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Antes tarde do que nunca: a resenha de um dos melhores livros de 2015!

domingo, 12 de julho de 2015 | 1 comentário
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Título: Como eu era antes de você
Autor/a: Jojo Moyes
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.
Avaliação: 5/5 estrelas
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O que uma escolha pode definir em nossas vidas? Talvez essa tenha sido a questão central vivida pela protagonista de Como eu era antes de você, da Jojo Moyes, Louisa Clark. Ao conhecer Will Traynor, Lou não imaginava o quanto sua vida mudaria, ou o quanto ela própria mudaria. E começo essa resenha com essa reflexão pois ela faz parte de nossas vidas. Quantas escolhas fizemos? Que caminhos tomamos que muitas vezes não é o correto para muitos, mas para o nosso interior é o que devemos fazer no momento? Fizemos isso diante das circunstâncias da vida.

Louisa Clark tinha uma vida até instável: um emprego e um namorado (por mais que ela soubesse que lá no fundo não havia um sentimento de amor entre os dois). Aos 26 anos, isso mudou quando o café em que ela trabalhava fechou e, como consequência acaba sendo demitida. Sua família dependia inteiramente do seu salário e decidida, acaba indo procurar outro emprego. Surge a oportunidade para trabalhar como cuidadora de Will Traynor, um homem que tinha uma vida inteira pela frente e que sabia aproveitar cada momento dela, mas que após um acidente, fica preso numa cadeira de rodas, dependendo dos outros para qualquer necessidade, fazendo com que perdesse o sentido da vida. Louisa, ao se deparar com tal situação, não sabe muito bem como reagir. Só que o que ambos não sabem é que esse encontro mudará a vida de ambos, para sempre.

O primeiro contato com o escrita de Jojo Moyes ocorreu de maneira um pouco inesperada. Como eu era antes de você estava na estante há algum tempo esperando para ser lido. Mas sabe quando você acha que vai ser uma história melodramática e acaba postergando a leitura? Já havia lido algumas resenhas dos livros da autora, elogiando suas tramas, mas que de alguma maneira, destacavam a presença do drama. De qualquer forma, decidi dar uma chance. E foi sem dúvidas uma surpresa.

A história começa num ritmo calmo e tranquilo, cativando o leitor. Conhecemos Louisa, sua rotina, suas manias, sua família e seus amigos. Em certo momento, aparece Will, com todo o seu passado. O primeiro encontro não é o que mais se esperaria de um romance, já que Will se mostrava reticente quanto a presença de Lou. No momento, como nem tudo na vida são flores, não seria por isso que desistiríamos nas primeiras páginas.

Como eu era antes de você veio num momento muito a calhar. Aos poucos, conforme eu adentrava a leitura, aprendia com Will, aprendia com Louisa, aprendia com a própria autora o sentido da vida. O sentido de sair de casa de manhã cedo pensando nas maravilhas que o dia podia nos trazer; por mais que fossem pequenas; no lado positivo das coisas negativas, por mais que fossem devastadoras e irreparáveis. Louisa me mostrou o quanto vale a pena acreditar; o quanto vale a pena lutar. Houve momentos em que eu ria das cenas entre os dois; outros ficava refletindo e em um terceiro momento me emocionava. Na metade do livro, já sabia que a história tinha me ganhado por completo e que ao terminar, ela seria uma das favoritas. Sabe aquela história que acalenta o coração? Essa é daquelas.

O modo que a autora conduz a história tem um simbolismo especial. Teve um momento em que ela dá uma sacada que me pegou desprevenido, mas que me fez pensar nisso tudo que comentei anteriormente. O romance entre os dois ganha um sentido e significado especial. Adquire um sentimento de busca pela vida, de lutar com unhas e dentes pela felicidade. De pensar, que por mais que a vida nos coloque obstáculos e dificuldades, sempre haverá chances para um recomeço. E isso foi o mais importante e que fez a história se tornar marcante. Terminei o livro emocionado e com um sorriso no rosto. Feliz por ter vivenciado algo assim. Feliz por me deixar levar por alguns momentos. Feliz e disposto a acreditar mais. Louisa e Will ficarão guardados para sempre em minhas lembranças.

Cinquenta Tons de Liberdade - E. L. James

quinta-feira, 13 de março de 2014 | 3 comentários
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Título: Cinquenta Tons de Liberdade
Autora: E. L. James
Editora: Intrínseca
Páginas: 544
Ano: 2012
Sinopse: Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade. 
Avaliação: 4/5 estrelas

Quando eu terminei a leitura de Cinquenta Tons de Cinza, no final de 2012, um dos motivos que mais gostara na leitura e que me deixara curioso pelos outros livros era o sentimento que Anastasia fizera surgir em Christian: um sentimento de amor, mas também de mudança de estilo de vida. Cinquenta Tons Mais Escuros me mostrou isso: a tentativa de um Christian novo e a substituição de uma sequencia de cenas eróticas por cenas de amor, ainda que, houve umas deslizadas. Cinquenta Tons de Liberdade se mostrou o amadurecimento e o fechamento desse ciclo. Pelo menos era o que eu esperava.

Ana está mais segura daquilo que ela quer. Ao longo dos três livros é perceptível uma certeza de amor que ela sente por Christian, e percebemos que isso o afeta de sobremaneira. No entanto, ainda senti, principalmente nesse último, uma falta de atitude por parte dela: ela se mostrou submissa em alguns momentos do livro, e digo que não foram poucos, o que me irritava profundamente. Parecia aquela garotinha que entrara no escritório de Christian para fazer a entrevista. Por mais que eu tentasse entender o lado dela, não conseguia.

