostei na construção do personagem, e depois no desenrolar da história foi a maneira com o que o autor colocou ele diante de uma situação tão horrível, que foi a morte de seu pai. Foi como se Bernard desse um chacoalhada em Thomas para ele acordar para a vida, e a partir dali, se tornar uma pessoa mais forte. Ao longo da história, vimos uma grande mudança no protagonista. Um amadurecimento, para ser mais sincero. Nesse ponto, me fez lembrar do Ezio Auditore, protagonista de Assassin's Creed. As semelhanças estão estampadas, mas mesmo assim, ambos tem características diferentes. 
A narrativa em terceira pessoa auxiliou bastante para não tornar a história cansativa. Ora era Thomas que contava a história, ora era outro personagem, até mesmo seus inimigos, já que dessa maneira, podemos ver a história sobre outros pontos de vista. Além disso, essa busca por justiça ensinou a Thomas em quem ele realmente deveria confiar, e quem era seus inimigos. Personagens secundários, como a viúva Jeanette, Sir Simon, entre outros deram um toque de maestria a história. Todos com papéis importantes, com características próprias e bem definidas. 
A busca pelo Graal só começa lá pela metade do livro, quando revelações vem mudar o mundo de Thomas. E vieram na hora certa. Bernard comprova que é um escritor que sabe conduzir uma história. Não indico para qualquer pessoa. A narrativa do autor é mais calma, mas mesmo assim, viciante. Além disso, tem cenas fortes ao longo do livro. O arqueiro tem um ápice e um desfecho, mas mesmo assim, deixa pontos para o próximo livro da trilogia, O Andarilho, que já está na lista das próximas leituras.

A casa que amei - Tatiana de Rosnay

quarta-feira, 3 de julho de 2013 | 3 comentários
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Título: A casa que amei
Autora: Tatiana de Rosnay
Editora: Suma de Letras
Páginas: 224
Ano: 2012
Sinopse: Paris, 1860. Centenas de casas estão sendo demolidas e bairros inteiros reduzidos a pó. Por ordem do imperador Napoleão III, o Barão de Haussmann dá início a uma série de renovações que alteram para sempre a cara da antiga capital. As reformas apagam a história de gerações, mas, em meio ao tumulto, uma mulher resiste. Rose Bazelet é uma viúva parisiense há anos de luto pela morte do marido. Mesmo assim, mantém uma vida movimentada com amigos e uma rotina que a satisfaz. Quando sua casa é posta na linha de destruição pela modernização parisiense, ela se desespera e não se conforma. Ela está determinada a lutar até as últimas consequências contra a derrubada de sua casa, que guarda tantas lembranças de sua família. Enquanto outros moradores fogem, Rose se recusa a sair e inventa histórias para despistar os amigos, se escondendo no porão da casa. Sua única companhia é Gilbert, um maltrapilho que a visita e lhe traz comida. Numa tentativa de superar a solidão do dia a dia, ela começa a escrever cartas a Armand, seu marido já falecido. À medida que mergulha nas lembranças, em meio às ruínas, Rose é obrigada a enfrentar um segredo que esconde há trinta anos. Conforme o dia da demolição se aproxima, seus relatos ficam mais comoventes e surpreendentes. Enquanto enfrenta o passado, ela também tem que lidar com os sentimentos conflitantes que nutre pelos filhos. Com Violette, sua filha mais velha, tem um relacionamento distante. Baptiste, por outro lado, é um filho que ama intensamente, mas que lhe deixou feridas difíceis de serem superadas. 
Avaliação: 4/5 estrelas
 
A casa que amei foi um livro que peguei por acaso. Estava na biblioteca quando eu vi ele na estante, achei interessante a capa e decidi levar. Já ouvira falar de outro trabalho da autora, A chave de Sarah, e decidi encarar esse. E não me arrependi. Por ser um livro curto, não vou me alongar muito na resenha.
 
