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Experiências Históricas: A geração de 1870!

quarta-feira, 1 de abril de 2015 Nenhum comentário
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Rio de Janeiro - Avenida Central, atual  Av. Rio Branco - 1905
Hoje inicia um novo mês (que ele venha repleto de alegrias e felicidades, ainda mais porque amanhã começa o feriadão!), então vim falar de um tema que teve bastante participação no semestre passado na faculdade. Fiz um seminário e um artigo sobre. É a respeito de um período que o Brasil teve transformações nas percepções e sensibilidades sociais a respeito da vida. Tal período teve início na virada do século XIX, quando se instaurou no Brasil o período Republicano, e se por causa disso, se percebeu uma espécie de aceleração do tempo. Isso se dava decorrente das mudanças que ocorriam pelas cidades, com uma modernização acelerada, provocada pelos setores mais altos da sociedade, que queriam inserir o Brasil numa categoria de metrópole.

Atualmente, tem-se colocado o movimento modernista relacionado diretamente a Semana de Arte Moderna, ocorrido em 1922, com a atuação de escritores famosos como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e outros artistas, como Anita Malfatti. Só que ao mesmo tempo, alguns historiadores tem se debruçado a tentar construir outra visão sobre o tema, voltando no tempo e destacando a atuação da chamada “geração de 1870”. Além disso, pensam o movimento como simultâneo e aberto a uma pluralidade, que ao longo dos anos (de 1870 até 1922) sofreu variações em sua síntese.

Esse grupo de intelectuais incluíam Tobias Barreto, Silvio Romero, Euclides da Cunha, Machado de Assis, dentre outros. Em seus textos e trabalhos, procuravam demonstrar seus sentimentos em meio a uma sociedade que tentava adquirir um novo status. Buscavam determinar a visão de brasileiro que se queria ter no momento, vendo na figura do indígena, do africano, do europeu e do mestiço possíveis possibilidades para isso, ao mesmo tempo em que criticavam atitudes e influências derivadas de fora. Queriam realmente algo que fosse brasileiro! Euclides da Cunha, autor de Os sertões, tinha no sertanejo o símbolo da nacionalidade, sendo que a raça e a terra são resgatadas pelo autor como fator da originalidade cultural brasileira. Outro caso é o de Silvio Romero, que em seus textos destacava a questão da diversidade cultura presente no país.

Nos dias atuais se percebe a importância de conhecer a história desses intelectuais. Eles, em seu contexto, discutiram e influenciaram nosso jeito de ser e de ser representado. Para conhecer mais sobre o assunto, há alguns autores que discutem a temática, dentre eles Flora Sussekind, Mônica Velloso e Nicolau Sevcenko.

Experiências históricas: Imprensa em Desterro no século XIX: práticas e condutas!

quarta-feira, 18 de março de 2015 Nenhum comentário
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Já faz um tempo que não posto nada acerca de História, então decidi vir falar um pouco sobre. Dessa vez, o tema é a imprensa aqui em Florianópolis no século XIX. Claro que na época, o nome da capital era Nossa Senhora do Desterro. O nome Florianópolis veio posteriormente.

Antes de começar a falar sobre, gostaria de comentar que é tão engraçado ler um texto ou conhecer mais sobre o assunto e saber que isso tudo aconteceu próximo a você (no meu caso, eu moro perto da capital). É aquele momento que você fica passando pelas ruas da cidade e fica imaginando o que acontecia ali. Mas deixemos de devaneios e vamos ao que interessa!

O jornalismo é considerado filho do movimento romântico e na primeira metade do século XIX que se tornou um tipo de comunicação de massas, assumindo o formato de mercadoria. Para contribuir, houve uma melhoria dos processos técnicos de fabricação de papel e impressão, resultando no custo mais barato do produto final.