Christian por outro lado, também continuava o mesmo. Um dos pontos que mais senti falta nesse livro foi a presença direta de Dr. Flynn, médico de Christian. Havia momentos na história em que Christian voltava a ser o mesmo homem controlador que era antes de conhecer Ana. Eu até tentava entender seu lado protetor e levava em consideração tudo que ele passara no passado, mas em determinados momentos do livro ele passava dos limites. Mas sabe aquele sentimento que surgia durante a leitura, pois eu sabia que lá no fundo Christian tinha um lado mais amável. Houve momentos em que eu sentia isso, mas faltava um empurrãozinho a mais. Eu sei que ele mudara bastante ao longo dos livros, mas esse outro lado dele poderia ter sido mais bem explorado. Cenas de romance (estilo Nicholas Sparks) estavam presentes no livro, mas eram apenas raridades. E. L. James poderia ter se utilizado melhor desse artificio ao longo desse livro.

Posso dizer que ambos são personagens controversos. Confesso que esse é um dos pontos que E. L. James acertou. Mostrou seus personagens como seres humanos, repletos de erros e qualidades. Ao mesmo que gostava de Ana, eu tinha vontade de jogá-la na parede apenas pela sua submissão em algumas cenas. O mesmo ocorria com Christian: ao mesmo tempo em que ele era protetor e preocupado com a segurança de Anastasia, ele a sufocava quase que instantaneamente.


Senti um maior amadurecimento ao longo desse livro, em especial. A história caminhou por rumos um pouco diversos no decorrer (o que me desagradou um pouco; poderia ter sido mais sintético), mas chegamos no ponto exato que eu esperava. E. L. James terminou a história exatamente da maneira que eu queria (eu já sabia o desfecho). Apesar disso, poderia ter sido mais explorado. Mesmo assim, a experiência com a trilogia, foi, de maneira geral, bem positiva. 

Feita de Fumaça e Osso - Laini Taylor

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 | 2 comentários
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Título: Feita de Fumaça e Osso
Série: Feita de Fumaça e Osso #1
Autora: Laini Taylor
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 384
Sinopse: Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.
Avaliação: 5/5 estrelas
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Minhas expectativas com Feita de Fumaça e Osso eram grandes. Desde que o livro chegara as livrarias, aquela capa azul sempre me chamava a atenção (como se qualquer outro não chamasse). Mesmo assim, o livro estava na lista de desejados há muito tempo, esperando o momento certo para ser comprado e lido. A história de Laini Taylor parecia ser a mais adoidada de todos (o título, a capa, a sinopse contribuíam para isso), cheia de loucuras e coisas esquisitas. Quando comecei, não consegui mais parar.
 
Karou não sabe quem é. Infelizmente, ela não lembra dos pais, é criada num covil por um demônio chamado Brimmenstone, e possui uma vida dupla. Durante o dia, vai para o Liceu de Artes na cidade de Praga, e convive com a sua melhor amiga, Zuzana. Já a noite, é obrigada a ir as missões de Brimmenstone, espalhadas pelo mundo todo. Desde Alemanha até Paris, ela negocia dentes para seu criador, que cuida deles com tamanho cuidado. Além disso, seus desenhos refletem a sua imaginação, e ela não sabe se é apenas fantasia. No entanto, durante uma noite, sucede-se uma série de revelações dentre elas o encontro de Karou com Akiva, e a partir disso, a ação realmente acontece.
 
O inicio da história de Laini Taylor não é das mais fáceis de compreender. Até entendermos a história, o cenário, se situarmos quem é bonzinho e quem é vilão, demora um pouco. Até porque ele já começa em ritmo frenético, e você é obrigado a parar alguns instantes para conseguir entendê-lo. Só que quando realmente comecei a compreender o mundo de Karou, me deparei com mais uma versão de história de anjos. No entanto, por mais que seja clichê a temática, a escrita de Laini se mostra original e pertinente, e seu mundo, imperdível para ser conhecido.
 
Karou é uma boa protagonista. Laini Taylor consegue construir uma protagonista que nos cativa. A busca por respostas de seu passado para entender qual é seu papel torna a história instigante e ao mesmo tempo eletrizante. A entrada de Akiva na história torna as coisas ainda mais empolgantes. A química que rola entre o casal se torna um ponto positivo para o desenrolar da história.

A partir do momento que conhecemos a guerra entre serafins e quimeras, a história só melhora. A busca por respostas se torna cada vez mais constante, principalmente pela parte de Karou, que está cada vez mais perto de saber quem é. A narrativa de Laini é fluida e eletrizante, repleta de cenas detalhistas (mas na medida certa: dando ao livro um toque especial). 

Feita de Fumaça e Osso se mostrou um romance sobrenatural além das minhas expectativas. Tem romance proibido, suspense, mistério, revelações, cenas extremamente bem narradas, personagens bem construídos e delineados. A edição da Intrínseca está impecável, principalmente pela capa. Nem preciso dizer que já estou ansioso para ler o próximo livro, Dias de Sangue e Estrelas. 

Bela Maldade - Rebecca James

domingo, 24 de novembro de 2013 | 2 comentários
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Título: Bela Maldade
Autora: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Páginas: 302
Sinopse: Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada...
Avaliação: 5/5 estrelas
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Depois de ler O Chamado de Cuco, precisava mudar um pouco o estilo. Decidi sair de um policial para um thriller (mudança total?), e o escolhido foi Bela Maldade. A capa simples e o número de páginas mais me chamaram a atenção (ler livros muito extensos no fim do semestre da faculdade é loucura total). Pela sinopse, parecia ser uma ótima história. E foi exatamente isso que aconteceu.
 