Tatiana nos leva a um tempo distante, em que Paris passa por uma revitalização brusca, mas que definiu o que conhecemos hoje. O imperador da época, Napoleão III, dá ordens ao Barão de Haussmann para realizar mudanças que acabam mudando a cara da antiga capital e a transforma em outra totalmente diferente. Gerações e histórias do passado são apagadas, mas alguém no meio de todas as pessoas é contra tudo isso. Rose Bazelet vive em sua casa, quando fica sabendo da notícia. Disposta a enfrentar e evitar que isso aconteça, ela se esconde no porão de sua casa. Sua única companhia é um maltrapilho, Gilbert, que lhe faz companhia e lhe traz comida. Como maneira de passar o tempo, ela escreve cartas ao marido falecido, Armand, relembrando tudo o que havia passado nos últimos tempos. Só que ao mesmo tempo que ela luta pela preservação de sua memória, ela tem que enfrentar um segredo do seu passado que pode mudar a sua vida.
 
Posso dizer que o mais me encantou foi a capa e principalmente a sinopse. Passei um semestre estudando a importância de preservar o passado e dar atenção aos "marginalizados" e esquecidos. Quando li a sinopse do livro, na mesma hora pensei nas minhas aulas. Ler A casa que amei é uma maneira de reviver tudo que aprendi e o que posso ainda compreender.
 
A narrativa de Tatiana é fluida e sentimental ao mesmo tempo. Apesar de serem cartas para o marido, conforme a história adentra, se torna quase que um diário. Os conflitos e sentimentos da personagens, as relações com os filhos, o amor que ela sentia pelo marido são coisas que tornam o livro belo e gostoso de ser lido.
 
O fato que mais me incomodou foi um pouco mais de ação na história. Por ser uma história muito narrada, em alguns momentos se mostrou um pouco cansativa e monótona. Contudo, Tatiana consegue criar uma personagem forte, determinada, mas atormentada pelo passado, que cria no leitor o sentimento de coragem mais ao mesmo tempo de medo, de insegurança. E isso somando aos elementos históricos que permeiam a narrativa da autora, a situação da época, tornam o livro único e verdadeiro.
 
Terminei o livro satisfeito e curioso para saber mais sobre as obras da autora e sobre o período abordado. Imagine quantas histórias e quantos segredos foram "esquecidos" durante essa grande mudança que ocorreu na capital francesa? É, como diz o outro "é pano para muita manga". Quem gosta do gênero, vale a pena a leitura.

A Vidente - Hannah Howell

sexta-feira, 31 de maio de 2013 | 1 comentário
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Título: A Vidente
Autora: Hannah Howell
Série: As Irmãs Wherlocke #1
Editora: Lua de Papel
Páginas: 222
Ano: 2011
Sinopse: Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física.
Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino... Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos. Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.

Dizem que os historiadores se tornam chatos com o passar do tempo. Acham criticas em tudo, querem corrigir todos os erros. Isso em livros, filmes, seriados. Eu não estou nesse estágio ainda, apesar de já começar a se tornar mais seletivo ao ler um romance histórico. A vidente entrou nessa seleção. O livro se mostrou sempre um romance legal, com uma capa linda e uma sinopse atrativa. Contudo, não foi isso que encontrei.
Viajamos até o século XVIII na Inglaterra para contar uma história de romance, mistérios e muitas surpresas. Chloe Wherlocke faz parte de uma família famosa pelo lado sobrenatural, cada um com um dom especial. Ela tem o dom de ver além da visão física. O livro inicia quando ela tem a visão da morte de uma mulher que acaba de dar a luz. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado da mãe morta, ela o pega e o cria escondido. Contudo, não fazia ideia do que aquele ato de generosidade poderia acarretar. O tempo passa e ela descobre uma série de assassinatos, traições envolvendo a família daquela criança. Chloe precisa avisar ao pai da criança Julian Kenwood que todos estão em perigo. Mas como fazer isso quando sentimentos de um amor começam a surgir?
A vidente é o primeiro livro da série das Irmãs Wherlocke. Nesse primeiro temos a chance de conhecer melhor Chloe, uma linda jovem que num ato de generosidade, desencadeia uma série de acontecimentos. Não sei se é tradição de todo romance histórico, mas sempre a mocinha da história é a frente do seu tempo. Chloe não é diferente. Independente, atrevida e corajosa, Chloe tem toda as características de uma mulher contemporânea. Nada contra isso, mas estamos na Inglaterra no século XVIII. Será que isso poderia?
Como eu disse anteriormente, a sinopse mostrava que o livro seria um grande misto de acontecimentos. Mas sinceramente não ocorreu. Para se ter uma noção, tudo acontece nos dois primeiros capítulos da história. Estranhei no inicio. Fiquei pensando: “poxa, tudo está acontecendo de maneira muito rápida. Será que a autora vai dar conta da história?” Sim, é um livro de duzentas páginas, mas não quer dizer que haja a necessidade de acontecer tudo em apenas 20 páginas? E as outras 180?
A história continuou, ou apenas tentou. Para mim o livro não aconteceu em nenhum momento. Fiquei na esperança de que o livro melhorasse com o desenrolar, mas não rolou. Acabou se tornando algo monótono e muito água com açúcar. Chloe e Julian se conhecem, quando se vê já estão na cama, e quando se vê já estão loucamente apaixonados. HELLO! Mais  uma vez: estamos no passado, há duzentos anos atrás. Talvez se fosse hoje em dia, até poderia entender, mas Julian era casado ainda. Ok, a Beatrice (a mulher dele) não era coisa boa, mas nada significava trai-la.
Outro ponto que me incomodou profundamente era quando rolava uma cena empolgante, Hannah transformava em algo normal de se acontecer. Exemplificando: se aconteceu um assassinato, ela colocava como se aquilo fosse um ato simples, como acordar e escovar os dentes. Cadê a empolgação, tia Hannah? Em nenhum momento o livro realmente deu uma guinada que me fizesse seguir em frente. Posterguei várias vezes a leitura, por que não tinha ânimo de continuar. Além disso, não conseguia me concentrar totalmente na história.
A vidente não foi uma experiência agradável. Hannah Howell tem que rever alguns pontos ao escrever suas histórias. Torná-la mais atrativas. Vou continuar a série já que tem todos os volumes da série na biblioteca da faculdade, mas fico de certa forma  apreensivo. Apesar disso, tente ler. Quem sabe você não se interesse?