De modo geral, os folhetins ilustravam a construção de uma moralidade patriarcal, a segregação entre os espaços públicos e privados. Em Desterro não foi diferente. Todos os 13 jornais editados na cidade de Desterro, ao longo da década de 1850, foram escritos por homens que estudaram ou eram oriundos de outros centros. Ao mesmo tempo em que noticiavam os fatos ocorridos, colocavam um sentimento de modelo a ser seguido. Pensando a sociedade como um todo, o seu cotidiano se restringia ao acompanhamento das missas, terços, orações e novenas que clamavam por uma intervenção divina ante a precariedade da existência humana.

Dentre os diversos fatos e ocorrências do período, temos a figura do Lampeão do Hotel, com sua missão “essencialmente civilizadora”. Tinha total liberdade para escrever o que quisesse, desde que denunciasse os abusos cometidos por autoridades liberais no processo eleitoral. Além de tudo, publicava ácidas críticas sobre a vida e acontecimentos sociais importantes, mas também do próprio dia-a-dia: maus-tratos e brigas familiares, namoro de garotas com homens casados, encontros furtivos nos passeios; concubinato com escravos, etc. A identidade do cronista já não era segredo: o colunista era Manoel José de Oliveira, médico do Batalhão do Depósito, que chegou em Desterro, 1856.

A visão de família nuclear foi construída ao longo do século XIX e teve como grande influência o discurso da imprensa, considerado como um poderoso mecanismo forjador de novas práticas e condutas. Em referência a educação elementar, a imprensa recomendava que, até o primeiro decênio da vida, ambos os sexos deveriam estar suficientemente instruídos em leitura e caligrafia, aritmética, geografia e história pátria. A partir de então, cada um ia para um canto. Meninos pra as escolas militares e as meninas ficavam onde estavam. Práticas femininas eram vistas como indispensáveis na educação. Concomitante a isso, tinha-se vários debates acerca do papel ambíguo da mulher na sociedade da época: como ela era a base da formação dos filhos, do recato das filhas e da honra familiar; e por outro lado, como era sendo objeto de desejo, alvo da sedução e fonte do pecado.

A formação da família nuclear (pai, mãe e filhos) acabou que por individualizar seus membros, prescrevendo a eles rígidas normas de condutas, exigindo responsabilidades que nem sempre poderiam ser satisfeitas. Para saber mais, pesquise o trabalho de Itamar Siebert, principalmente o texto "Crônica jornalística, sociabilidade e vida familiar na Desterro de meados do século XIX", do livro História de Santa Catarina no século XIX.

Aproveito a oportunidade para perguntar a vocês se tem algum período/tema da História que queriam ver aqui no blog. Se sim, deixem suas sugestões nos comentários!

Experiências Históricas: A guerra do Paraguai e a historiografia brasileira!

sexta-feira, 4 de julho de 2014 | 1 comentário
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Historiografia é o modo em que se decide contar uma história, sendo esta de um acontecimento, ou fato histórico. A historiografia pode mudar ao longo dos anos, seja pelo contexto no qual está inserida, pelo olhar do historiador, ou até mesmo pelo achado de uma nova fonte que dá surgimento a uma nova perspectiva.      



A Guerra do Paraguai ocorreu dentre os anos de 1865 e 1870 e foi um dos conflitos no qual o Brasil participou, considerando que este teve maior participação. Grande foi pela sua duração, mas também pelo sofrimento humano e pelas consequências posteriores. Foi graças a ela que se deu o apogeu do Império brasileiro, afinal, o império conseguira sustentar o conflito longe de seu território por um longo espaço de tempo. Mas também simbolizou sua decadência, pelo aumento das tensões internas que surgiram durante o conflito.

O estopim da guerra foi o fato de que a região do Mato Grosso, no Brasil fora invadido pelos paraguaios sem aviso prévio. O conflito teve fim com a vitória brasileira. Apesar disso, as consequências brasileiras foram visíveis, já que houve um grande investimento por parte do governo, além do grande número de pessoas servindo nas batalhas.