Katherine é uma jovem que mora com sua tia, Vivien. Disposta a se recuperar do passado, ela se muda da cidade aonde morava com seus pais, depois do que acontecera com sua irmã Rachel, e estuda na escola local. Lá, vive sozinha pelos cantos, solitária e discretamente. No entanto, nessa mesma escola estuda Alice, uma garota popular que vive cercada de pessoas e mimos. Altamente linda e sociável, Alice é totalmente o oposto de Katherine. Certo dia, ambas se conhecem e Katherine não consegue resistir ao charme e atenção que Alice lhe dedica e as duas começam a formar uma amizade. Katherine, com o tempo passado ao lado de Alice, vê uma oportunidade de tentar se recuperar do passado e ser feliz. Só que quando mais conhece Alice, mais Katherine se surpreende com a amiga. Além de sociável e carismática, muitas vezes Alice se torna desagradável, sombria e obsessiva. Katherine então, decide se afastar dela, mas Alice não gosta de ser rejeitada.
 
Comecei a ler Bela Maldade logo após o outro, e confesso que demorei para entrar no ritmo. Porém, na semana passada, li mais da metade do livro em um dia. Temos três tempos (passado-presente-futuro) ocorrendo ao mesmo tempo no livro, o que me deixou um pouco confuso (não havia menção de que isso iria ocorrer). Só que isso se tornou um ponto positivo para a autora, pois assim temos noção do que aconteceu com a irmã de Katherine, conhecemos a relação de Katherine e Alice e ainda temos ideia de como estará dali a alguns anos. E nesse sentido, Rebecca conseguiu dosar o mistério na medida em que a leitura se torna empolgante!
 
Não posso deixar de comentar sobre a construção da personagem de Alice. Sabe aquele personagem que te desperta sentimentos de raiva, desprezo e nojo? Conheça Alice, pois ela pode ser encantadora ao extremo, mas sabe ser desagradável quando quer. Em diversos momentos do livro, minha vontade era dar um tabefe na cara da Alice (bem nessa!) das atitudes dela. Sério, realmente me deu nos nervos, essa garota. Cheguei a comentar com minha mãe sobre Alice, e ela só ria. Alice se mostrou bem impertinente e isso foi um dos principais motivos para eu ter gostado tanto de Bela Maldade.
 
A relação entre Katherine e Alice foi extremamente de confiança, mas também sombria. Enquanto Alice era extrapolada, Katherine se mostrava mais tímida. Essas diferenças (opostas!) entre as duas foi um dos pontos que na minha opinião Rebecca usou para se ter a 'amizade' entre elas. E essa aproximação entre elas que se mostrou pertinente até o final do livro, em meio as revelações (que não foram assim tão grandiosas!).
 
Bela Maldade não tem grandes revelações. Ele possui um suspense leve, mas que te desperta sentimentos contraditórios e certo incomodo durante a leitura. Algumas coisas você já descobre logo no inicio (devido a ideia de passado-presente-futuro), mas mesmo assim não deixa de se envolver quando lhe é revelado no presente. A escrita de Rebecca é fluida, mas ao mesmo tempo com uma leve crueldade.
 
O único ponto que não curti tanto foi o desfecho. Na minha opinião, não precisava ter acontecido o que aconteceu. Mesmo assim, foi os sentimentos que despertaram ao longo da leitura que tornaram ele um thriller interessante de ser lido. Como nos romances se tem a proposta de sentimentos de amor, nos thriller tem o objetivo de despertar incomodo durante a leitura. Bela Maldade cumpriu a sua proposta. Recomendo!

Orgulho e Preconceito e Zumbis - Jane Austen e Seth Grahame-Smith

sábado, 29 de junho de 2013 Nenhum comentário
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Título: Orgulho e Preconceito e Zumbis
Autores: Jane Austen e Seth Grahame-Smith
Editora: Intrínseca
Páginas: 315
Ano: 2010
Sinopse: Orgulho e preconceito e zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida!
Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.
Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.

Releituras fazem parte do mundo literário atualmente. Tanto nos livros, quanto nos cinemas e nas televisões. Clássicos, como Romeu e Julieta, ganham novas versões todos os dias, para a nossa alegria e entretenimento. Não é que eu seja a favor de releituras. Mas que tornem a história mais imperdível que a original. Jane Austen é um clássico na literatura britânica. Seus livros são sucessos pelo mundo todo, com direito a adaptações cinematográficas. Seth Grahame-Smith dá um toque original e diferente ao pegar o principal livro de Austen, Orgulho e Preconceito, e distorcer um pouco. Resultado: Orgulho e Preconceito e Zumbis.
Elizabeth Bennet vive com sua família na cidade, lutando contra uma ameaça zumbi que se assolou. Todos estão sendo contaminados, e Elizabeth, graças a seu treinamento, consegue combatê-los da melhor maneira o possível. Mas eis que surge Sr. Darcy, o arrogante vizinho que quer atrapalhar tudo. A partir disso, muito sangue, matança e romance, junto e misturado.
Já li Orgulho e Preconceito e assisti ao filme. Sinceramente, ambos não mudaram minha vida, e eu esperava que o livro de Seth também não mudasse. E estava certo. O livro pode ter o melhor pontapé inicial, mas não quer dizer que conseguirá atingir seus objetivos. E não conseguiu.
Como eu disse anteriormente, não sou fã de releituras que denigrem a imagem da história original (ex: Opúsculo e Cinquenta Tons do Sr. Darcy). Apesar disso, tinha certas esperanças em relação a esse, mas me decepcionei. Esperava uma nova narrativa, um novo pano de fundo, um novo sentido para a história. Contudo, não foi o que encontrei. Na minha opinião, Seth pegou a história original de Austen (propriamente dita) e inseriu uma ou  outra cena de zumbi, para parecer “mais original”. Só que ficou literalmente um quebra cabeça. A inclusão dos zumbis, além de não ser o ponto fundamental da história, não trouxe nenhum valor para o livro. No inicio, algumas partes eram bacanas, mas ao longo da história, isso se mostrou monótono e cansativo.
Um dos pontos positivos (e únicos) foi os diálogos iniciais entre Elizabeth e Sr. Darcy, que achei hilários. Cenas em que ambos se atacavam verbalmente, eram as melhores. Apesar disso, só aparece no inicio do livro, e das cem páginas em diante, os diálogos somem, e fica apenas a narrativa. Isso contribuiu para a dificuldade de eu conseguir entrar na história, sentir e me envolver com os personagens.  Além disso, teve um ou outro diálogo na história que eu tenha gostado, em que o pai de Elizabeth diz que sua filha (Lizzie) foi criada para matar zumbis, e não se casar, fazendo uma critica a sociedade da época.
Algo que me desagradou bastante foi o distanciamento do ponto central da história original, que era o romance entre Elizabeth e o Sr. Darcy. Era como se em grande parte da história, o autor esquecesse do casal principal, e nas últimas cinquenta páginas ele tenha lembrado e dado mais enfoque ao casal. E além disso, se tornou algo muito forçado, em vez de espontâneo.
Muita narrativa, pouco diálogo, pouco romance, fatos desnecessários e contraditórios: isso se resume Orgulho e Preconceito e Zumbis. Para quem gosta, vale a pena dar uma olhada. Não fez o meu tipo, mas confesso que tenho curiosidade de ler os outros livros do autor.