 

Resenha: Assassin's Creed - Renascença (Oliver Bowden)

sábado, 21 de abril de 2012 | 1 comentário
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           "Seu mundo tinha acabado de ser destruído… Segurando a cabeça nas mãos, caiu no choro – incapaz de controlar a explosão de tristeza, medo e ódio… Seus olhos estavam injetados, um sentimento inflexível de vingança os atravessava.
Naquele momento, Ezio soube que sua vida anterior havia acabado – Ezio, o garoto, não existia mais. Dali por diante, sua vida estava baseada em um único objetivo: Vingança."

            Hoje vou falar um pouquinho sobre o primeiro volume da série Assassin’s Creed: Renascença de Oliver Bowden.
            O livro conta a história de Ezio Auditore, um jovem que vive a sua vida tranqüila juntamente com seus pais e seus irmãos. Tem uma vida normal, como todo jovem. Porém, o destino arma para cima dele. Após seu pai ser acusado injustamente de uma conspiração, Ezio Auditore vê sua vida mudar completamente.
            Sedento por vingança, e com o intuito de restaurar a honra da família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos.
           Primeiramente tenho que dizer que achei o livro fantástico. Cheio de ação, você tem que se segurar na cadeira para não ler o livro todo de uma vez só. Além do mais, adorei a viagem pela Itália Renascentista. O cenário histórico do livro é genial. E o mais engraçado que achei foi que o que eu tinha aprendido na escola sobre a Renascença revi lendo o livro. Achei o máximo ficar na companhia de gênios que eu já havia estudado e que estavam no livro como personagens, exemplo disso foi Leonardo Da Vinci. Muito gente boa, com aquele jeito meio doidão de ser, Da Vinci provou ser um grande aliado de Ezio durante sua jornada. Outra personalidade já conhecida é Nicolau Maquiavel.
          Renascença é um livro muito bem tramado, cheio de reviravoltas e mistérios. A luta entre o Credo dos Assassinos e os Templários é muito empolgante, repleto de mistérios a serem desvendados.
          A rapidez e experiência de Ezio ao se tornar um Assassino chega a ser assombrosa (nunca vi tanto assassinato num livro só), mas torna o livro uma grande aventura. Outra coisa que garanto que não vai faltar em Assassin's Creed é palavras em italiano.
          O final é empolgante, e ficamos com aquele gostinho de querer saber mais.
          Já se tem o segundo livro da série, Irmandade lançado aqui no Brasil. Para quem gosta de uma aventura pela história, essa é a pedida certa!

Ficha Técnica:
Livro: Renascença
Série: Assassin's Creed
Autor: Oliver Bowden
Páginas: 373
Editora: Galera Record
Ano: 2011