A historiografia clássica, constituída no momento e depois do conflito, louvava os feitos dos soldados brasileiros, legitimando sua ação perante o Paraguai. Além disso, colocava Solano Lopez como um tirano ambicioso e megalômano, que queria expandir para o território brasileiro a qualquer custo. A primeira obra sobre o assunto foi A retirada de Laguna, escrita pelo Visconde de Taunay, que dava grande dramaticidade ao evento, além de destacar os pontos ditos anteriormente. Nesse contexto, houve a produção de uma iconografia oficial, retratando elementos destacados como importantes, como foi o caso de Batalha do Avahy, por Pedro Américo. O quadro remete a um dos conflitos, ocorrido em 1868. Dessa versão historiográfica, a obra considerada mais importante é a do Augusto Tasso Fragoso, na década de 30 e 40 do século XX, já que apresentou as características presentes em obras anteriores, mas também contextualizou os motivos que levaram Solano Lopez a invadir o Brasil.

Essa postura só teve mudanças a partir de 1979, com o lançamento do livro do Genocídio Americano, de Julio Chiavenato. Inaugurador do movimento revisionista, Chiavenatto coloca a ação de todo o período e conflito no imperialismo inglês. Sua obra estava baseada na do historiador argentino Leon Polmer. Sua narrativa estava repleta de paixão, o que acabava deixando de lado a análise de fontes e o critério acadêmico. Seu trabalho influenciou outros que vieram posteriormente. É importante lembrar que estamos em um contexto de governos militares, logo, grande parte dos revisionistas criticavam o militarismo presente. Além disso, o trabalho de Chiavenatto não deixava de ser um paralelismo ao imperialismo dos Estados Unidos perante Cuba.

Com o fim das ditaduras, em meados da década de 80 surge outro movimento, intitulado Historiografia Sistêmica Regional. Há a abertura de arquivos, há uma liberdade acadêmica maior que permite uma maior ousadia intelectual por parte dos historiadores. Dessa vez, tentam colocar os sujeitos em seu próprio contexto histórico e entender as causas do conflito a partir do próprio processo histórico dos países platinos, como por exemplo irão afirmar que o Paraguai não era um exemplo de modernidade. Além disso, procuram estudar aspectos particulares do conflito. No entanto, há uma maior preocupação, por parte desses historiadores, em análise séria de fontes, além de haver um maior critério acadêmico de correção. São exemplos desse contexto Francisco Doratioto, com Maldita Guerra, Wilma Peres Costa, com A espada de Dâmocles, além de outros.

Para saber mais:



Dica: D. João Carioca

quinta-feira, 15 de novembro de 2012 Nenhum comentário
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Aproveitando o feriado de Proclamação da República, venho deixar uma dica de outro momento muito importante da história do Brasil!

Essa semana no cursinho, o professor de História falou sobre uma série de vídeos no Youtube, que de uma forma lúdica, conta um pouco a chegada da família real portuguesa, em 1808. Ontem a tarde, dei uma pesquisada, comecei a assistir... E adorei!

A série foi produzida pelo canal Futura, e é composta de 12 episódios. São episódios curtos, de no máximo sete minutos. É baseado na história em quadrinhos D. João Carioca. Não assisti a todos ainda, mas os que vi gostei bastante (a voz do D. João é a mesma do Homer Simpson: imagina o Homer com sotaque português!)

Vou deixar abaixo os sete episódios em ordem (talvez demore um pouco para carregar). Quem tiver interesse em ver os outros é só pesquisar no Youtube com as palavras "D. João Carioca" que achará todos os episódios.Vale a pena dar uma olhada e aprender a nossa história de uma forma divertida!

Ep. 1: Nos tempos de Bonaparte


Ep. 2: Ir ou não ir, eis a questão!



Ep. 3: Homens ao mar!



Ep. 4: Venha cá, meu Rei!



Ep. 5: Olha a corte ai, gente!


Ep. 6: Uma corte brasileira com certeza!


Ep. 7: Um jardim , uma igreja, ora, muitos títulos...



Ficou curioso? Assista os outros!