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

sexta-feira, 22 de março de 2013 | 2 comentários
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Título: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrinseca
Páginas: 256
Ano: 2013
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.
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O lado bom da vida foi o primeiro livro que vi sendo lançado em 2013. Sério, podem acreditar. Depois do filme lançado, as indicações aos prêmios sendo feitas, só faltava o livro. Já me chamou a atenção desde o inicio, mas a principio não realizaria a leitura. Até que encontrei num sebo por R$ 12,00. Eu sei que no final paguei míseros R$ 8,00 pelo livro. E em ótimas condições. Como tenho costume de ler o livro antes de ver o filme (tenho vários livros que li e não assisti ao filme), O lado bom da vida foi um desses. Mas vamos ao livro.
 
Pat Peoples acaba de sair de uma clinica de internação. Acha que sua vida foi programada por Deus, e que sua ex-mulher, Nikki, vai voltar para ele. Volta a morar com os pais, mas se depara com uma situação um tanto diferente: seus amigos estão estranhos (ocupados com as novas famílias, quero dizer), como se o excluíssem, seus pais não falam nada de quando ele foi internado. Além disso, seu time está perdendo no campeonato, e seu novo psiquiatra parece recomendar o adultério como forma de terapia. Mesmo assim, Pat insiste em ver o lado bom da vida.

Loucura é um tema pouco recorrido hoje na literatura. Talvez por ser um tema polêmico, ou até mesmo por muitas vezes não chamar a atenção. Lembro que falei a mesma coisa quando resenhei Os 13 porquês, há um ano. Claro que o tema mudava o pouco, mas a ideia é a mesma. Aqui Matthew já ganha pontos positivos comigo. Conseguiu transformar um tema tão contemporâneo e pouco discutido em algo divertido e encantador.

Pat é uma ótima pessoa. Determinação é o que não falta nele. Depois que sai da internação, ele se dedica ao máximo a fazer exercícios físicos, decide ler todos os livros clássicos, que ele achava chato. Tudo para tentar reconquistar Nikki. Para ele, era questão de tempo.
 
Nesse cenário, temos Tiffany, vizinha e conhecida da família. Acabara de perder o marido, estava de luto, e conhece Pat. A principio se estranham, talvez pelo gênio forte e jeito diferente de Tiffany, mas aos poucos se tornam amigos. Levanto outra ressalva para Tiffany, que foi uma ótima personagem também. Apesar do jeito estranho e mandão, Tiffany é uma personagem divertida e cativante.

Gostei muito da narrativa de Matthew. Divertida, encantadora e comovente, acaba mostrando Pat não como um louco, mas sim como um homem que não perde as esperanças. Isso foi o que mais me encantou na história. Sabemos que sua loucura está ali, presente, mas ele não demonstra isso.  Apenas mostra que vale a pena viver o lado bom da vida.
 
Temos momentos emocionantes, outros mais tensos, mas um final admirável. Torcemos pelo casal, queremos descobrir o que aconteceu com Pat antes de ele ir para a clinica. São tantas coisas positivas que o livro oferece que não tem como não gostar. Matthew conquista pelo seu jeito de contar histórias. O lado bom da vida foi um livro que fiquei com pena quando terminou, de tão gostosa que era a leitura. Com certeza entrou para os favoritos! Fiquei super empolgado para assistir ao filme!


Cinquenta Tons Mais Escuros - E.L James

domingo, 13 de janeiro de 2013 | 3 comentários
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Título: Cinquenta Tons Mais Escuros
Série: Cinquenta Tons #2
Autora: E. L James
Editora: Intrinseca
Páginas: 480
Ano: 2012
Livros Anteriores: Cinquenta Tons de Cinza
Sinopse: Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.

Esta resenha pode conter spoilers indesejados.

Não estava nos meus planos ler Cinquenta Tons Mais Escuros tão cedo. Ia dar um bom tempo antes de iniciar a leitura. Apesar de ter gostado do primeiro livro, queria dar um tempo no gênero. Tudo mudou quando ganhei o segundo um mês depois do primeiro, e não resisti. Logo iniciei a leitura.

Cinquenta tons de Cinza terminou bem do jeito que eu queria. Talvez tenha sido o fato de eu ter gostado tanto da história. Ana quis dar um ponto final na relação com Christian, pois não conseguia se imaginar com ele. Apesar disso, os dias passam e a saudade só aumenta. Ana não consegue mais se manter afastada de Christian e decide voltar com ele. Só que ela nem imagina que vai ter que enfrentar o passado sombrio dele, além de alguma surpresas que o destino lhes reserva. Será que o amor será capaz disso?

Chegamos o segundo livro da trilogia. Aquele livro que é o meio de tudo. Talvez seja a cartada decisiva. Será que a série engata de uma vez ou não? Na minha opinião demorou um pouco. Pelo menos no inicio do segundo. Sinceramente, parecia que Christian voltara a ser o mesmo, antes de conhecer Anastasia. Mandão e controlador, eu só pensava: "será que vai ser tempo jogado fora?".

A história, na verdade, fica empolgante na página 100 em diante. A partir de uma festa na casa dos pais de Christian, fica impossível parar. Tanto que li metade do livro em uma tarde, de tão viciante que estava. O arrependimento seria grande se eu desistisse logo no inicio, e como.

Na resenha de 50 tons de cinza, deixei claro que um dos motivos que levaram a seguir a história era o sentimento que Ana queria brotar em Christian, o sentimento da mudança. No segundo livro, isso fica mais trabalhado e mais explicito. Cinquenta tons mais escuros se torna mais um romance mesmo do que apenas um repeteco de cenas eróticas. Claro, há algumas, mas se torna algo com um sentimento de amor envolvido. Vimos claramente que Christian quer mudar, custe o que custar. Tudo por causa de Anastasia.

Contudo, nesse segundo volume, Anastasia passa a conhecer mais o Christian. Além disso, o sentimento de ciúme surge, já que outras ex-submissas aparecem, inclusive a famosa Mrs. Robbison (#palmas). Em diversos momentos, surge nela o sentimento de dúvida, de incerteza.

Outros personagens aparecem mais na história, como a cômica Mia, irmã de Christian, Elena, e José, dando a história, intrigas e mistério. E. L. James conseguiu me conquistar mais uma vez, apesar de o livro não ser o romance perfeito. Porém, ela consegue nos transmitir um misto de sensações e sentimentos durante a leitura. Ao mesmo tempo que você sente ódio pelos personagens, principalmente Christian, você sente pena, ou vê que ele quer apenas proteger Anastasia. A leitura acaba se tornando viciante, apesar de ser clichê. É impossível não lembrar em algumas coisas da saga Crepúsculo. Só que aqui não há um Jacob da vida.

Vou dizer a mesma coisa que eu disse no primeiro, mas com alguns extras: se você não está gostando do primeiro, tenta ler até o final, e leia o segundo. A história melhora, os personagens se tornam mais cativantes, a trama mais bem construida. Segredos são revelados, o que torna o romance mais intenso e pertubador. Além disso, o caminho que E. L. James leva a história que é o ponto chave da história. Respondeu todos os meus temores e dúvidas. Ela conduziu exatamente como eu queria. Terminei o livro com grandes experanças para que o terceiro seja melhor ainda. E dessa vez, com certeza vai demorar um pouco mais para a leitura.

Chama Negra - Alyson Noel

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 | 1 comentário
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Título: Chama Negra
Autora: Alyson Noel
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Série: Os imortais #4
Páginas: 248
Sinopse: Enquanto tenta ajudar Haven na transição para a vida imortal e libertar Damen do feitiço que não a permite tocar nele, Ever se aprofunda mais e mais nos mistérios da magia negra. O feitiço, porém, vira contra a feiticeira, e ela se vê presa a seu maior inimigo: Roman. A força estranha e poderosa que toma conta de seu corpo impede que Ever consiga parar de pensar nele e de desejá-lo. Ela quer resistir à atração incontrolável que a está consumindo. Ele quer se aproveitar desse momento de fraqueza. A ponto de se render, Ever procura a ajuda de Jude, arriscando tudo e todos para salvar a própria vida e seu futuro com Damen...
Livros anteriores: Para Sempre, Lua Azul, Terra das Sombras

OBS: Se você não leu os outros livros da série, aconselho a parar por aqui, pois pode conter spoilers indesejados.

Acho que a pior coisa antes de começar a ler um livro é ver várias resenhas negativas da história. Foi o caso de Chama Negra. Li vários comentários de que o livro não era bom, que Ever era uma chata. Confesso que fiquei com receio, mas mesmo assim persisti.

Faz um ano que li Terra das Sombras, terceiro volume da série Os imortais, da Alyson Noel. Vieram outras leituras, e não surgia a oportunidade de ler o próximo. Demorou, mas um ano depois comecei a leitura de Chama Negra. Essa demora prejudicou um pouco meu entendimentoo, já que não lembrava de muito do terceiro volume.  Mas com o decorrer da história, meu entendimento melhorou.

Terra das Sombras terminou com a transformação de Haven em imortal pelo malvado Roman. Ever, nossa protagonista não consegue impedir o desejo do vilão. Agora, no quarto, ela ajuda Haven na transição. Apesar de Haven querer aproveitar da melhor maneira o possível, Ever deixa claro que ser imortal tem suas vantagens e desvantagens. E uma delas é que em hipotese alguma Haven pode contar da existência deles.

Além disso, Ever continua sem o antídoto, e consequentemente, sem poder tocar Damen.
Nesse quarto volume da série, senti um pouco de amadurecimento por parte de Ever. Depois da decepção nos outros dois volumes anteriores, Ever amadureceu um pouco, principalmente em relação a Roman. Em Chama Negra ela já conseguia lidar com o inimigo de uma melhor forma. Contudo, apesar disso, Ever acaba fazendo um erro que pode lhe custar a vida. Destinada a aprofundar-se na magia negra, Ever acaba lançando um feitiço que acaba a amarrando a Roman. A partir disso, Ever sente uma louca atração por Roman, a chamada Chama Negra.

Damen deixou de aparecer nesse quarto livro da série, o que acabou me incomodando  o pouco. Por outro lado, esse afastamento contribuiu para a aproximação de Jude, e sendo assim, fortalecendo o triângulo amoroso entre os três. Entretanto, Jude se mostrou muito impertinente, o que também acabou me desagradando. Será que era díficil para ele entender que Ever queria ficar com Damen?

Alyson conseguiu manter a história por mais um volume. Confesso que melhorou bastante em relação ao terceiro. Ever e Damen não me conquistaram por completo, mas estão no caminho certo. Espero que isso só melhore. O romantismo e outras dimensões são marcas presentes nos livros de Alyson Noel, e torna seus livros únicos e imperdíveis. 

Quem for ler a série dos Os imortais em si, aconselho que cada vez que ler um volume, leia o mais rápido o possível. Apesar de tudo, são livros um pouco cansativos, em que a ação só se concentra da metade em diante. O romantismo está presente, mas falta um pouco de ação. Alyson sabe criar personagens cativantes, mas não dosar romance com ação. Para quem gosta de espíritos e sobrenatural, Os imortais é um prato cheio. Alyson tem criatividade e soube criar um pano de fundo sem falhas. O desfecho de Chama Negra é válido, e deixa pontas soltas e mistérios para serem revelados no próximo e penúltimo livro da série, Estrela da Noite.

Cinquenta Tons de Cinza - E.L James

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 | 3 comentários
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Título: Cinquenta Tons de Cinza
Autora: E. L. James
Editora: Intrinseca
Série: Cinquenta Tons #1
Páginas: 455
Ano: 2012
Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja, mas em seus próprios termos.


Quem nunca ouviu falar de Cinquenta Tons? Ou então de Christian Grey? Pois então, desde que o livro foi lançado em agosto desse ano, não tem se falado outra coisa a não ser do romance de E.L James. Foi matéria da Veja, está na lista dos mais vendidos, vai virar filme. Esqueci alguma coisa? Ah, sim, sem dizer a quantidade de livros do gênero que sairam depois do lançamento de Cinquenta Tons. Na verdade, nada como começar a entrar na onda a não ser lendo aquele que causou tudo isso.

Confesso que antes mesmo de começar a ler o livro, fiquei muito na dúvida. Ao mesmo tempo que eu queria muito lê-lo, eu tinha receio de lê-lo. E se eu me decepcionar? E se não for aquilo tudo que eu esperava? Ou se for demais? Quando ganhei de aniversário, não resisti e comecei a ler.

Anastasia é uma estudante de literatura prestes a se formar. Mora num apartamento com a amiga, Katherine. Uma semana antes da formatura, devido ao mal estar da amiga, Anastasia substitui ela numa entrevista com o magnata bilionário Christian Grey. Até então, Ana nunca tinha dado tamanha atenção para Grey. Ouvira uma ou outra notícia, mas nada demais. Desde o primeiro momento em que se cruzam, algo acontece. Algo que nunca tinha acontecido com Anastasia.

A partir daquele momento, Christian parece estar em todo o lugar na vida de Ana.  Sem se dar conta, Ana começa a desejar Christan, e não é a sua surpresa quando ele também a deseja. Intrigada e ao mesmo tempo desejosa, ela decide dar uma chance a Christian.
Só que o que descobre lhe dá um certo receio, medo talvez. Christian não é o principe encantado de contos de fadas. Está mais para lobo mau. Mas o desejo e a paixão falam mais alto, e eles acabam levando entrando numa tórrida paixão...

50 tons foi um livro que li rápido. Acho que foi cinco dias, no máximo. Foi uma leitura que fluiu, sem demoras. No começo, um pouco cansativo, mas depois das primeiras cem páginas, uma passada. Lia em qualquer instante que dava. Qualquer cinco minutos disponíveis tava lá eu, devorando o livro de E.L James. Um dos motivos foi querer saber aonde aquela loucura iria levar.

Eu tinha uma visão totalmente diferente de Ana antes de ler o livro (eu nem a conhecia). Na verdade, eu tinha uma visão totalmente diferente da história antes de eu ler. Achava que Ana seria uma tola, tomaria as atitudes sem pensar, agiria por impluso sem medir as consequências. Errei, mas pelo menos foi para melhor. Ana é uma personagem que melhora durante o desenrolar da história. Mostra-se uma mulher de fibra, que não tem medo do perigo. E nem de Christian.

Falando em Christian, como posso avalia-lo? É díficil, já que quando se lê o livro não se sabe se o odeia ou não. Desde o ínicio da história, ele deixa claro que tem controle sobre tudo. E depois descobrimos o por que. Até conhecemos o quarto vermelho (#assustado). Como já mencionei antes, ele não é um príncipe encantado que vem montado num cavalo branco. Enquadra-se mais para lobo mau. Podem me xingar, mas na minha opinião ele é uma pessoa doente. Não é normal o que ele faz. Eu não faria o que ele faz com a minha namorada (apesar de disserem que muitos casais usaram algumas ideias para apimentar a relação). Apesar disso, está aqui o motivo que vai me fazer continuar a ler os outros dois volumes. Infelizmente fui obrigado a saber o final da trilogia, senão pararia logo no primeiro.

Quem lê 50 tons percebe que desde o início que Ana quer mudar Christian. Tanto que em alguns momentos aquela imagem de dominador desaparece do intimo de Christian. Como Ana mesmo diz "eu quero que você faça amor comigo, não que apenas me foda". No começo, ele não quer quebrar aquela barreira, mas aos poucos vai amolecendo. Ana consegue brotar a semente da mudança no interior de Christian. Ela consegue fazer com que ele durma com ela na mesma cama, por exemplo, coisa que não acontecia com as outras.

Porém nem tudo são flores. No skoob dei quatro estrelas para o livro. Não dei cinco por dois motivos: o excesso de cenas de sexo. Tipo, uma página de conversa entre os dois, e três ou quatro de relação sexual. Nesse quesito achei um pouco apelativo. Outra coisa que achei exagerado foi o contrato que Christian propôs para Ana. Sim, isso mesmo. Um contrato com o que ela permite que ele faça ou não. Sem dizer que ele fica insistindo o livro todo para ela assinar.

Apesar disso, terminei com grandes expectativas o livro. Ana conseguiu me convencer a continuar a ler sua história. Quem quer ler algo diferente, recomendo. Mas não leia só apenas pelas cenas de sexo. Mas sim observando e analisando cada atitude dos personagens. Isso vai tornar a leitura mais agradável.
Quero o quanto antes ler o próximo para ver aonde isso vai levar.

O Retorno - Victoria Hislop

quarta-feira, 22 de agosto de 2012 | 2 comentários
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Título: O retorno
Autora: Victoria Hislop
Editora: Intrínseca
Ano: 2010
Páginas: 403
Sinopse: Quando o passado retorna ao presente, o futuro se torna ainda mais imprevisível. E, nesse livro, redentor. Sonia Cameron está na Espanha, em férias, para comemorar o aniversário de 35 anos da melhor amiga com aulas de flamenco. Sua intenção é apenas dançar e se divertir. Em Londres, deixou a aridez e as exigências do cotidiano e um casamento em crise.
Em um café sossegado de Granada, contudo, uma conversa casual com o proprietário e uma intrigante coleção de fotografias antigas a atraem para a história extraordinária da Guerra Civil Espanhola e da vida de personagens locais encantadores e marcantes, como toureiros, dançarinas, músicos e o poeta García Lorca. Setenta anos antes, o café era o lar dos Ramírez, família que, em 1936, presencia as piores atrocidades do golpe militar liderado pelo general Francisco Franco, e vivencia o despedaçar do frágil equilíbrio do país. Divididos pela política e pela tragédia, todos escolhem um lado e travam uma batalha pessoal à medida que a Espanha se dilacera. O retorno é uma cativante e complexa lição sobre perdas e lealdade, narrada em um contexto histórico fascinante e muito bem-construído.


Terminei domingo o livro, e a resenha já tinha escrito ainda no domingo. Mas acabei publicando só hoje! Bom, vamos lá então!

O Retorno entrou na minha vida ao acaso. Numa das minhas visitas a Catarinense, o livro estava na promoção, e pasmem: por R$ 4,90. Até eu fiquei assustado com o preço! Tipo, o livro pedia para ser comprado. Pensei, pensei, pensei, (minha mãe sempre diz: pensa três vezes e na quarta desiste), só que não foi o caso dessa vez. Achei a história interessante e então trouxe!
Ficou um bom tempo, na sacola (mais de um mês). Outras leituras vinham, e o livro continuava lá.  Chegou duas semanas atrás, na aula de história, a professora falou sobre a Guerra Civil Espanhola, e tudo mais. Lembrei que o livro se passava nesse período, aí pensei: E se eu talvez começasse ler...
Não pensei duas vezes e no dia seguinte comecei a ler!

Sonia Camerom é uma mulher forte, independente, mas com um casamento ameaçado. Não sente mais o amor de antigamente por James, seu marido. Com o inutito de reavaliar sua vida, ela decide passar uns dias com a amiga na Espanha, para comemorar seu aniversário, e praticar aquilo que de certa forma alegra mais do que tudo: dançar.
Em um dos seus passeios, ela acaba entrando num café local, e se depara com uma série de fotografias de uma época não muito distante. O dono do local, Miguel, repara o interesse de Sonia, e lhe convida para um café, e começa a contar a história da família Ramirez.
Sonia começa a ter contato com a família Ramirez. Vê o cenário conflituoso que passou a fazer parte daquela família, após o golpe de estado, em 1936, que botou Francisco Franco no poder, e que se iniciou uma época de muito terror em toda a Espanha.

O maior prazer de se ler um livro, para mim, é a capacidade que ele tem de nos transportar para épocas diferentes, e cenários encantadores. Conhecer culturas totalmente opostas da nossa, viver emoções maravilhosas. Foi assim que eu me senti enquanto lia O retorno. Fui completamente transportado para o cenário quente e exótico da Espanha. Aquele calor humano, que envolve touradas, música, dança, e muitos segredos.

Demorei um pouco para ler o livro todo (só duas semanas). Talvez por causa disso, em alguns momentos não tenha prestado tanta atenção na história quanto deveria (pode me xingar), mas mesmo assim consegui absorver o necessário. A narrativa de Victoria é um pouco detalhada, o que em alguns momentos torna a leitura cansativa. Mas apesar disso, são personagens muito bem construídos, diálogos muito bem feitos.

Adorei as cenas de dança. A descrição das cenas, o envolvimento delas, faz você virar as páginas sem mesmo perceber. Apesar de não ter a música, os movimentos descritos no livro foi o suficiente. As cenas de dança flamenca são as melhores!

A respeito dos personagens, chamo a atenção para Mercedes. Filha de Concha e Pablo, ela sonha em se tornar uma dançarina profissional, apesar de essa ideia não ser tão bem aceita pelos pais. Como toda adolescente, ela chega se um pouco rebelde. Num dos momentos do livro, ela acaba conhecendo Javier, cigano sedutor e misterioso, e se apaixona completamente. Quando a guerra se inicia, ela acaba se separando do amado, e não irá descansar enquanto não encontrar Javier.

No começo do livro, tinha uma visão totalmente diferente do casal. Achei Mercedes muito sonhadora, um tanto enjoada. E se tornou mais enjoada ainda com o início da guerra, por que de onde já se viu, ir atrás de Javier, enquanto o país vivia na guerra? Ainda mais por que achava que Javier era apenas um interesseiro. Mas o desenrolar da história me fez mudar de opinião, pensando: O amor é um sentimento tão belo, que quando se é verdadeiro, não importa o tempo, ele perdura!

Não posso dizer que O retorno é uma linda história de amor, por que não é. É um livro muito triste. Como eu já comentei na resenha de O menino do pijama listrado (no caso, a Segunda Guerra), apesar de ser ficção, mas saber que a Guerra Civil Espanhola realmente aconteceu, com tanto sofrimento, tanta dor, tanta tristeza, abre-se um vazio no peito. O exemplo da família Ramirez é apenas um de muitas famílias, que tiveram perdas, que foram obrigadas a se separar, além do sentimento de medo presente. Viver uma ditadura que foi o governo de Franco. Tomar cuidado com o que se fala, como se anda, ou se veste.

É muito triste ver como uma guerra pode destruir uma família (foi o caso da Ramirez). Opiniões opostas que se enfrentam dentro de uma casa. Relações de irmãos ruindo aos poucos, tudo por causa de uma guerra maldita. É triste, mas é a realidade! O livro, narrado em terceira pessoa, mostra desde antes do início da guerra, até o fim do governo de Franco, em 1975. Então se tem uma breve noção do que aconteceu!

O fim do livro é realmente surpreendente, totalmente inimaginável. Graças e ele, pude entender algumas coisas que antes não fazia sentido para mim, ou então mudanças de opinião.

O retorno é um relato de sobrevivência, de amor, de vida! Mostra a visão de pessoas que como a família Ramirez, viveram e sofreram o caos e a destruição que uma guerra pode causar. E que o amor e a união valem tudo no momento como este!




[novidades #4] Entra na Pré Venda o livro 50 Tons de Cinza

domingo, 10 de junho de 2012 | 1 comentário
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                    Bom dia pessoal! Tudo bem? Enquanto não posto a resenha de Os 13 Porques (prometo que sai ainda hoje), vamos as novidades.
                    Pelo menos é só uma.
                    Já está na pré venda o primeiro volume da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, do mesmo nome, da  autora americana E.L James. O lançamento será em agosto e pelo visto, mantiveram as mesmas capas dos três volumes! Oba!



Continue lendo a notícia aqui:

É considerada uma trilogia de alto teor erótico, em que narra o romance picante narra a relação entre uma recatada estudante universitária e um enigmático (e atormentado) empresário.



Gostaram? Não esqueçam de comentar!


Fenômeno editorial que representa 25% do mercado americano de ficção adulta, a trilogia Cinquenta tons de cinza entra esta semana em pré-venda nas principais livrarias do país — o lançamento do primeiro livro será em 1° de agosto. Nos Estados Unidos, os resultados de venda já são tão eletrizantes quanto a narrativa do thriller romântico de E L James: somam-se mais de 10 milhões de cópias comercializadas em seis semanas, número que faz da série um dos maiores best-sellers de todos os tempos.
Estreia literária da inglesa E L James — uma ex-executiva da TV londrina, mãe de dois filhos adolescentes e recentemente eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time —, a trilogia teve direitos de publicação adquiridos por 37 países em leilões disputadíssimos, vencido no Brasil pela Intrínseca. Os livros Cinquenta tons de cinza, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade serão adaptados para o cinema pela Focus Features, da Universal Pictures — os direitos foram comprados por um valor recorde de US$5 milhões.

Resenha: O Circo da Noite - Erin Morgenstern

sexta-feira, 6 de abril de 2012 Nenhum comentário
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"O circo chega sem ser anunciado.
Simplesmente está lá, quando ontem não estava.
Um cartaz diz: "Abre ao cair da noite, fecha ao amanhecer."
Entre nas tendas.
Passeie por um exuberante Jardim de Gelo.
Assista maravilhado enquanto uma contorcionista tatuada dobra-se até caber numa caixa de vidro.
E prepare-se para descobrir a magia que surge das pontas dos dedos de duas pessoas que se amam e cuja paixão proibida ameaça consumi-los."


                 O circo da Noite me surpreendeu bastante. Claro, que quando ouvi falar dele, me fez lembrar um pouco Água para Elefantes, de Sara Gruen. Em partes, os dois tem o principal em comum: amores proibidos e o circo como pano de fundo.


"Um Romeu e Julieta envolto em magia, O circo da noite desafia gêneros e expectavtivas. Um espetáculo para ser aplaudido de pé."
THE BOSTON GLOBE


                 Mas quando se começa a ler, vê-se que é totalmente diferente.
                 Logo nas primeiras páginas, você se apaixona pela história. Cheia de mistérios, e segredos a serem desvendados, nos é apresentado o homem de terno cinza, que vai até a casa, ou circo de Hector Bowen, e oferece a chance de fazer um grande desafio, que será levado para o resto da vida. Sua filha, Celia teria que lutar ao lado de Marco um jovem que na época nem se sabia de sua existência. Os dois se preparariam secretamente, se conheceriam e lutariam até a morte, porém um detalhe eles desconheciam: um teria que morrer. Esse é o ponto de partida do livro.
                  A história vai crescendo gradativamente, conforme vão passando os capítulos. A criação do circo Le Cirque des Rêves, e suas adoráveis atrações, que confesso, me apaixonei perdidamente. Quando Celia e Marco se conhecem, e sem perceberem acabam se apaixonando. É um Romeu e Julieta moderno. O amor proibido entre os dois, o perigo que os circundava. Cada vez que eu terminava um capítulo, a maior vontade era voltar e lê-lo novamente (confesso: fiz isso algumas vezes). A magia que permeia o livro é algo fascinante.
                 Paralelo a isso, alguns capítulos são dedicados a vida Bailey, que se passa alguns anos a frente. Um jovem, que não sabe o que fazer da vida, cheia de dúvidas e incertezas. E descobre no circo a magia de ser feliz. Conforme a história vai passando, vamos entendendo qual a ligação entre Bailey e o circo.
                 Confesso que enquanto eu lia, minha vontade era fugir com o circo. Com Le Cirque des Rêves, é claro. Aquela mágia, aquele encantamento transformaram meus momentos em que li o livro algo maravilhoso.
                 Me tornei um rêveur convicto, e espero que qualquer um que leia o livro se torne.
                 A estreia de Erin Morgenstern é estupenda. Seu livro tem tudo para se tornar um best-seller, e espero que o quanto antes, se torne um filme. Porque O circo da Noite realmente vale a pena!


Livro: O circo da Noite
Autora: Erin Morgenstern
Editora: Intrinseca
Páginas: 365
Ano: 2012